Feira de Santana — quarta-feira, 19/11/2025 — O Frifeira, frigorífico integrante da Cooperfeira, vive uma fase de consolidação operacional marcada pela ampliação da confiança dos pecuaristas que utilizam seus serviços. Instalado em posição estratégica da malha viária baiana e reconhecido pelo rendimento confiável e pela transparência no abate, o frigorífico tem sido elogiado por produtores de diferentes regiões do Estado, que destacam a combinação de tecnologia, gestão eficiente e estabilidade nos resultados.
A adoção de sistemas modernos de monitoramento reforça a credibilidade do processo. O diretor da Cooperfeira, Agenor Campos, explica que o uso de câmeras em todas as etapas do abate garante segurança e visibilidade ao criador, que acompanha cada fase do procedimento à distância. Segundo ele, a cooperativa também avança no projeto de retomada do abate do boi próprio, medida que deve ampliar a oferta e fortalecer ainda mais o modelo de produção.
Produtores que utilizam o serviço com regularidade confirmam essa percepção positiva. Marcelo Andrade, criador da região, afirma que o rendimento superior e a eficiência operacional são determinantes para manter a competitividade em um mercado cada vez mais exigente. A valorização da confiança aparece como elemento central entre os depoimentos.
A localização de Feira de Santana — entroncamento das BRs 101, 116 e 324 — é destacada como vantagem competitiva por pecuaristas como Luís Alvim Júnior. Segundo ele, o transporte seguro, o manejo adequado e a precisão da pesagem reforçam a decisão de manter os abates na unidade. Para produtores do Oeste baiano, como Paulo de Tarso Boaventura, a transparência do processo permanece como diferencial, mesmo quando os animais percorrem longas distâncias até o frigorífico.
Na avaliação de Pedro Carvalho, que recentemente visitou a planta industrial, a gestão do Frifeira demonstra profissionalismo e organização. O presidente da Cooperfeira, Beto Falcão, ressalta que os resultados operacionais do frigorífico consolidam a confiança da cadeia produtiva e refletem o compromisso da cooperativa com seus associados.
Expansão regional e abastecimento do mercado baiano
O Frifeira opera com abates oriundos de múltiplas regiões — Oeste, Chapada Diamantina, Semiárido e Litoral Sul — reforçando a capilaridade da cadeia de suprimento. A partir da unidade em Feira de Santana, a carne é distribuída para os principais centros consumidores da Bahia, com destaque para Salvador, que se mantém como o maior destino da produção. A localização central garante agilidade logística e regularidade no abastecimento, atributos essenciais para o varejo e o mercado institucional.
O fluxo constante de abates também contribui para equilibrar a oferta no Estado, sobretudo em períodos de entressafra, quando o gado de pasto ainda se recupera após as chuvas. A estrutura da cooperativa permite ao frigorífico manter padrões uniformes de rendimento e atendimento, ampliando a previsibilidade para criadores e compradores.
Cenário de mercado: arroba permanece estável em R$ 330
O fortalecimento operacional do Frifeira coincide com uma conjuntura favorável para os pecuaristas. Segundo levantamento da Cooperfeira, a arroba do boi gordo permaneceu em R$ 330,00 nesta semana, consolidando um dos patamares mais elevados do ano. A estabilidade em valor alto é explicada pela oferta controlada de animais terminados e pelo momento típico da entressafra, que reduz a disponibilidade de gado pronto para o abate.
A sustentação do preço contribui para resultados mais previsíveis ao produtor, ao mesmo tempo em que reforça a relevância de frigoríficos que oferecem rendimento confiável e processos transparentes — elementos diretamente associados à competitividade do setor.
Transparência, logística e profissionalização fortalecem a cadeia produtiva
O desempenho recente do Frifeira sugere uma tendência mais ampla de profissionalização na cadeia da carne na Bahia. A adoção de tecnologias de monitoramento, associada à localização estratégica de Feira de Santana, cria condições propícias para elevar padrões de qualidade e previsibilidade, fatores decisivos para mercados que exigem regularidade.
Também se observa que a confiança dos produtores está diretamente vinculada à transparência operacional e ao rendimento entregue. Esses elementos, quando mantidos em equilíbrio, fortalecem a cooperativa diante de um cenário de preços firmes, ampliando a capacidade de resposta do setor às flutuações do mercado e às demandas do consumo urbano.











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