O vice-governador da Bahia, Geraldo Júnior, conhecido como Geraldinho, participou neste domingo (03/05/2026) da plenária do Programa de Governo Participativo (PGP 2026) realizada em Seabra, na Chapada Diamantina, ao lado do governador Jerônimo Rodrigues e do senador Otto Alencar. O encontro integrou a segunda etapa dos “Encontros com o Futuro”, iniciativa voltada à escuta de lideranças políticas, movimentos sociais e moradores dos territórios de identidade da Bahia para subsidiar a formulação do próximo programa de governo. A agenda ocorre após o início do PGP 2026 em Irecê e integra uma mobilização que deve percorrer os 27 territórios de identidade do estado, segundo informações divulgadas sobre o programa.
PGP 2026 reúne lideranças políticas e sociais em Seabra
A plenária em Seabra reuniu representantes institucionais, prefeitos, parlamentares, movimentos sociais, trabalhadores, jovens, lideranças culturais e moradores da Chapada Diamantina. A proposta central do encontro foi colher sugestões e demandas regionais para orientar a construção coletiva do planejamento político e administrativo do próximo ciclo estadual.
Além de Geraldinho, Jerônimo Rodrigues e Otto Alencar, participaram do ato o presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB) e prefeito de Andaraí, Wilson Cardoso, a presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), Ivana Bastos, parlamentares e prefeitos da região. Entre os gestores municipais presentes, esteve o prefeito de Seabra, Neto da Pousada.
O evento reforçou a centralidade da Chapada Diamantina na estratégia territorial do governo estadual. A região, composta por municípios com forte presença de atividades turísticas, agrícolas, culturais e de serviços, aparece no discurso oficial como área prioritária para investimentos em infraestrutura, educação, saúde e políticas sociais.
Geraldinho afirma que Chapada recebeu mais de R$ 2,5 bilhões desde o governo Wagner
Durante a plenária, Geraldinho afirmou que a Chapada Diamantina recebeu mais de R$ 2,5 bilhões em investimentos desde o governo Jaques Wagner, dos quais mais de R$ 1,2 bilhão teriam sido aplicados na atual gestão. Segundo o vice-governador, os aportes incluem mais de R$ 500 milhões em infraestrutura e mais de R$ 537 milhões em educação.
O vice-governador também citou programas sociais e educacionais com impacto direto na região. De acordo com a declaração feita no evento, a Chapada registra quase 50 mil estudantes atendidos pelo Bolsa Presença e mais de 21 mil jovens beneficiados pelo Pé-de-Meia. Geraldinho também mencionou a previsão de implantação da nova Policlínica de Seabra, apresentada como uma das próximas entregas previstas para o território.
Em sua fala, o vice-governador associou os investimentos à continuidade administrativa entre os governos de Jaques Wagner, Rui Costa e Jerônimo Rodrigues. “A Bahia só avançou porque teve um projeto político com continuidade. Começou com Wagner, ganhou escala com Rui e agora segue avançando com Jerônimo”, declarou Geraldinho.
Vice-governador defende parceria com Lula e critica oposição
Geraldinho também destacou a parceria entre o governo estadual e o governo federal. Segundo ele, a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Brasília tem ampliado a capacidade de investimento da Bahia por meio de programas como o Pé-de-Meia, o Novo PAC e o fortalecimento do Bolsa Família.
Na avaliação do vice-governador, esses programas contribuem para ampliar renda, inclusão social e oportunidades para a população da Chapada Diamantina. A declaração buscou associar a agenda territorial do PGP 2026 à articulação federativa entre União e Estado.
O discurso também incluiu críticas à oposição. Geraldinho afirmou que há contraste entre modelos de gestão e citou indicadores atribuídos a Salvador, governada por adversários políticos do grupo estadual. “Enquanto isso, a oposição que governa a capital amarga o maior índice de crianças em situação de vulnerabilidade sem creches do país e coloca Salvador entre as três piores capitais em alfabetização”, disse. A fala foi apresentada em tom de disputa política e deve ser compreendida como manifestação do vice-governador no contexto de mobilização pré-eleitoral.
Escuta popular orienta construção do programa de governo
O PGP 2026 é apresentado pelo grupo governista como mecanismo de participação social para formulação de diretrizes administrativas. A iniciativa, segundo divulgação pública, começou em 1º de maio de 2026 e prevê encontros nos territórios de identidade da Bahia, reunindo representantes da sociedade civil, agentes públicos e lideranças políticas.
A metodologia dos encontros privilegia a escuta territorial. Na prática, a proposta é coletar demandas locais, sistematizar prioridades e consolidar propostas que possam compor o programa de governo para o próximo ciclo. O formato retoma uma tradição política adotada por governos estaduais baianos alinhados ao campo governista desde a gestão de Jaques Wagner.
Em Seabra, a participação de jovens, trabalhadores, representantes culturais e lideranças regionais foi apresentada como demonstração de engajamento popular. Para o governo estadual, a Chapada Diamantina ocupa papel estratégico por reunir demandas simultâneas em infraestrutura, educação, saúde, turismo, agricultura familiar e desenvolvimento regional.
Chapada Diamantina ganha peso político na agenda estadual
A realização da plenária em Seabra evidencia o peso político da Chapada Diamantina no planejamento territorial da Bahia. A região é considerada uma das áreas de maior visibilidade turística do estado, mas também convive com demandas históricas em mobilidade, acesso a serviços públicos, qualificação profissional e interiorização de investimentos.
Ao citar infraestrutura, educação, programas sociais e saúde regionalizada, Geraldinho procurou vincular a presença do governo na Chapada a uma agenda de continuidade administrativa. A menção à Policlínica de Seabra também reforça a tentativa de associar o PGP 2026 a entregas concretas ou compromissos de médio prazo.
Do ponto de vista político, a plenária reforçou a integração entre governo estadual, senadores, prefeitos, parlamentares e movimentos sociais. Esse tipo de composição amplia a capilaridade da agenda governista nos municípios e fortalece a articulação territorial antes do calendário eleitoral de 2026.









Deixe um comentário