A Caravana de Direitos Humanos realizou, entre a última quinta e sexta-feira (09 e 10/04/2026), um total de 1.838 atendimentos em Santa Teresinha, no território do Piemonte do Paraguaçu. A iniciativa ocorreu na Praça Ápio Medrado e teve como foco a ampliação do acesso a serviços públicos, com participação de comunidades quilombolas de Santa Teresinha e Itatim.
A mobilização reuniu serviços de documentação civil, atendimentos sociais, orientações jurídicas e atividades formativas em um único espaço, com objetivo de concentrar demandas e facilitar o acesso da população a políticas públicas.
Segundo a coordenadora de mobilização da Caravana, Janaina Neri, a centralização dos serviços contribuiu para a ampliação do atendimento e redução de deslocamentos da população.
Serviços incluem emissão de documentos, saúde e assistência social
A ação contou com a presença de representantes da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, além de autoridades municipais e lideranças quilombolas.
Entre os serviços ofertados estiveram emissão de RG e certidão de nascimento, cadastro da Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CIPTEA), passe livre intermunicipal digital, retificação de nome e gênero, vacinação, testes rápidos e atendimento do Procon-BA.
Também foram disponibilizados serviços da Embasa, intermediação de mão de obra e acesso a linhas de crédito para empreendedores negros.
O morador Cosme Souza, do município de Itatim, relatou que conseguiu resolver múltiplas demandas durante a ação, incluindo emissão de documentos e atualização cadastral em diferentes serviços.
Participação quilombola e acesso a direitos fundamentais
As comunidades quilombolas de Entre Morro (Itatim) e Campo Grande (Santa Teresinha) tiveram participação ativa na programação. A liderança quilombola Maria Aparecida Galvão destacou a importância da iniciativa para ampliação do acesso a direitos.
Segundo a liderança, a caravana contribui para reduzir barreiras no acesso a serviços públicos e ampliar o conhecimento sobre direitos fundamentais entre as comunidades tradicionais da região.
A ação também foi acompanhada por representantes da rede de proteção social e lideranças locais.
Atividades formativas e capacitação em direitos humanos
Além dos atendimentos, a programação incluiu oficinas e atividades educativas voltadas à promoção da cultura de direitos humanos, com foco em jovens e comunidades escolares.
Foram realizadas oficinas de pintura, contação de histórias e rodas de conversa sobre letramento racial, direitos das mulheres, população LGBTQIAPN+, bullying e uso responsável da internet.
A Caravana promoveu ainda capacitação para profissionais da rede de proteção, incluindo assistentes sociais, psicólogos, gestores escolares, conselheiros tutelares e servidores da saúde, com foco na prevenção de violações de direitos.
As atividades foram direcionadas a públicos prioritários, como crianças, adolescentes, mulheres, pessoas com deficiência e população idosa.
Expansão do acesso a políticas públicas
A iniciativa integra uma estratégia de descentralização de serviços e ampliação do acesso a políticas públicas em territórios com maior vulnerabilidade social.
A concentração de atendimentos em um único espaço permitiu a realização de múltiplos serviços no mesmo período, reduzindo barreiras de deslocamento e ampliando a cobertura de atendimento.
A Caravana de Direitos Humanos segue com agenda de ações em outros municípios do estado ao longo do ano.








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