O deputado estadual Angelo Almeida (PT) afirmou nesta terça-feira (26/05/2026) que a imagem política de ACM Neto, vice-presidente nacional do União Brasil, enfrenta desgaste não apenas na Bahia, mas também em articulações nacionais da direita, após declarações atribuídas a Renan Santos, liderança do partido Missão, sobre o episódio envolvendo a possível candidatura de Kim Kataguiri à Prefeitura de São Paulo em 2024. Segundo Almeida, o caso reforçaria uma percepção de descumprimento de acordos políticos atribuída ao ex-prefeito de Salvador, crítica que o parlamentar relaciona também à relação de ACM Neto com prefeitos baianos que o apoiaram na eleição estadual de 2022.
O deputado estadual Angelo Almeida afirmou que o descrédito de ACM Neto seria “geral no mundo da política”. Segundo o parlamentar petista, lideranças de outros estados, inclusive integrantes do campo da direita e ex-correligionários do União Brasil, teriam reclamações semelhantes contra o ex-prefeito de Salvador.
“Até gente de outros estados do campo da direita, que foi seu correligionário no União Brasil, tem reclamações contra a falta de palavra dele”, declarou Almeida, ao comentar a repercussão de críticas feitas por Renan Santos em entrevista ao jornalista Pablo Reis, da Antena 1 FM.
A declaração ocorre em meio à intensificação da disputa política na Bahia, onde ACM Neto busca reorganizar a oposição para o ciclo eleitoral de 2026. Entre março e abril de 2026, movimentações do ex-prefeito em torno da formação de chapa oposicionista e da aliança entre União Brasil, Partido Novo e o PL, legenda dos bolsonaristas.
Episódio com Renan Santos e Kim Kataguiri entra no debate baiano
O ponto citado por Angelo Almeida envolve Renan Santos, presidente do partido de extrema-direita Missão e liderança associada ao Movimento Brasil Livre (MBL). Em entrevista mencionada pelo deputado, Santos teria chamado ACM Neto de “mimado” e afirmado que, após um acordo político, o vice-presidente do União Brasil não teria viabilizado a candidatura de Kim Kataguiri à Prefeitura de São Paulo pelo partido em 2024.
Almeida utilizou o episódio para sustentar que a crítica a ACM Neto não estaria restrita ao ambiente político baiano.
“Assim como procedeu com os prefeitos baianos que lhe apoiaram em 2022, ACM Neto, segundo relato de Renan Santos, nem ligação telefônica fez para dar uma satisfação do ocorrido e também não os atendeu mais”, assinalou o deputado.
Renan Santos aparece no cenário nacional como dirigente do Missão, legenda vinculada ao campo liberal e à atuação política do MBL. Reportagem da Itatiaia registrou, em setembro de 2025, que o partido tinha Renan como nome ligado ao projeto presidencial, enquanto Kim Kataguiri figurava entre os principais quadros do grupo.
Relação com prefeitos baianos volta ao centro da disputa
Na avaliação de Angelo Almeida, a suposta dificuldade de ACM Neto em manter compromissos políticos teria afetado sua relação com prefeitos baianos que o apoiaram na eleição de 2022. O parlamentar citou nominalmente José Ronaldo e Marcelo Nilo ao sustentar que lideranças municipais teriam ficado “escaldadas” após aquele ciclo eleitoral.
“Não é à toa que ele despreza o apoio dos prefeitos. Neto sabe que os prefeitos estão escaldados e não o apoiam por saberem da sua falta de palavra. Que o digam José Ronaldo, Marcelo Nilo e cia”, afirmou o deputado estadual.
A crítica dialoga com declarações anteriores de Almeida sobre a estratégia política de ACM Neto diante do apoio de prefeitos ao governador Jerônimo Rodrigues. O parlamentar petista questionou a narrativa de apoio popular do ex-prefeito e apontou tensão entre a oposição estadual e lideranças municipais.








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