O Governo Federal e o Governo da Bahia autorizaram, neste domingo (11/01/2026), o início de nove obras de infraestrutura e prevenção de desastres em Salvador, com investimento aproximado de R$ 61,7 milhões. As intervenções, vinculadas ao Novo PAC, contemplam contenção de encostas, drenagem e urbanização integrada em bairros com histórico de risco de deslizamentos e enchentes, beneficiando diretamente comunidades em áreas de vulnerabilidade geotécnica.
Intervenções priorizam áreas de risco e sustentabilidade
As obras preveem soluções técnicas de estabilização do solo e sistemas de drenagem, com foco na mitigação de riscos ambientais e na melhoria das condições de moradia. A estratégia combina engenharia, sustentabilidade e ordenamento urbano para reduzir a incidência de desastres naturais, especialmente durante períodos de chuvas intensas.
Os serviços serão executados nos bairros Plataforma, Pernambués, Federação, Ondina, Alto do Cabrito, Campinas de Pirajá, Mata Escura, Cajazeiras e São Marcos, regiões que concentram encostas íngremes e áreas suscetíveis a alagamentos, segundo diagnósticos técnicos.
Periferia Viva integra ações do Novo PAC
De acordo com o ministro Rui Costa, os recursos fazem parte do eixo Periferia Viva — Urbanização de Favelas, do Ministério das Cidades, integrado ao Novo PAC. O programa contempla obras de contenção, macrodrenagem, pavimentação, urbanização com equipamentos públicos e, quando necessário, relocação de moradias em situação de risco.
O ministro destacou que a política pública resulta da articulação federativa, reunindo aportes da União e do Estado para transformar áreas críticas da capital. Segundo ele, quase R$ 1 bilhão já foi investido pelo Governo da Bahia em contenções de encostas, enquanto o Governo Federal supera R$ 1 bilhão em obras de macrodrenagem na cidade.
Investimentos estruturantes e efeito sistêmico
Rui Costa ressaltou que a topografia de Salvador — marcada por vales e morros — impõe riscos distintos: deslizamentos nas áreas altas e enchentes nas áreas baixas. Nesse contexto, afirmou que o conjunto de intervenções em mobilidade, saúde, proteção de encostas e urbanização explica a transformação recente da cidade e amplia a resiliência urbana.
A abordagem integrada busca reduzir vulnerabilidades históricas, combinando engenharia pesada com qualificação do espaço urbano, o que tende a gerar efeitos duradouros sobre segurança, mobilidade local e qualidade de vida.
Governo da Bahia enfatiza proteção à vida
O governador Jerônimo Rodrigues afirmou que as obras conferem mais segurança e dignidade às famílias que vivem em áreas de risco. Segundo ele, são nove grandes encostas em bairros populares, inseridas em uma política de cuidado e prevenção voltada à proteção das vidas dos soteropolitanos.
A execução simultânea das frentes de trabalho pretende acelerar resultados e reduzir a exposição a eventos extremos, com cronogramas ajustados às condições climáticas e ao acompanhamento técnico.
Alcance nacional do Novo PAC
No biênio 2024–2025, o Novo PAC firmou 183 contratos para contenção de encostas em 147 municípios brasileiros, somando R$ 2,77 bilhões. O volume reforça a diretriz federal de priorizar prevenção de desastres, sobretudo em centros urbanos com ocupação irregular e relevo complexo.

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