O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou a farmacêutica Bionovis na cidade de Valinhos, na terça-feira (03/03/2026), para acompanhar a produção de medicamentos biológicos destinados ao Sistema Único de Saúde. A unidade fornece cerca de 19 milhões de seringas e frascos por ano ao sistema público, segundo dados apresentados durante a agenda oficial.
Fundada em 2012 a partir da união dos laboratórios Aché, EMS, Hypera Pharma e União Química, a empresa atua no desenvolvimento e fabricação de medicamentos biológicos de alta complexidade, utilizados no tratamento de doenças crônicas.
Durante a visita, Lula afirmou que o papel do Estado é atuar como indutor de políticas de crédito, financiamento e compras públicas, e não como produtor direto, destacando a importância de parcerias com a iniciativa privada.
Estrutura produtiva e acesso a medicamentos
A comitiva presidencial contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin e dos ministros Fernando Haddad, Alexandre Padilha e Simone Tebet, além do presidente da Bionovis, Odinir Finotti.
O presidente exibiu caixas de medicamentos distribuídos gratuitamente pelo SUS e mencionou que alguns produtos podem custar até R$ 6 mil por seringa no mercado privado, sendo disponibilizados sem cobrança ao paciente na rede pública.
De acordo com a direção da empresa, pacientes com doenças como artrite reumatoide podem necessitar de 20 a 25 aplicações anuais, o que amplia a relevância da produção local para garantir continuidade terapêutica.
Política industrial e financiamento público
Segundo o governo federal, a estratégia de fortalecimento do complexo industrial da saúde reúne investimentos de aproximadamente R$ 15 bilhões em inovação e desenvolvimento, com foco na produção nacional de medicamentos e insumos.
Haddad afirmou que políticas de compras governamentais e crédito público são essenciais para viabilizar projetos industriais no setor farmacêutico, citando a necessidade de ambiente regulatório e comercial favorável.
O financiamento de longo prazo inclui apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, que aprovou R$ 650 milhões para a implantação de uma linha de produção industrial voltada a insumos biotecnológicos.
Redução de dependência externa
A nova estrutura produtiva permite a fabricação no Brasil de insumos antes importados de países como China, Estados Unidos, Índia e Coreia do Sul.
O objetivo é reduzir a dependência de fornecedores externos e ampliar a segurança no abastecimento do sistema público, especialmente em medicamentos de maior complexidade tecnológica.
Representantes do Ministério da Saúde indicaram que a produção local pode contribuir para estabilidade de preços e previsibilidade de entrega aos estados e municípios.
*Com informações da Agência Brasil.









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