O deputado estadual Bobô destacou nesta terça-feira (05/05/2026) a redução dos indicadores de violência na Bahia e afirmou que os dados de abril consolidam o melhor resultado dos últimos 14 anos na queda de mortes violentas no estado. Segundo balanço da segurança pública, a Bahia registrou 256 mortes violentas em abril, menor número para o mês na série histórica recente, e acumulou redução de 23% nos crimes graves contra a vida no primeiro quadrimestre de 2026, com 1.119 registros, contra 1.449 ocorrências no mesmo período de 2025. Para o parlamentar, os números reforçam a efetividade das ações conduzidas pelo Governo da Bahia, por meio da Secretaria da Segurança Pública, e servem de contraponto às críticas feitas pela oposição.
Bahia registra menor número de mortes violentas em abril nos últimos 14 anos
Os dados divulgados pela área de segurança apontam que abril de 2026 teve o menor número de mortes violentas na Bahia para o mês em 14 anos. O indicador considera ocorrências como homicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte, categorias utilizadas para medir crimes graves contra a vida.
No primeiro quadrimestre de 2026, a redução foi de 23% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em números absolutos, foram 1.119 casos entre janeiro e abril deste ano, contra 1.449 registros no intervalo equivalente de 2025.
Para Bobô, o recuo dos indicadores demonstra que a política de segurança pública do estado passou a apresentar resultados mensuráveis. O deputado atribuiu o desempenho à combinação de inteligência policial, integração entre forças de segurança e investimentos estruturais.
Deputado atribui resultado a planejamento, inteligência e integração policial
Bobô afirmou que a redução da violência não ocorreu de forma isolada, mas como resultado de uma estratégia de gestão pública. Segundo ele, o governo estadual tem priorizado ações planejadas, ampliação da capacidade operacional das forças policiais e uso de tecnologia no enfrentamento à criminalidade.
O parlamentar destacou o papel do secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner, e o apoio do governador Jerônimo Rodrigues na condução das medidas. De acordo com Bobô, a política de segurança tem sido sustentada por investimentos contínuos e pelo reforço das estruturas de atuação policial em diferentes regiões do estado.
Entre as ações mencionadas estão a contratação de 9.500 profissionais e investimentos estimados em R$ 1,3 bilhão em estrutura, equipamentos e tecnologia. O deputado também relacionou os resultados ao fortalecimento de ações de combate a facções e à ampliação de programas estaduais voltados à prevenção da violência.
Bobô rebate oposição e cobra propostas concretas para a segurança pública
Ao comentar críticas feitas por adversários políticos, Bobô direcionou sua resposta ao ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ACM Neto. O deputado afirmou que a oposição deveria apresentar propostas concretas para a área de segurança, em vez de apenas contestar os resultados do governo estadual.
Segundo Bobô, a comparação entre discurso político e gestão efetiva deve considerar os indicadores públicos e as ações implementadas. “É fácil criticar, difícil é apresentar resultados. O governo está mostrando, com números, que o caminho é investir, planejar e agir”, afirmou o parlamentar.
A declaração insere o tema da segurança pública no centro do debate político baiano, especialmente em um contexto pré-eleitoral. A queda nos crimes contra a vida tende a ser explorada pelo governo como evidência de avanço administrativo, enquanto a oposição deve manter pressão sobre desafios persistentes da segurança, sobretudo em áreas afetadas pela atuação de organizações criminosas.
Segurança pública permanece como eixo central do debate político na Bahia
A redução registrada em abril representa um dado relevante para o governo estadual, mas não encerra o debate sobre segurança pública na Bahia. O tema permanece sensível porque envolve percepção social, presença territorial do Estado, capacidade investigativa, policiamento ostensivo e enfrentamento a grupos criminosos.
Os indicadores de homicídios e mortes violentas são fundamentais para avaliar tendências, mas não esgotam o diagnóstico da segurança. Crimes patrimoniais, violência contra mulheres, tráfico de drogas, letalidade policial, sensação de insegurança e vulnerabilidade em bairros periféricos também compõem o quadro mais amplo a ser enfrentado pelo poder público.
Nesse cenário, a disputa política tende a se concentrar em duas frentes: de um lado, o governo buscará consolidar a narrativa de que os investimentos começaram a produzir resultados; de outro, a oposição tentará demonstrar que a queda pontual ou acumulada ainda precisa ser acompanhada por mudanças estruturais e sustentáveis.








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