Nesta quinta-feira (23/04/2026), novos episódios de alagamentos em diversos bairros de Salvador voltaram a provocar transtornos à população e reacenderam críticas sobre a eficácia da gestão municipal. O deputado estadual Angelo Almeida questionou publicamente a administração do prefeito Bruno Reis, destacando que, apesar de contratos que somam R$ 293 milhões destinados à manutenção preventiva, os problemas estruturais persistem. O parlamentar também associou o modelo administrativo ao grupo político liderado por ACM Neto, levantando dúvidas sobre planejamento e execução dos serviços urbanos.
Segundo Angelo Almeida, os recursos públicos destinados à manutenção deveriam assegurar a execução de serviços essenciais, como limpeza de galerias pluviais, drenagem urbana e prevenção de pontos críticos de alagamento. Para o deputado, a recorrência dos problemas indica falhas na entrega desses serviços.
O parlamentar enfatizou que não houve insuficiência orçamentária, mas sim deficiência na execução das ações previstas. Na avaliação apresentada, os contratos firmados com empresas especializadas tinham como objetivo evitar justamente os transtornos observados durante o período chuvoso.
Ainda de acordo com Almeida, a permanência dos alagamentos evidencia que os serviços contratados não foram realizados de forma adequada ou dentro do prazo necessário para prevenir os impactos das chuvas.
Questionamentos sobre planejamento urbano
O deputado também direcionou críticas ao que classificou como falta de planejamento estratégico por parte da gestão municipal. Para ele, o regime de chuvas em Salvador é um fenômeno previsível, o que exigiria atuação antecipada e coordenada das equipes responsáveis.
Na análise apresentada, a administração municipal estaria adotando uma postura reativa, intervindo apenas após a ocorrência dos problemas, em vez de implementar ações preventivas estruturadas. Essa abordagem, segundo o parlamentar, compromete a eficiência do uso dos recursos públicos.
Além disso, Almeida ressaltou que contratos dessa magnitude deveriam garantir resultados concretos, sobretudo em áreas críticas da cidade historicamente afetadas por alagamentos.
Relação com modelo político-administrativo
Ao ampliar a crítica, Angelo Almeida associou a condução da gestão municipal ao grupo político liderado por ACM Neto. Segundo ele, há uma continuidade de práticas administrativas que, em sua avaliação, não têm sido capazes de solucionar problemas recorrentes da capital baiana.
O deputado argumenta que a repetição anual dos alagamentos indica fragilidade estrutural no modelo de gestão adotado. Ele também questiona se os contratos firmados atendem plenamente ao interesse público, sugerindo a necessidade de maior transparência e fiscalização.
As declarações reforçam o ambiente de disputa política em torno da gestão urbana de Salvador, especialmente em temas sensíveis como infraestrutura, drenagem e qualidade dos serviços públicos.
Impactos para a população
Os alagamentos registrados voltaram a afetar mobilidade, comércio e rotina dos moradores em diferentes regiões da cidade. Problemas como vias interditadas, acúmulo de água e dificuldades de acesso a serviços básicos foram relatados, evidenciando os impactos diretos da questão na vida urbana.
Especialistas em planejamento urbano apontam que cidades com histórico de chuvas intensas demandam políticas contínuas de manutenção e investimento em infraestrutura, além de monitoramento constante das áreas de risco.
Nesse contexto, o debate sobre a eficiência dos contratos públicos e a execução das políticas de drenagem ganha relevância, especialmente diante do volume de recursos envolvidos.











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