Na sexta-feira (27/02/2026), o deputado estadual Marcelino Galo (PT) afirmou que críticas e questionamentos classificados por ele como “factoides” não irão impedir o avanço do projeto de construção da Ponte Salvador–Itaparica, obra considerada uma das principais intervenções de infraestrutura planejadas pelo Governo da Bahia. O parlamentar reagiu a informações divulgadas em parte da imprensa sobre possíveis riscos sísmicos associados à execução do empreendimento e declarou que órgãos de controle já analisaram o tema, descartando ameaça iminente.
Segundo o líder do PT na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), as alegações de que a obra poderia provocar terremotos ou instabilidades geológicas carecem de fundamento técnico. De acordo com ele, o Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) avaliou o assunto e não identificou evidências que indiquem risco sísmico relevante na área prevista para a implantação da ponte.
Para o deputado, a disseminação de informações sem confirmação técnica contribui para gerar alarmismo em torno de um projeto considerado estratégico para o desenvolvimento regional. Galo afirmou que parte das críticas ao empreendimento decorre de disputas políticas e de interesses contrários à execução da obra.
Debate sobre risco sísmico e posicionamento do Ministério Público
Marcelino Galo argumenta que o debate sobre eventuais impactos geológicos da construção da ponte já foi objeto de avaliação institucional. Segundo o parlamentar, o Ministério Público da Bahia descartou a existência de risco sísmico iminente na região prevista para a obra, após análise das informações técnicas disponíveis.
De acordo com o deputado, a atuação do MP-BA integra o sistema de controle e fiscalização que acompanha grandes projetos de infraestrutura no estado. Na avaliação do parlamentar, a participação desses órgãos contribui para garantir transparência, segurança jurídica e controle institucional durante todas as etapas do empreendimento.
O líder petista afirmou ainda que a presença de órgãos de fiscalização reforça a confiabilidade do processo de implantação da ponte, desde a fase de planejamento até a execução das obras.
Estrutura de gestão do projeto da Ponte Salvador–Itaparica
O deputado também destacou a criação, pelo governador Jerônimo Rodrigues, da Secretaria Extraordinária do Sistema Viário Oeste Ponte Salvador–Itaparica (SVPonte). A estrutura administrativa foi instituída com o objetivo de acompanhar a execução do projeto e coordenar ações relacionadas à infraestrutura complementar.
Entre as atribuições da secretaria estão:
- acompanhamento técnico da execução do contrato da obra;
- articulação institucional entre governo, concessionária e órgãos de controle;
- planejamento de intervenções viárias associadas ao sistema viário do entorno.
Segundo Marcelino Galo, a ponte será executada por consórcio internacional responsável pelo projeto, enquanto o governo estadual atuará na coordenação institucional e no desenvolvimento da infraestrutura de apoio.
Expectativas em torno da obra
O parlamentar afirmou que o projeto já possui cronograma previsto para início da construção e reiterou que o governo estadual mantém a intenção de dar continuidade ao empreendimento. Na avaliação de Galo, a Ponte Salvador–Itaparica representa um projeto estruturante para a mobilidade e o desenvolvimento econômico da Bahia.
Ele defendeu que o debate público sobre a obra deve ocorrer com base em dados técnicos e institucionais, evitando a disseminação de informações que possam gerar interpretações equivocadas sobre o impacto do empreendimento.
“A ponte já tem data para começar a ser construída. Não serão factoides que impedirão a realização deste sonho”, declarou o deputado ao comentar as discussões recentes sobre o projeto.








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