Durante o encerramento do 8º Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), realizado no domingo (26/04/2026), em Brasília, o ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou que a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva representa um “imperativo” político e institucional, destacando a necessidade de evitar um “retrocesso” nas eleições de outubro. Em seu discurso, o petista criticou diretamente a família do ex-presidente Jair Bolsonaro, atribuindo a ela responsabilidade por crises políticas e sociais recentes, além de enfatizar o processo de reconstrução promovido pelo atual governo desde 2023.
Haddad afirmou que o cenário eleitoral de 2026 exige mobilização total das forças políticas alinhadas ao governo federal, sustentando que a disputa envolve a continuidade de políticas públicas e de uma agenda voltada à redução de desigualdades. Segundo ele, a eventual candidatura ligada ao grupo político de Jair Bolsonaro representaria um risco de reversão de avanços recentes.
O ex-ministro também criticou o histórico político da família Bolsonaro, associando sua atuação a práticas controversas e à condução de políticas públicas durante o período em que esteve no poder. Ele afirmou que o grupo político adversário teria promovido instabilidade institucional e fragilização de políticas sociais.
Interpretação da história recente e crise institucional
Ao abordar o cenário político dos últimos anos, Haddad descreveu o período pós-2013 como um momento de crescente instabilidade, culminando no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, que classificou como um marco de ruptura institucional. Segundo ele, esse processo teria levado ao enfraquecimento de estruturas do Estado e à descontinuidade de políticas públicas.
Na avaliação do petista, o governo iniciado em 2023 encontrou um país com programas sociais desestruturados, obras paralisadas e indicadores econômicos deteriorados. Ele utilizou a metáfora de uma “casa após guerra” para ilustrar o cenário herdado pela atual gestão.
Reconstrução econômica e social
Haddad destacou que, ao longo dos últimos três anos, o governo federal promoveu uma reconstrução gradual de políticas públicas e retomou programas sociais estratégicos. Entre os exemplos citados, estão o Minha Casa, Minha Vida e o Farmácia Popular, além de investimentos em infraestrutura.
De acordo com o ex-ministro, indicadores econômicos também apresentaram melhora no período, com redução do desemprego, da desigualdade e da inflação. Ele afirmou que esses resultados demonstram a capacidade de recuperação do país em um curto intervalo de tempo.
Ainda assim, reconheceu o caráter simbólico do processo de reconstrução, destacando o “custo político” de retomar políticas anteriormente implementadas e posteriormente interrompidas.
Eleições de 2022 e acusações de interferência
Haddad também comentou o processo eleitoral de 2022, alegando que houve tentativas de interferência por parte da extrema direita para impedir a vitória de Lula. Entre as acusações, mencionou o uso da máquina pública, disseminação de desinformação e ações que teriam dificultado o deslocamento de eleitores.
Segundo ele, esses fatores reforçam a necessidade de vigilância institucional e mobilização política para garantir a integridade do processo democrático nas próximas eleições.
Mobilização política e estratégia eleitoral
No encerramento de sua fala, Haddad convocou a militância e lideranças do partido para uma atuação intensiva até o pleito de outubro. Ele defendeu que, além da continuidade das políticas atuais, o campo político governista deve apresentar um novo programa de governo, com propostas capazes de ampliar o apoio popular.
O ex-ministro enfatizou que a disputa eleitoral transcende o cenário nacional, ao posicionar Lula como um ator relevante no debate internacional sobre democracia, direitos humanos e combate à extrema direita.











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