Nesta quinta-feira (14/05/2026), em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, 384 famílias receberam as chaves dos Residenciais Verdes Horizontes I e II, empreendimentos do programa Minha Casa, Minha Vida entregues pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pelo governador Jerônimo Rodrigues e pelo ministro das Cidades, Vladimir Lima. A obra, vinculada ao Novo PAC e financiada com recursos federais, recebeu investimento de aproximadamente R$ 65 milhões e foi executada no bairro Ponto Certo, na Avenida Industrial Urbana, com o objetivo de ampliar o acesso à moradia digna para famílias de baixa renda na Bahia.
Entrega beneficia famílias que aguardavam a casa própria em Camaçari
A entrega dos Residenciais Verdes Horizontes I e II representa a conclusão de uma etapa concreta da política habitacional em Camaçari. As unidades foram destinadas a famílias que viviam sob o peso do aluguel, em moradias provisórias ou em situação de instabilidade habitacional, cenário comum em centros urbanos marcados por crescimento populacional, pressão imobiliária e desigualdade de renda.
Durante a cerimônia, o presidente Lula afirmou que o Minha Casa, Minha Vida não se limita à construção de imóveis, mas busca assegurar dignidade, proteção familiar e estabilidade social. Segundo ele, a chave de uma casa tem significado direto para famílias que dependem de uma moradia segura para reorganizar a própria vida.
O governador Jerônimo Rodrigues também associou a entrega das unidades a uma política pública de cuidado social. Para o chefe do Executivo estadual, a moradia permite que as famílias tenham um espaço de descanso, convivência e proteção, com impacto direto na qualidade de vida dos beneficiários.
Residenciais Verdes Horizontes I e II têm 384 apartamentos e estrutura de convivência
Os empreendimentos entregues em Camaçari somam 384 apartamentos, distribuídos em dois residenciais com 192 unidades cada. Cada conjunto conta com 12 blocos de quatro pavimentos, com quatro apartamentos por andar, em uma estrutura planejada para atender famílias beneficiadas pelo programa habitacional.
Os apartamentos possuem dois quartos, sala, cozinha, banheiro e varanda, configuração voltada ao atendimento de famílias de baixa renda. Além das unidades habitacionais, os residenciais dispõem de equipamentos coletivos destinados à convivência, ao lazer e ao fortalecimento comunitário.
Entre os espaços previstos estão:
- duas academias;
- uma biblioteca;
- dois centros comunitários;
- dois parques infantis;
- duas quadras esportivas;
- duas casas de lixo;
- áreas de uso comum para convivência dos moradores.
A estrutura dos residenciais evidencia uma concepção habitacional mais ampla, que busca ir além da entrega física do imóvel. A presença de equipamentos comunitários é relevante porque a moradia popular, quando bem planejada, depende também de espaços de socialização, segurança, mobilidade e serviços públicos no entorno.
Lula autoriza novas 1.930 moradias em dez municípios baianos
Na mesma agenda, o presidente Lula autorizou a construção de 1.930 novas moradias do Minha Casa, Minha Vida em dez municípios da Bahia. As novas unidades serão destinadas a Poções, Ipirá, Feira de Santana, Brumado, Paulo Afonso, Campo Formoso, Vitória da Conquista, Tucano, Itabuna e Camaçari.
A autorização amplia o alcance da política habitacional no estado e reforça a presença do programa em cidades de diferentes portes, incluindo polos regionais importantes como Feira de Santana, Vitória da Conquista, Itabuna e Paulo Afonso. A distribuição das unidades sinaliza uma tentativa de interiorizar investimentos e reduzir a concentração das entregas apenas na Região Metropolitana de Salvador.
O Ministério das Cidades informou que as novas moradias integram a continuidade das ações federais voltadas à habitação de interesse social. O atual ministro, Vladimir Lima, assumiu a pasta em abril de 2026; ele é servidor público de carreira, engenheiro civil formado pela Universidade Federal da Bahia e mestre em Geofísica.
Bahia já soma milhares de famílias beneficiadas pelo Minha Casa, Minha Vida
De acordo com informações divulgadas pelo Governo da Bahia, a parceria entre o Estado e o Governo Federal por meio do Minha Casa, Minha Vida permitiu que mais de 88 mil famílias baianas tivessem acesso à casa própria desde 2015.
O dado indica a dimensão acumulada da política habitacional no estado. Em uma década, o programa passou a ser um dos principais instrumentos de atendimento à demanda por moradia popular, especialmente entre famílias com renda mais baixa e maior vulnerabilidade social.
Além de Camaçari, outras entregas recentes ou citadas pelo governo incluem empreendimentos em Salvador, Paulo Afonso, Pojuca e Brumado. Em Salvador, o Residencial Vitória da União, em São Gonçalo do Retiro, contemplou 260 moradias. Em Paulo Afonso, o Residencial Francisco Chagas de Carvalho reuniu 200 unidades. Já Pojuca recebeu dois conjuntos com 668 casas.
Moradia digna tem efeito direto sobre renda familiar e desigualdade social
A casa própria exerce impacto direto sobre o orçamento de famílias vulneráveis. Ao reduzir ou eliminar o gasto com aluguel, a moradia definitiva libera parte da renda para alimentação, saúde, educação, transporte e outras necessidades básicas.
Esse efeito é particularmente relevante em um estado com desigualdades históricas. A política habitacional, quando associada a infraestrutura urbana, regularidade de serviços públicos e acesso a equipamentos coletivos, pode funcionar como vetor de redução de vulnerabilidades sociais.
O Governo da Bahia relaciona a ampliação das políticas sociais, incluindo habitação, à redução recente da desigualdade medida pelo Índice de Gini no estado. Embora a queda da desigualdade dependa de múltiplos fatores — renda do trabalho, programas sociais, atividade econômica, educação e políticas públicas — a moradia digna integra esse conjunto por representar estabilidade material e proteção patrimonial às famílias de menor renda.
Beneficiários relatam mudança de vida com a entrega das chaves
Entre os contemplados, o sentimento predominante foi de alívio e conquista. Givaldo dos Santos, de 51 anos, um dos novos moradores, afirmou que a chave do imóvel representa paz e segurança. Segundo ele, ter um lugar próprio “não tem preço”, especialmente após o período de espera pela moradia.
Hillary Machado, de 25 anos, relatou que viveu dificuldades antes de ser contemplada. Mãe de uma criança de cinco anos, ela afirmou que passou por situações de moradia de favor e aluguel até alcançar a casa própria. Para ela, a entrega marca uma mudança decisiva na vida da família.
Esses relatos revelam o alcance humano da política habitacional. Em termos administrativos, trata-se de uma entrega de unidades. Em termos sociais, representa a passagem de famílias da instabilidade para um patamar mínimo de segurança residencial.











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