A Bahia obteve nota B+ na Capacidade de Pagamento (CAPAG), avaliação conduzida pelo Tesouro Nacional que mede a saúde fiscal de estados aptos a contratar crédito com garantia da União. Paralelamente, levantamento com lastro documental público identifica ao menos R$ 13,53 bilhões em operações de crédito autorizadas, contratadas ou anunciadas entre 2022 e 2025, majoritariamente nos anos 2024–2025, período da gestão do governador Jerônimo Rodrigues.
CAPAG: o que mede e por que importa
A CAPAG sintetiza três eixos técnicos: Endividamento, Poupança Corrente e Liquidez Relativa, à luz da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A nota B+ indica cumprimento dos limites legais, regularidade fiscal e condições formais para acesso a financiamentos, ainda que abaixo do patamar máximo (A).
Indicadores fiscais da Bahia
Os dados oficiais mostram:
- Endividamento dentro dos limites da LRF;
- Poupança Corrente positiva;
- Liquidez Relativa compatível com obrigações de curto prazo;
- Ranking da qualidade fiscal classificado como Alto;
- Regularidade no CAUC, com adimplência e aplicações mínimas em saúde e educação atendidas.
Esse conjunto afasta cenários de descontrole imediato e sustenta a classificação B+.
Levantamento das operações de crédito (2022–2025)
O consolidado abaixo reúne atos com comprovação pública (leis autorizadoras, resoluções do Senado, atos no DOU e comunicados oficiais), com conversão cambial para reais quando aplicável. Observação metodológica: nas fontes acessadas com estabilidade nesta rodada, os atos verificáveis concentram-se em 2024–2025; assim, o total deve ser lido como mínimo comprovado, não como universo exaustivo .
Empréstimos externos (convertidos em R$)
- Banco Mundial/BIRD (2025): autorizações somadas de US$ 450 milhões (incluindo Desenvolvimento Rural Sustentável – Fase II e Pro-Rodovias), convertidas pela PTAX média do período — ≈ R$ 2,50 bilhões.
- Banco Mundial/BIRD (aprovação de diretoria, 29/04/2025): US$ 200 milhões — ≈ R$ 1,13 bilhão (evento anunciado pelo Banco; pode coincidir parcialmente com autorizações posteriores).
- BID (2024): US$ 150 milhões — ≈ R$ 857 milhões.
- CAF – Ponte Salvador–Itaparica (2024): US$ 150 milhões — ≈ R$ 828 milhões.
- Mata Atlântica (BID + FIDA, 23/12/2024): US$ 118 milhões — ≈ R$ 727 milhões.
Subtotal externos: ≈ R$ 4,93 bilhões.
Empréstimos internos (em R$)
- R$ 600 milhões (ALBA, maio/2025);
- R$ 1,5 bilhão (tramitação/solicitação legislativa, maio/2025);
- R$ 4,5 bilhões (lei sancionada, set/2025, operação ligada ao BIRD);
- R$ 2,0 bilhões (lei sancionada, dez/2025, Banco do Brasil).
Subtotal internos: ≈ R$ 8,60 bilhões.
Somando externos convertidos (≈ R$ 4,93 bi) e internos (≈ R$ 8,60 bi), o total mínimo comprovado entre 2022–2025 alcança ≈ R$ 13,53 bilhões.
Equilíbrio fiscal, expansão do crédito e limites
A nota B+ da CAPAG indica que a Bahia não opera em colapso fiscal e mantém acesso regulado ao crédito. O volume mínimo comprovado de R$ 13,53 bilhões evidencia estratégia ativa de financiamento, sobretudo em 2024–2025, para infraestrutura, mobilidade, desenvolvimento rural, saneamento e reestruturações financeiras.

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