Na terça-feira (07/04/2026), em Feira de Santana, a solenidade que celebrou o centenário do Paço Municipal Maria Quitéria foi marcada pelo discurso do secretário municipal de Planejamento, Carlos Brito, que enfatizou o papel histórico, institucional e simbólico do edifício como eixo estruturante da administração pública local liderada pelo prefeito José Ronaldo, em seu quinto mandato. Em sua fala, o gestor destacou que o marco ultrapassa o caráter comemorativo e impõe uma reflexão sobre o passado, o presente e o futuro da cidade, em um contexto de preservação da memória e continuidade das instituições.
Ao contextualizar a construção do edifício, Carlos Brito destacou que o Paço Municipal não deve ser compreendido apenas como uma obra arquitetônica, mas como resultado de um processo deliberado de organização do poder público em um momento decisivo da história local.
“O Paço Municipal não nasceu como prédio. Antes de se tornar edifício, ele foi decisão. Antes de se erguer em alvenaria, ele foi expressão de vontade pública”, afirmou o secretário, ao destacar o papel estratégico da construção no início do século XX .
Segundo ele, o cenário da década de 1920 exigia mais do que crescimento urbano, demandando planejamento e institucionalidade. Nesse contexto, a criação de uma sede administrativa consolidada representou a transição de Feira de Santana para uma nova escala de organização política e urbana.
Edifício como símbolo da continuidade institucional
Durante o discurso, Carlos Brito reforçou que a relevância do Paço Municipal está diretamente associada à sua capacidade de atravessar gerações mantendo seu significado institucional.
“Mudaram os governos, mudaram as prioridades, mudaram os desafios. Mas este edifício permaneceu como referência”, declarou, ao destacar o valor da permanência institucional em meio às transformações históricas .
O secretário também pontuou que o prédio não apenas testemunhou a história da cidade, mas participou ativamente dela, sendo o local onde decisões administrativas moldaram o desenvolvimento urbano e social do município.
“Este edifício não é apenas testemunha da história, ele é parte ativa dela”, acrescentou, ao enfatizar o impacto das decisões tomadas no interior do Paço sobre a vida da população .
Valorização da memória e reconhecimento de agentes históricos
Outro ponto central do discurso foi o reconhecimento de personagens históricos que contribuíram para a construção e consolidação do Paço Municipal, como os intendentes Bernardino Bahia e Arnold Silva, além de agentes públicos responsáveis pela manutenção do edifício ao longo das décadas.
Carlos Brito também destacou a atuação da atual gestão municipal na preservação do patrimônio, ao mencionar a restauração conduzida pelo governo do prefeito José Ronaldo de Carvalho.
“Restaurar um edifício como este não é apenas recuperar sua aparência. É preservar sua identidade. É proteger sua memória”, afirmou, ao reforçar a importância da conservação do patrimônio histórico como política pública .
A solenidade contou ainda com ações simbólicas, como o tombamento de uma pintura histórica do intendente José Freire de Lima, fortalecendo a agenda de valorização da memória institucional do município.
Centenário como ponto de continuidade e responsabilidade pública
Em tom reflexivo, o secretário ampliou o alcance de sua fala ao defender que o centenário deve ser interpretado como um marco de continuidade, e não como encerramento de um ciclo histórico.
“Que este centenário não seja compreendido como um ponto final, mas como um ponto de continuidade”, declarou, ao enfatizar a necessidade de compromisso com as futuras gerações.
Nesse sentido, ele destacou que o presente impõe responsabilidades semelhantes às enfrentadas pelas lideranças do início do século XX, especialmente no que se refere à construção de políticas públicas estruturantes.
“Não erguemos hoje este edifício, mas erguemos caminhos. E são esses caminhos que definirão o destino de Feira de Santana nas próximas décadas”, afirmou.
Reflexão sobre o papel das instituições na construção da cidade
Encerrando sua fala, Carlos Brito destacou a centralidade das instituições públicas na organização da cidade e na transformação do interesse coletivo em decisões concretas.
“O Paço Municipal é o lugar onde a cidade se organiza, onde o interesse coletivo se transforma em decisão e onde o tempo se converte em história”, afirmou, ao sintetizar o significado simbólico do edifício.
Segundo ele, a construção de uma cidade não se resume à execução de obras físicas, mas depende da solidez institucional e da preservação da memória histórica.
“Cidades não se constroem apenas com obras. Constroem-se com decisões, com instituições e com memória”, concluiu.










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