Feira de Santana cria 1.691 empregos formais em março de 2026 e tem segundo maior saldo da Bahia

Feira de Santana registrou, em março de 2026, saldo positivo de 1.691 empregos formais, resultado de 7.002 admissões e 5.311 desligamentos, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged). O desempenho colocou o município como o segundo maior gerador de empregos com carteira assinada da Bahia no mês, atrás apenas de Salvador, que criou 5.616 postos formais, e à frente de Camaçari, com 774 vagas, e Luís Eduardo Magalhães, com 511. O resultado também superou em mais de três vezes o saldo registrado em março de 2025, quando Feira de Santana havia criado 526 postos de trabalho, reforçando o peso econômico do município no interior baiano.

Feira de Santana avança no mercado de trabalho formal

O saldo de 1.691 novos vínculos celetistas em março de 2026 representa uma expansão expressiva do emprego formal em Feira de Santana. O número resulta da diferença entre as contratações e os desligamentos registrados no mês, conforme a metodologia do Novo Caged, principal base pública do Governo Federal para acompanhamento mensal do emprego com carteira assinada.

A comparação anual reforça a dimensão do avanço. Em março de 2025, o município havia registrado 526 empregos formais. Em março de 2026, o saldo foi superior em 1.165 postos, o que indica aceleração na capacidade de absorção de mão de obra pelo setor produtivo local.

O desempenho também confirma a relevância de Feira de Santana como polo econômico regional, com influência sobre comércio, serviços, logística, indústria, construção civil e atividades administrativas. A cidade exerce papel estratégico na circulação de mercadorias e pessoas no interior da Bahia, em razão de sua localização, de sua malha rodoviária e de sua centralidade para dezenas de municípios.

Município tem segundo melhor desempenho da Bahia

No recorte municipal divulgado pelo Governo Federal, Salvador liderou a geração de empregos formais na Bahia em março, com 5.616 vagas. Feira de Santana apareceu em seguida, com 1.691 postos, superando centros industriais e agroprodutivos relevantes do estado.

O posicionamento de Feira de Santana à frente de municípios como Camaçari e Luís Eduardo Magalhães é um dado relevante. Camaçari tem forte presença industrial, especialmente no setor automotivo e petroquímico, enquanto Luís Eduardo Magalhães se destaca pelo agronegócio e pela dinâmica econômica do oeste baiano.

A colocação de Feira de Santana evidencia uma característica própria do município: a combinação entre base comercial robusta, serviços diversificados, expansão urbana, construção civil ativa e atividades industriais. Esse conjunto contribui para que a cidade mantenha um mercado de trabalho formal menos dependente de um único setor econômico.

Bahia gerou 14.008 empregos formais em março

O desempenho de Feira de Santana ocorreu em um contexto estadual positivo. A Bahia criou 14.008 empregos formais em março de 2026, segundo o Novo Caged, mantendo a liderança na geração de vagas no Nordeste. O estado acumulou 90.722 novos postos de trabalho nos últimos 12 meses, entre março de 2025 e março de 2026.

Nos três primeiros meses de 2026, a Bahia contabilizou mais de 27 mil empregos com carteira assinada, ficando à frente de estados como Ceará, Piauí e Pernambuco no ranking nordestino. No cenário nacional, o estado ocupou a sexta posição entre as unidades da Federação que mais geraram empregos em março, atrás de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Paraná.

Entre os setores econômicos da Bahia, Serviços liderou a criação de vagas, com 8.872 novos postos, seguido por Construção, com 2.831; Indústria, com 2.183; e Agropecuária, com 156. O único setor estadual com saldo negativo foi o Comércio, que fechou março com perda de 33 postos formais.

Brasil criou 228.208 empregos formais no mês

No cenário nacional, o mercado de trabalho brasileiro abriu 228.208 empregos formais em março de 2026, resultado de 2,52 milhões de admissões e 2,29 milhões de desligamentos. Com isso, o país acumulou 613.373 novas vagas formais no primeiro trimestre e 1,21 milhão de empregos com carteira assinada no intervalo de 12 meses encerrado em março.

O estoque de vínculos formais ativos no Brasil chegou a 49,08 milhões em março de 2026. A expansão nacional foi distribuída por 24 das 27 unidades da Federação, com destaque para São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Alagoas, Mato Grosso e Sergipe registraram saldo negativo no período.

O setor de Serviços também liderou a geração de empregos no Brasil, com mais de 152 mil vagas. Em seguida apareceram Construção, Indústria e Comércio. A Agropecuária teve saldo negativo nacional, influenciado por movimentos sazonais em culturas agrícolas.

Serviços e Comércio concentram admissões em Feira de Santana

Em Feira de Santana, os dados informados pela gestão municipal indicam que o setor de Serviços concentrou o maior volume de contratações em março, com 3.277 admissões. O desempenho é coerente com a estrutura econômica da cidade, marcada por atividades de saúde, educação, transporte, alimentação, hospedagem, administração, atendimento ao consumidor e serviços empresariais.

O Comércio registrou 1.868 admissões, reforçando o papel histórico do município como entreposto regional. Feira de Santana mantém uma das maiores redes comerciais do interior nordestino, com forte presença de varejo, atacado, centros de distribuição, feiras livres, comércio automotivo e serviços associados ao consumo.

A Construção somou 972 admissões, enquanto a Indústria registrou 872 admissões. Esses números devem ser lidos como volume de entrada de trabalhadores nos setores, não como saldo líquido setorial, pois o saldo depende também dos desligamentos ocorridos em cada atividade econômica.

Diferença entre admissões e saldo exige precisão

A leitura correta dos dados do Novo Caged exige distinção entre admissões, desligamentos e saldo líquido de empregos. As admissões indicam quantos trabalhadores foram contratados no período. Os desligamentos mostram quantos vínculos foram encerrados. O saldo corresponde à diferença entre os dois indicadores.

No caso de Feira de Santana, o saldo de 1.691 vagas resulta de 7.002 admissões menos 5.311 desligamentos. Portanto, os números setoriais de Serviços, Comércio, Construção e Indústria apresentados no material municipal indicam contratações brutas por setor, e não necessariamente criação líquida de empregos em cada segmento.

Essa distinção é fundamental para evitar interpretação imprecisa. Um setor pode contratar muito e, ao mesmo tempo, demitir em volume elevado. Por isso, o dado mais seguro para medir geração líquida de empregos é o saldo consolidado do município.

Escolaridade e juventude são fatores relevantes no mercado formal

No recorte estadual, o Novo Caged mostrou que a maior parte das vagas formais criadas na Bahia em março foi ocupada por trabalhadores com ensino médio completo, responsáveis por 11.383 postos. A faixa etária de 18 a 24 anos também se destacou, com 7.298 vagas preenchidas no estado.

Esses dados ajudam a contextualizar a importância dos programas de qualificação em municípios como Feira de Santana. A exigência de escolaridade básica concluída e de formação técnica ou operacional tende a se tornar cada vez mais relevante em setores como comércio, serviços administrativos, logística, indústria, construção e atendimento.

A ampliação do emprego formal, portanto, não depende apenas da abertura de vagas. Ela exige preparação da mão de obra, atualização profissional e capacidade institucional de conectar trabalhadores às oportunidades disponíveis.

Gestão municipal atribui resultado ao ambiente de negócios

A secretária municipal de Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico, Márcia Ferreira, afirmou que o desempenho decorre de planejamento voltado à melhoria do ambiente econômico, à desburocratização e ao apoio aos setores produtivos.

Esse crescimento em todos os setores demonstra a confiança do setor produtivo em nossa cidade. Estamos trabalhando para manter esse ambiente favorável, desburocratizando processos e apoiando quem gera emprego em Feira de Santana”, declarou.

A avaliação da secretária associa a expansão do emprego formal à capacidade do município de atrair investimentos, facilitar processos administrativos e estimular a atividade econômica. Em cidades médias com forte vocação regional, políticas de ambiente de negócios podem ter efeito relevante quando articuladas com infraestrutura, qualificação profissional e segurança jurídica.

Casa do Trabalhador destaca qualificação profissional

O diretor da Casa do Trabalhador, Magno Felzemburgh, destacou que a qualificação profissional é um dos fatores considerados decisivos para ampliar a inserção dos trabalhadores nas vagas abertas pelo mercado local.

A Casa do Trabalhador não apenas faz a intermediação da mão de obra, mas prepara o profissional. Oferecemos cursos gratuitos de qualificação para garantir que o trabalhador esteja pronto para as exigências desse mercado que não para de crescer”, afirmou.

Segundo o material municipal, as inscrições para cursos gratuitos ocorrem periodicamente na sede do órgão. A iniciativa integra a política local de empregabilidade e busca reduzir a distância entre o perfil dos candidatos e as exigências das empresas.

Salário médio de admissão na Bahia ficou em R$ 2.025

O salário médio de admissão no Brasil foi de R$ 2.350,83 em março de 2026. Na Bahia, o salário médio de admissão ficou em R$ 2.025,00, abaixo da média nacional e próximo da média do Nordeste, que foi de R$ 2.029,62, segundo o sumário executivo do Novo Caged.

Esse dado acrescenta uma dimensão importante à análise. A geração de empregos formais é positiva, mas a qualidade do crescimento também deve ser medida por remuneração, estabilidade, jornada, qualificação exigida e possibilidade de progressão profissional.

Em Feira de Santana, a sustentabilidade do avanço dependerá da capacidade de transformar o aumento das contratações em empregos de melhor qualidade, com renda compatível com o custo de vida e com o papel regional desempenhado pelo município.

Dados de geração de emprego no Brasil, em maio de 2026.
Dados de geração de emprego no Brasil, em maio de 2026.

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Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia.
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