O secretário de Cultura do Governo da Bahia, Bruno Monteiro, criticou neste domingo (10/05/2026) a Prefeitura de Salvador pela veiculação de uma peça publicitária sobre a construção da primeira maternidade municipal da capital baiana. Em vídeo publicado nas redes sociais, o auxiliar do governo estadual afirmou que o anúncio ocorre após 14 anos de gestões municipais ligadas ao grupo político de ACM Neto, período em que, segundo ele, a administração da capital só agora passou a divulgar a implantação de uma unidade própria voltada à assistência materno-infantil. Monteiro também comparou a iniciativa municipal com a rede mantida pelo Governo do Estado da Bahia, que, conforme declarou, possui seis maternidades em funcionamento em Salvador.
Crítica foi motivada por outdoor instalado em Salvador
Bruno Monteiro afirmou que se deparou com o outdoor enquanto passava pela Avenida Garibaldi, uma das vias de maior circulação de Salvador. Segundo o secretário, a dimensão da propaganda chamou sua atenção e o levou a parar o carro para verificar o conteúdo da peça publicitária.
No vídeo publicado em suas redes sociais, Monteiro ironizou o fato de a Prefeitura anunciar a primeira maternidade municipal após mais de uma década de continuidade administrativa do mesmo grupo político no comando da capital baiana. A crítica foi dirigida ao bloco associado a ACM Neto, ex-prefeito de Salvador, e ao atual ciclo de gestão municipal.
“É uma grande propaganda da Prefeitura para anunciar a primeira maternidade municipal”, afirmou Bruno Monteiro. Em seguida, o secretário acrescentou que não se trata de uma gestão recém-iniciada, mas de um projeto político que, segundo ele, já acumula 14 anos à frente da Prefeitura de Salvador, com dois prefeitos reeleitos no período.
Secretário associa demora a falha na política municipal de saúde
A manifestação de Bruno Monteiro teve como eixo principal a crítica à demora na implantação de uma maternidade municipal em Salvador. Para o secretário, a publicidade oficial contrasta com o tempo necessário para que a administração municipal anunciasse a primeira unidade do tipo.
Monteiro afirmou que a iniciativa não deveria ser tratada apenas como um marco positivo, mas também como sinal de atraso na estruturação da rede municipal de saúde. Ao comentar o caso, ele associou a demora a uma suposta falta de prioridade da Prefeitura em relação à assistência materno-infantil.
A crítica ocorre em um campo politicamente sensível, pois envolve a disputa narrativa entre o Governo da Bahia, comandado pelo PT, e a Prefeitura de Salvador, administrada por grupo político adversário. A saúde pública, especialmente a assistência a gestantes, puérperas e recém-nascidos, é um dos temas de maior impacto social e eleitoral na capital.
Governo do Estado é citado como contraponto à gestão municipal
No vídeo, Bruno Monteiro comparou a atuação da Prefeitura com a estrutura mantida pelo Governo do Estado em Salvador. Segundo ele, enquanto a administração municipal levou 14 anos para anunciar a primeira maternidade própria, a rede estadual já conta com seis maternidades em funcionamento na capital baiana.
“Sabe que só o Governo do Estado tem seis maternidades aqui em Salvador? É isso mesmo, enquanto eles levaram 14 anos para construir a primeira, nós temos seis já em funcionamento”, declarou o secretário.
A fala insere a maternidade municipal no debate mais amplo sobre modelos de gestão na Bahia. Ao final da manifestação, Monteiro questionou se a administração conduzida pelo grupo ligado a ACM Neto em Salvador seria o modelo que seus integrantes pretendem apresentar ao restante do estado.
Disputa política envolve saúde, gestão pública e comunicação institucional
A crítica de Bruno Monteiro também aponta para o uso da comunicação institucional pela Prefeitura de Salvador. Ao chamar o outdoor de “grande propaganda”, o secretário sugeriu que a administração municipal estaria buscando transformar uma entrega tardia em ativo político.
A publicidade de obras e serviços públicos é prática comum nas administrações municipais, estaduais e federais. No entanto, quando vinculada a áreas sensíveis como saúde, educação e assistência social, tende a gerar maior escrutínio público, sobretudo quando envolve comparação entre níveis de governo.
No caso de Salvador, a discussão ganha peso porque a capital concentra grande parte da demanda por serviços de alta complexidade da Bahia. A existência, ampliação e qualificação de maternidades são temas diretamente ligados à capacidade do poder público de garantir atendimento seguro às mulheres e aos recém-nascidos.











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