Deputados e senadores da oposição anunciaram nesta segunda-feira (29/12/2025) a apresentação de um novo pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, fundamentado em denúncias de corrupção, conflito de interesses e suposta advocacia administrativa relacionadas ao caso Banco Master. A iniciativa é acompanhada da articulação para instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) e foi marcada por discursos duros contra o STF, descrito por parlamentares como um poder “capturado”, “autoprotetor” e “sem controle externo efetivo”.
Denúncias centrais apresentadas pela oposição
Durante a coletiva, os parlamentares sustentaram que o caso Banco Master extrapola um episódio financeiro e revela uma crise institucional profunda, envolvendo:
- Suposta atuação direta de Alexandre de Moraes junto ao Banco Central, em benefício de uma instituição privada em crise;
- Contrato milionário firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa do ministro, apontado como incompatível com padrões de mercado;
- Blindagem institucional dentro do STF, com concentração de processos, sigilos e ausência de controle externo;
- Risco sistêmico à credibilidade do sistema financeiro e à segurança jurídica do país.
As falas enfatizaram que, se tais condutas fossem atribuídas a autoridades de outros Poderes, já haveria afastamentos, investigações e medidas cautelares.
Falas parlamentares destacadas sobre corrupção e abuso no STF
Ao longo da coletiva, parlamentares utilizaram linguagem contundente para caracterizar o que chamam de degeneração institucional do Judiciário. As declarações abaixo foram reproduzidas com destaque por sintetizarem o núcleo das acusações:
“É gravíssimo um ministro da Suprema Corte atuar, ainda que indiretamente, em favor de um banco privado que mantém contrato milionário com o escritório de sua esposa. Isso é advocacia administrativa e precisa ser investigado doa a quem doer.”
“Se fosse qualquer outro cidadão, já teria busca e apreensão, quebra de sigilo e afastamento imediato. Mas quando envolve ministro do STF, nada acontece. Isso é blindagem institucional.”
“O sistema se fecha, se protege e se autopreserva. O STF deixou de ser guardião da Constituição para se tornar um consórcio de poder.”
“Não existe juiz que se reúna com dono de banco ou pressione o Banco Central em uma democracia funcional. Isso compromete a credibilidade do país.”
“O contrato de mais de cem milhões de reais não tem causa objetiva compatível. Não é prestação jurídica comum, é proteção política.”
“Estamos diante de algo mais grave que escândalos anteriores, porque agora os protagonistas são membros da mais alta Corte do país.”
Impeachment e CPMI como instrumentos de resposta institucional
Os parlamentares afirmaram que o pedido de impeachment não antecipa juízo de culpa, mas visa garantir devido processo legal, contraditório e ampla defesa, prerrogativas que, segundo eles, vêm sendo sistematicamente negadas a cidadãos e parlamentares em outros casos julgados pelo STF.
A CPMI do Banco Master, por sua vez, é apresentada como instrumento indispensável para romper o ciclo de sigilo e autoproteção, permitindo a oitiva de autoridades, técnicos do Banco Central, executivos do banco e representantes do escritório de advocacia envolvido.
Corrupção judicial e colapso da confiança institucional
As falas da oposição revelam uma mudança qualitativa no embate político-institucional. Pela primeira vez, a acusação central deixa de ser apenas ativismo judicial e passa a ser corrupção estrutural e conflito de interesses no coração do STF. A gravidade das declarações não está apenas no tom, mas no conteúdo específico das denúncias, que envolvem contratos, reuniões, pressões institucionais e decisões com impacto financeiro sistêmico.
Independentemente do desfecho do impeachment, o episódio aprofunda a crise de confiança no Judiciário, especialmente quando os acusados ocupam posições de controle sobre investigações, sigilos e processos. A insistência na blindagem, se confirmada, tende a corroer ainda mais a legitimidade da Corte e a ampliar o desgaste internacional do Brasil.
Falas mais contundentes dos parlamentares
- “Um ministro do STF não pode atuar como lobista de banco privado.”
- “Contrato milionário sem causa objetiva é indício grave de corrupção.”
- “Se fosse qualquer outro cidadão, já estaria afastado e investigado.”
- “O STF se transformou em um sistema que se protege por dentro.”
- “Não existe democracia com juiz pressionando o Banco Central.”
- “A Constituição foi rasgada para proteger interesses financeiros.”
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A guilhotina para os corruptos do Brasil | Por Carlos Augusto
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