Na madrugada deste sábado, 3 de janeiro de 2026, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que forças militares americanas realizaram um ataque de grande escala contra a Venezuela, resultando na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, retirados do país por via aérea. A ação foi precedida por bombardeios em Caracas e em outros pontos estratégicos, incluindo instalações militares e áreas portuárias, e desencadeou estado de emergência, reações diplomáticas globais e forte instabilidade política e social, configurando a intervenção direta mais profunda dos EUA na América Latina desde 1989.
Cronologia do ataque e objetivos declarados
Relatos de moradores e jornalistas indicam que as explosões começaram por volta das 2h, com ruídos intensos, clarões no céu e aeronaves operando a baixa altitude. Áreas próximas à base aérea de La Carlota, ao Forte Tiuna e ao aeroporto internacional de Maiquetía registraram interrupções de energia e incêndios localizados. Vídeos mostraram colunas de fumaça e detonações sucessivas.
Poucas horas depois, Donald Trump anunciou que a operação teria sido conduzida em conjunto com forças de segurança americanas, com o objetivo de capturar Maduro, acusado por Washington de liderar um “narcoestado”, fraudar eleições e ameaçar a segurança regional. Autoridades americanas afirmaram que tropas de elite participaram da ação e que mais informações seriam detalhadas em pronunciamento oficial.
Versões oficiais, lacunas e disputa narrativa
O governo venezuelano não confirmou oficialmente a captura de Nicolás Maduro até o fechamento desta reportagem. A vice-presidente Delcy Rodríguez declarou desconhecer o paradeiro do presidente e da primeira-dama. Já o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, classificou a ação como invasão estrangeira, denunciando mortes de civis e militares, sem números consolidados.
Essa assimetria de informações ampliou a disputa narrativa: enquanto Washington sustenta o êxito da operação, Caracas fala em agressão ilegal e convoca mobilização interna. A ausência de imagens ou provas independentes da custódia de Maduro mantém incertezas centrais sobre o desfecho imediato da ação.
Estado de emergência e reação institucional interna
Em resposta aos ataques, o governo venezuelano decretou estado de comoção externa em todo o território nacional, invocando o direito à legítima defesa. As forças armadas elevaram o nível de prontidão e reforçaram o patrulhamento urbano. Serviços públicos operaram de forma intermitente em Caracas e cidades adjacentes.
Autoridades convocaram organizações políticas e sociais para repudiar a ofensiva, enquanto a televisão estatal adotou programação extraordinária. O Parlamento teria sido parcialmente atingido, segundo declarações de líderes regionais, o que agravou o quadro de tensão institucional.
Impacto social imediato e cotidiano da população
Na manhã seguinte, ruas vazias, comércio fechado e filas por alimentos marcaram o cotidiano em Caracas e em centros urbanos estratégicos. Postos de combustíveis suspenderam atividades e o transporte operou de forma limitada. Moradores relataram medo de saques, dificuldade de comunicação e dependência de informações de redes sociais.
Entre setores oposicionistas, houve expectativa cautelosa; entre apoiadores do governo, indignação e temor. A ausência de pronunciamento imediato da principal liderança da oposição evidenciou o vácuo político no momento mais crítico do país em anos.
Petróleo, portos e infraestrutura estratégica
Fontes do setor energético indicaram que, apesar dos bombardeios, a produção e o refino de petróleo da PDVSA seguiram operando nas primeiras horas, sem danos estruturais relevantes às principais refinarias. Em contraste, instalações portuárias em La Guaira teriam sofrido danos, afetando logística e abastecimento.
O pano de fundo energético permanece central. A Venezuela detém as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, e autoridades venezuelanas acusam os EUA de buscarem controle indireto sobre recursos estratégicos. Analistas apontam que o ataque pode pressionar Caracas a renegociar termos de exploração e exportação.
Narcotráfico, sanções e escalada prévia
Desde 2025, os EUA intensificaram operações no Caribe e no Pacífico contra embarcações suspeitas de tráfico, destruindo dezenas de alvos e elevando a presença militar regional. Washington acusa Maduro de financiar redes criminosas com recursos do petróleo e ofereceu recompensa milionária por informações que levassem à sua prisão.
Além das ações militares, o cerco incluiu sanções individuais, apreensão de navios ligados a uma “frota fantasma” e pressão diplomática contínua. Caracas, por sua vez, nega as acusações e sustenta que as operações violam o direito internacional.
Reações internacionais e alinhamentos em disputa
A ofensiva provocou reação imediata de aliados e críticos. Cuba denunciou “terrorismo de Estado” e pediu resposta multilateral. A Rússia exigiu esclarecimentos e classificou a ação como violação da soberania.
Na região, Gustavo Petro apelou à convocação urgente de instâncias multilaterais, alertando para riscos de escalada regional. Em sentido oposto, Javier Milei celebrou publicamente a operação. A Espanha defendeu desescalada, moderação e respeito ao direito internacional, oferecendo-se como mediadora.
Precedentes históricos e implicações jurídicas
A última intervenção direta comparável dos EUA na região ocorreu em 1989, no Panamá. A captura declarada de um chefe de Estado em exercício reacende debates sobre uso unilateral da força, extraterritorialidade penal e papel das organizações multilaterais. Especialistas apontam possíveis contestações na ONU e questionamentos sobre a legalidade da operação à luz da Carta das Nações Unidas.
*Com informações da Reuters, BBC Brasil, Jornal Folha de S.Paulo, Estadão, O Globo, Veja e Metrópoles.
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2 Responses
ISSO É UM ABSURSO. MAIS UMA VEZ OS PIRATAS ATACAM DE XERIFE / COWBOY. TODA COMUNIDADE INTERNACIONAL PRECISA REAGIR ENERGICAMENTE A ALTURA.