Na segunda-feira (23/03/2026), o ministro da Casa Civil, Rui Costa, declarou que não possui relação pessoal ou institucional contínua com o banqueiro Daniel Vorcaro e afirmou que sequer o ճանաչceria fora do contexto de uma reunião oficial. A manifestação ocorreu durante entrevista ao programa JR Entrevista, marcando a primeira vez em que o ministro comentou publicamente o episódio envolvendo o empresário.
Segundo Rui Costa, o contato entre ambos ocorreu apenas uma vez, em dezembro de 2024, durante audiência no Palácio do Planalto, da qual participou por convocação no âmbito da agenda presidencial.
Reunião no Planalto e delimitação institucional
O ministro enfatizou que sua presença no encontro teve caráter estritamente institucional, sem qualquer desdobramento posterior. De acordo com seu relato, a reunião integrou a rotina de audiências conduzidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que frequentemente recebe representantes do setor financeiro.
Rui Costa afirmou que não conhecia previamente Daniel Vorcaro, destacando que não saberia identificá-lo fora daquele ambiente formal. A declaração foi apresentada como forma de afastar suspeitas de proximidade ou interlocução recorrente.
Ele também reforçou que encontros com empresários e banqueiros fazem parte do funcionamento regular do governo federal. Segundo o ministro, diversas instituições financeiras já participaram de reuniões com o presidente, sem que isso represente qualquer tipo de favorecimento.
Relato sobre posicionamento do governo
Ao detalhar o conteúdo da reunião, Rui Costa afirmou que Daniel Vorcaro apresentou ao presidente uma narrativa de que estaria sendo alvo de perseguição. Segundo o ministro, a resposta do chefe do Executivo foi direta e objetiva.
De acordo com o relato, Lula afirmou que não há espaço para perseguições nem para proteção indevida no governo, destacando que eventuais irregularidades devem ser tratadas pelos órgãos competentes, em especial o Banco Central, responsável pela supervisão do sistema financeiro.
A fala, conforme descrita por Rui Costa, reforça a diretriz institucional de que empresas que atuam dentro da legalidade não enfrentam restrições, enquanto eventuais desvios devem ser apurados e sancionados.
Negativa de vínculo e eventual delação
O ministro também abordou a possibilidade de ser citado em eventual delação envolvendo o banqueiro. Rui Costa foi enfático ao negar qualquer tipo de vínculo que pudesse justificar tal menção.
Ele afirmou que não recebeu recursos, não mantém contratos e não possui relações com Vorcaro, sustentando que não há base factual para envolvimento em investigações. Segundo o ministro, eventuais responsabilidades devem recair exclusivamente sobre aqueles que tenham mantido relações financeiras ou contratuais.
Rui também descartou impactos políticos decorrentes do episódio, inclusive em relação a eventuais projetos eleitorais futuros.
*Com informações do jornal O Globo, Folha de S.Paulo, Estadão, Poder360, Metrópoles, CNN, Revista Veja e Agências Brasil, Reuters, RFI, Sputnik e BBC Brasil.








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