Governador Jerônimo usa história de jovem vaqueiro em Serrinha para defender PGP 2026, educação e novos investimentos no Sisal

O governador Jerônimo Rodrigues utilizou neste domingo (17/05/2026) em Serrinha, a história de Vitor, jovem do Território do Sisal, filho, neto e bisneto de vaqueiros, para explicar o eixo social e programático defendido na quinta plenária do Programa de Governo Participativo PGP 2026 — Encontros para o Futuro, realizada em Serrinha. A trajetória do jovem, que estudou em escola técnica estadual, concluiu formação integral no IFBA e passou a atuar como consultor de negócios, foi apresentada pelo governador como símbolo de uma mudança geracional em uma região historicamente marcada por limitações de acesso à renda, educação, saúde e oportunidades profissionais. A etapa ocorreu após passagens por Irecê, Seabra, Feira de Santana e Jacobina, dentro da estratégia de escuta territorial conduzida pela base governista para subsidiar propostas para o próximo ciclo político na Bahia.

História de Vitor orienta discurso sobre oportunidade no Sisal

A narrativa apresentada por Jerônimo Rodrigues partiu da experiência familiar de Vitor. Segundo o relato levado à plenária, o jovem pertence a uma linhagem de vaqueiros que não escolheu a atividade como vocação, mas como resultado da ausência de alternativas econômicas e educacionais. Ao perguntar ao pai de Vitor o significado da profissão atual do filho, o governador ouviu uma resposta marcada pela memória de privação: “Eu não tive opção. Só me restou uma sela e pôr o bicho para poder correr atrás de vaca”.

O episódio foi usado pelo governador para estabelecer um contraste entre o passado do Território do Sisal e as novas demandas apresentadas pela população. Na avaliação exposta durante o encontro, a pauta regional deixou de se restringir, como há três ou quatro décadas, à busca por água, comida e sobrevivência imediata, passando a incorporar educação técnica, ensino superior, trabalho qualificado, saúde regionalizada e ampliação das escolhas profissionais.

Jerônimo afirmou que o objetivo do PGP é permitir que os jovens possam permanecer vinculados às tradições locais, inclusive à cultura vaqueira, caso assim desejem, mas sem que essa seja a única possibilidade de vida. “A gente quer que os nossos jovens sonhem. Tenham uma profissão, seja ela qual for”, disse o governador, ao defender que o acesso à escola, à universidade e à moradia digna integra uma agenda de transformação social.

PGP 2026 reúne escuta digital, plenária territorial e articulação política

A plenária de Serrinha integrou a agenda do PGP 2026 — Encontros para o Futuro, iniciativa apresentada como espaço de escuta popular, formulação de propostas e mobilização territorial. A etapa no Território do Sisal foi precedida por consultas no PGP Digital, ferramenta utilizada para recolher prioridades da população e organizar demandas regionais.

O encontro reuniu prefeitos, vereadores, lideranças comunitárias, movimentos sociais e moradores de municípios como Valente, Conceição do Coité, Barrocas, Santa Luz e Cansanção. A presença de representantes de diferentes segmentos reforçou a tentativa de transformar demandas locais em propostas programáticas, especialmente nas áreas de educação, saúde, infraestrutura, desenvolvimento rural, juventude, saneamento e inclusão social.

A programação do PGP em Serrinha foi anunciada para os dias 16 e 17 de maio de 2026, com atividades voltadas à juventude, cultura, educação e plenária territorial. Segundo registro público do Jornal Grande Bahia, a agenda previa participação de Jerônimo Rodrigues, do vice-governador Geraldo Junior e do senador Jaques Wagner, além de lideranças políticas e representantes da sociedade civil organizada.

Governador associa comida, moradia e universidade a mudança social

Durante o discurso, Jerônimo Rodrigues afirmou que a agenda defendida pelo grupo político governista não deveria ser classificada como atrasada, nem enquadrada de forma simplificada no debate ideológico. Segundo ele, garantir alimentação, moradia e educação constitui uma pauta de alcance social concreto.

“Nossa pauta não é atrasada, nossa pauta não é da direita”, afirmou. Em seguida, sustentou que “um prato de comida na mesa é revolucionário”, assim como “uma casa decente” e “uma cadeira no banco da universidade”. A formulação buscou associar políticas públicas básicas a uma ideia de mobilidade social e reparação de desigualdades históricas.

No contexto do Território do Sisal, a fala dialoga com uma região marcada por forte presença da agricultura familiar, da pecuária tradicional, da cultura do vaqueiro, do semiárido e de desafios estruturais acumulados. Ao citar Vitor, o governador procurou vincular a escuta do PGP a uma agenda de oportunidades, sem abandonar referências culturais tradicionais da região.

Hospital Regional do Sisal aparece como entrega estratégica para a região

A plenária também foi contextualizada por entregas e obras em andamento no Território do Sisal. Entre elas, ganhou destaque o Hospital e Maternidade Regional do Sisal, em Serrinha, previsto para contar com 255 leitos e investimento superior a R$ 180 milhões, com recursos do Governo do Estado e do Novo PAC.

Segundo informações oficiais da Secretaria da Saúde da Bahia, o equipamento integra o Programa Mãe Bahia e terá investimento superior a R$ 180,4 milhões, sendo R$ 60 milhões do Governo Federal, por meio do Novo PAC, e R$ 120,4 milhões do Governo do Estado. A estrutura prevista inclui leitos de internação, cuidados intensivos e semi-intensivos, além de serviços materno-infantis.

A Casa Civil da Bahia informou que o hospital contará com 45 leitos de cuidados intensivos e semi-intensivos nas áreas adulta, materna e neonatal, além de quartos PPP, Casa da Gestante, Bebê e Puérpera, Banco de Leite Humano, Centro de Parto Normal e serviços de acolhimento a vítimas de violência. Para as famílias da região, a obra é apresentada como instrumento para reduzir deslocamentos a grandes centros, ampliar o atendimento próximo ao domicílio e fortalecer a rede regional de saúde.

Território do Sisal reivindica nova agenda de desenvolvimento

A fala de Jerônimo em Serrinha procurou deslocar o debate regional de uma pauta emergencial para uma agenda de desenvolvimento humano. O governador sustentou que a escuta popular deve identificar não apenas carências imediatas, mas também expectativas ligadas à formação profissional, permanência dos jovens na região, ampliação de serviços públicos e diversificação das oportunidades econômicas.

No Território do Sisal, essa discussão assume relevância particular. A região combina identidade cultural forte, tradição produtiva e desafios socioeconômicos associados ao semiárido. Nesse cenário, políticas de educação técnica, saúde regionalizada, infraestrutura hídrica, transporte, conectividade e apoio às atividades produtivas podem exercer papel decisivo na fixação dos jovens e na redução da dependência de deslocamentos para centros urbanos maiores.

Ao apresentar a trajetória de Vitor, o governador buscou demonstrar que o objetivo do PGP não é negar a herança social e cultural do vaqueiro, mas impedir que a tradição seja confundida com falta de escolha. A mensagem central do discurso foi a de que o filho de uma família vaqueira deve poder ser vaqueiro, professor, vereador, consultor, atleta ou universitário, conforme suas próprias possibilidades e decisões.

Jerônimo Rodrigues usou a história de Vitor, jovem de família vaqueira do Território do Sisal, para defender o PGP 2026 como instrumento de escuta popular e ampliação de oportunidades. Em Serrinha, o governador associou educação, saúde, moradia e trabalho qualificado à mudança geracional na região. A plenária destacou demandas territoriais e obras como o Hospital e Maternidade Regional do Sisal, com 255 leitos e investimento superior a R$ 180 milhões.


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