ALBA aprova moção de pesar por morte de Itajay Pedra Branca e destaca legado histórico do radialista baiano

A Assembleia Legislativa da Bahia registrou, em 07/01/2026, moção de pesar pela morte do radialista Itajay Pedra Branca, aos 80 anos, apresentada pelo deputado Robinson Almeida. Natural de Feira de Santana, o comunicador dedicou mais de 50 anos ao jornalismo, atuou em rádios tradicionais, cobriu Copas do Mundo, Jogos Olímpicos e eventos internacionais, deixando legado reconhecido institucionalmente e na história do rádio baiano.
Sessão na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), em Salvador, nesta quinta-feira (07/01/2026), durante a apresentação da moção de pesar pelo falecimento do radialista Itajay Pedra Branca, aos 80 anos.

A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) registrou oficialmente, nesta quinta-feira (07/01/2026), o falecimento do radialista e narrador esportivo Itajay Pedra Branca, ocorrido em Feira de Santana, aos 80 anos. A homenagem foi formalizada por meio de uma moção de pesar apresentada pelo deputado estadual Robinson Almeida (PT), presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Casa, que destacou a trajetória profissional e a relevância histórica do comunicador para o rádio baiano.

No documento protocolado no Parlamento estadual, o deputado ressaltou que Itajay dedicou mais de cinco décadas ao exercício do jornalismo, com atuação contínua e reconhecida no rádio local, estadual e nacional. Segundo a moção, o radialista teve papel decisivo na formação de gerações de ouvintes e na consolidação da comunicação esportiva na Bahia, especialmente a partir de Feira de Santana.

Em declaração registrada no texto, Robinson Almeida afirmou que “Itajay Pedra Branca foi uma referência do rádio baiano, um profissional que honrou o compromisso de informar com responsabilidade, ética e paixão ao longo de mais de 50 anos de carreira”, ressaltando a seriedade e a credibilidade que marcaram sua atuação profissional.

Trajetória consolidada no rádio baiano

Natural de Feira de Santana, Itajay Pedra Branca construiu uma carreira sólida e contínua, reconhecida pela voz marcante e pela narração esportiva precisa e vibrante. Ao longo de sua trajetória, passou por emissoras relevantes do município, com destaque para a Rádio Sociedade News, onde permaneceu por 27 anos, além da Rádio Subaé e da Rádio Povo, seu último vínculo profissional, mantido por mais de três décadas.

De acordo com o deputado Robinson Almeida, a atuação de Itajay ultrapassou os limites dos estúdios, influenciando diretamente a cultura radiofônica local e contribuindo para a formação de novos profissionais da comunicação. O parlamentar ressaltou que o radialista foi referência não apenas pela técnica, mas também pelo compromisso ético com a informação.

A longevidade de sua carreira e a permanência em emissoras tradicionais consolidaram Itajay como um dos nomes mais respeitados do rádio feirense, com reconhecimento que extrapolou os limites do município e alcançou todo o estado da Bahia.

Coberturas históricas no Brasil e no exterior

A moção de pesar também enfatiza a dimensão internacional da carreira de Itajay Pedra Branca. O radialista esteve presente em oito edições da Copa do Mundo e em quatro Jogos Olímpicos, acompanhando de perto alguns dos principais eventos esportivos do século XX e início do século XXI.

Além do esporte, Itajay realizou coberturas de grande repercussão internacional. Entre elas, destaca-se o atentado contra o papa João Paulo II, ocorrido em 1981, no Vaticano, quando o comunicador figurou entre os primeiros jornalistas brasileiros a divulgar a informação no país. O radialista também acompanhou momentos simbólicos do esporte mundial, como a cerimônia de entrega do prêmio a Pelé, reconhecido como Atleta do Século.

Ao longo de sua carreira, Itajay Pedra Branca visitou 81 países, conforme registros profissionais mencionados na moção, reforçando o alcance e a diversidade de sua atuação jornalística.

Reconhecimento institucional e solidariedade à família

No texto protocolado na ALBA, Robinson Almeida afirmou que o conjunto da obra do radialista representa “um legado que orgulha Feira de Santana e a Bahia, e que precisa ser reconhecido e preservado”. A homenagem institucional busca registrar oficialmente a importância histórica do comunicador para a memória do rádio baiano.

O deputado também manifestou solidariedade aos familiares, amigos, colegas de profissão e ouvintes. Em sua manifestação, citou nominalmente a esposa do radialista, Jaci Ferreira Pedra Branca, professora; os filhos Itajay Júnior, radialista, e Andrews Ferreira Pedra Branca, jornalista e professor; além das netas Laura e Maria Dulce.

Segundo Robinson Almeida, “o legado, a credibilidade e a referência deixados por Itajay Pedra Branca permanecerão vivos e inspirando a comunicação baiana”, reforçando o caráter duradouro da contribuição do comunicador para o jornalismo e o rádio no estado.


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