O senador Jaques Wagner, líder do governo Luiz Inácio Lula da Silva no Senado Federal e pré-candidato à reeleição, afirmou nesta quinta-feira (30/04/2026) que o grupo político do Partido dos Trabalhadores (PT) consolidou, desde 2006, um modelo de gestão voltado à inclusão social e ao desenvolvimento na Bahia, durante participação na live de apresentação do Programa de Governo Participativo (PGP) do governador Jerônimo Rodrigues, também pré-candidato à reeleição. O evento marcou o início da construção colaborativa do plano de governo para 2026, com foco na escuta social e na ampliação de políticas públicas no estado.
Wagner resgatou o contexto da vitória eleitoral de 2006, quando, segundo ele, havia ceticismo quanto à capacidade do grupo político de vencer as eleições estaduais. De acordo com o senador, o resultado daquele pleito marcou uma mudança de direção administrativa e política no estado, com foco na descentralização das ações governamentais.
O parlamentar destacou que, ao longo dos anos, a gestão petista buscou ampliar o acesso a serviços essenciais, como abastecimento de água e energia elétrica, além de fortalecer a presença do Estado no interior da Bahia. Segundo Wagner, esse conjunto de ações consolidou um modelo de gestão orientado à redução de desigualdades regionais.
Ainda segundo o senador, a continuidade eleitoral do grupo — com vitórias consecutivas desde 2006 — reflete a adesão popular ao projeto político implementado. Ele ressaltou que a proposta não se limita a lideranças individuais, mas se estrutura como um programa coletivo voltado à população.
Renovação política e papel de Jerônimo Rodrigues
Durante a apresentação, Wagner enfatizou o papel de Jerônimo Rodrigues como representante de um processo de renovação interna do partido. O senador destacou a trajetória administrativa do governador, especialmente sua atuação como secretário estadual da Educação e coordenador de programas estratégicos.
Segundo Wagner, a eleição de Jerônimo, em 2022, ocorreu em um cenário semelhante ao de 2006, com desconfiança inicial por parte de setores políticos e eleitorais. Apesar disso, o atual governador venceu o pleito, consolidando-se como o quinto chefe do Executivo estadual consecutivo ligado ao mesmo grupo político.
O senador também afirmou confiar na capacidade de Jerônimo de ampliar as políticas públicas implementadas nas gestões anteriores, destacando características como conhecimento territorial, experiência administrativa e articulação política como fatores determinantes para a continuidade do projeto.
Estrutura e objetivos do Programa de Governo Participativo 2026
O Programa de Governo Participativo (PGP) foi apresentado como instrumento central para a formulação de políticas públicas com base na escuta da sociedade civil. A iniciativa prevê a realização de plenárias em todos os Territórios de Identidade da Bahia.
De acordo com a programação divulgada, o ciclo de encontros será iniciado no sábado (02/05/2026), no município de Irecê, com a realização de duas atividades principais:
- Plenária Territorial do PGP, às 9h
- Plenária temática de Juventude, Cultura e Educação
A proposta é reunir diferentes segmentos sociais para identificar demandas regionais e construir diretrizes para o plano de governo, mantendo o modelo participativo adotado na eleição de 2022.
O governo estadual avalia que o PGP anterior contribuiu para a formulação de políticas públicas implementadas ao longo dos últimos três anos, especialmente em áreas como educação, infraestrutura e inclusão social.
Continuidade administrativa e articulação política
A fala de Wagner também reforçou a articulação entre o governo estadual e o governo federal, liderado por Luiz Inácio Lula da Silva, destacando a convergência de agendas e a possibilidade de ampliação de investimentos em áreas estratégicas.
O senador indicou que a construção do programa de governo para 2026 buscará consolidar políticas já existentes, ao mesmo tempo em que pretende incorporar novas demandas identificadas nas consultas públicas.
A estratégia, segundo o grupo político, envolve tanto a manutenção de programas estruturantes quanto a ampliação de iniciativas voltadas ao desenvolvimento econômico regional e à inclusão social.









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