Feira de Santana sediou na terça-feira (14/04/2026) o II Encontro Baiano da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), consolidando sua posição como polo estratégico do turismo de negócios na Bahia e no Brasil. O evento, realizado no Sesc do Centro, reuniu empresários, gestores públicos e lideranças do setor para discutir integração regional, qualificação profissional e fortalecimento da cadeia produtiva do turismo, com foco no desenvolvimento sustentável do interior do estado.
A realização do encontro reforçou o papel de Feira de Santana como hub regional de negócios, destacando sua capacidade de articulação entre diferentes segmentos econômicos. A cidade concentra uma infraestrutura consolidada que atende ao fluxo corporativo, com impacto direto em setores como hotelaria, gastronomia, transporte e comércio.
Segundo representantes do setor, o turismo local vai além do lazer, abrangendo mais de 50 atividades produtivas e contribuindo significativamente para a geração de emprego e renda. Esse modelo evidencia a importância do turismo como vetor estruturante da economia regional, sobretudo em cidades com forte vocação logística e comercial.
A articulação institucional foi um dos pilares do encontro, promovido pela FBHA em parceria com entidades empresariais e com o apoio de órgãos públicos e do Sistema Comércio. A iniciativa buscou integrar esforços entre iniciativa privada e poder público, criando condições para o crescimento ordenado do setor.
Integração regional e diversificação do turismo
Um dos principais pontos debatidos foi a necessidade de ampliar o alcance do turismo local por meio da integração com municípios vizinhos. A proposta consiste em transformar Feira de Santana em porta de entrada para roteiros regionais, conectando visitantes de negócios a destinos com atrativos naturais e culturais.
O Plano Municipal de Turismo 2023–2030 apresentado durante o evento revelou que 80% do turismo na cidade está concentrado no segmento de negócios, enquanto os demais 20% se distribuem entre eventos e lazer. O diagnóstico reforça a necessidade de diversificação da oferta turística para ampliar o tempo de permanência dos visitantes e potencializar a economia local.
Representantes do Governo do Estado destacaram que Feira de Santana exerce uma função estratégica como cidade de conexão, capaz de atender diferentes perfis de demanda e de impulsionar a regionalização do turismo baiano.
Pequenas empresas e qualificação como pilares do setor
O encontro também evidenciou o papel central das micro, pequenas e médias empresas, responsáveis por grande parte das atividades turísticas. A qualificação profissional e o fortalecimento empresarial foram apontados como elementos essenciais para garantir competitividade e sustentabilidade.
Durante a programação, especialistas abordaram temas como:
- Capacitação de mão de obra
- Desafios regulatórios
- Fortalecimento da hotelaria e da gastronomia
- Integração da cadeia produtiva
A valorização da culinária regional também foi destacada como diferencial competitivo, reforçando a identidade cultural e ampliando o potencial turístico da região.
Reforma tributária e riscos ao setor de serviços
Outro eixo relevante do debate foi o impacto da reforma tributária sobre o setor de turismo e serviços. Especialistas alertaram para possíveis efeitos negativos, como:
- Aumento de custos operacionais
- Crescimento da informalidade
- Redução de postos de trabalho
Segmentos como hotelaria, bares, restaurantes e eventos foram apontados como particularmente vulneráveis, devido à dependência do fluxo turístico e à sazonalidade das atividades. A recomendação foi de maior atenção às questões jurídicas e contábeis para mitigar riscos.
Associativismo e governança como estratégia de desenvolvimento
O encontro reforçou a importância do associativismo como instrumento de organização do setor. A integração entre entidades empresariais, poder público e instituições de apoio permite coordenação de ações, alinhamento de interesses e planejamento estruturado, fatores considerados essenciais para o avanço do turismo regional.
A participação ativa do empresariado também foi destacada como condição indispensável para consolidar a cidade no circuito nacional de eventos e negócios, ampliando sua visibilidade e atração de investimentos.









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