Privilégio de secretária não contribui para o desenvolvimento de Salvador; Deputado Marcelino Galo critica gestão de Mila Scarton e aponta estagnação econômica na capital baiana

O deputado Marcelino Galo criticou a secretária Mila Scarton pelo uso de recursos públicos em curso de R$ 105 mil e pela falta de resultados em sua gestão. Salvador tem o menor PIB per capita entre as capitais, segundo o CLP. Galo acusa a prefeitura de privilegiar o marketing e o elitismo político em detrimento de políticas efetivas de desenvolvimento e inclusão.
Curso de R$ 105 mil pago com dinheiro público e pior PIB per capita do país: deputado acusa secretária de Salvador de má gestão e marketing de fachada.

A secretária de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda de Salvador, Mila Scarton, tem sido alvo de críticas após vir a público a informação de que participa de um curso de especialização na Saint Paul Escola de Negócios, avaliado em R$ 105 mil, custeado com recursos públicos. O deputado estadual Marcelino Galo (PT) afirma nesta terça-feira (04/11/2025) que o investimento pessoal da gestora não tem se revertido em resultados concretos para o desenvolvimento da capital baiana.

Desempenho econômico de Salvador preocupa

Segundo o Ranking de Competitividade dos Municípios, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), Salvador possui o menor PIB per capita entre todas as capitais brasileiras. O indicador reflete a baixa geração de riqueza proporcional à população e evidencia, segundo o parlamentar, a falta de eficácia das políticas de desenvolvimento econômico conduzidas pela atual gestão municipal.

“Esse dado revela que a secretária não está sendo eficiente em seu papel de promover o desenvolvimento econômico e a geração de renda em Salvador. Isto fica evidente quando se divide o total de riquezas produzidas na cidade com o número de habitantes e se chega ao pior PIB per capita entre as capitais e o 334º no geral”, afirmou Marcelino Galo.

Críticas à gestão e à aplicação de recursos públicos

O deputado classificou o cenário como resultado de uma política voltada a interesses restritos, que, em sua visão, beneficia grupos específicos em detrimento da maioria da população. Galo também criticou o uso de verbas municipais para ações de marketing e eventos sem impacto direto no desenvolvimento social e econômico, citando o patrocínio de R$ 1,4 milhão a uma feira de barcos promovida por uma empresa paulista.

“Revela a ineficiência das políticas conduzidas pela atual secretária e o empobrecimento da população. É o fracasso de uma política que trocou o desenvolvimento pelo marketing”, destacou o parlamentar.

Estagnação e perda de competitividade

Na avaliação de Marcelino Galo, Salvador vive um processo de estagnação que se reflete não apenas nos índices econômicos, mas também em áreas como educação, saúde e infraestrutura urbana. Ele argumenta que o modelo administrativo da prefeitura privilegia a autopromoção e a manutenção de uma estrutura política concentrada.

“Uma gestora que não entrega resultados e ainda recebe prêmio com o dinheiro público é o símbolo do desrespeito com o contribuinte”, disse Galo, reforçando que o quadro atual seria consequência direta da continuidade da gestão de ACM Neto por Bruno Reis.

Continuidade política e crítica ao modelo de gestão

O parlamentar associou o desempenho negativo à permanência de um modelo de governo que, segundo ele, reproduz privilégios e desigualdades históricas. Galo argumentou que a administração de Bruno Reis seria uma extensão direta do projeto político de ACM Neto, priorizando elites econômicas e ignorando políticas estruturantes de redistribuição de renda e geração de empregos.

“Bruno Reis é a continuação direta de ACM Neto, o criador desse modelo que governa para os seus. É uma prefeitura feita de privilégios e autopromoção, onde o resultado é sempre o mesmo: o povo por último”, concluiu.

Indicadores socioeconômicos negativos.

A polêmica envolvendo a secretária Mila Scarton revela um dilema recorrente nas gestões municipais: o contraste entre o discurso de modernização administrativa e a persistência de indicadores socioeconômicos negativos. A ausência de resultados mensuráveis em áreas-chave, como emprego, renda e competitividade urbana, reforça o desafio de transformar capacitação e marketing institucional em políticas públicas efetivas.

A crítica de Galo ecoa uma insatisfação mais ampla com o uso de recursos públicos para fins de autopromoção, em detrimento de estratégias de impacto social. Salvador, com potencial turístico e econômico expressivo, parece continuar presa a um modelo de gestão centralizado e pouco inovador, incapaz de reduzir desigualdades ou gerar crescimento sustentável.


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