O secretário de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, Felipe Freitas, criticou nesta quarta-feira (27/05/2026) a iniciativa do ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto, de lançar uma plataforma voltada à construção de seu programa de governo. Segundo Freitas, a medida teria caráter artificial e representaria uma tentativa da oposição de responder ao avanço de agendas de escuta política no interior do estado, especialmente após plenárias do Programa de Governo Participativo (PGP), tradicionalmente associado ao campo petista na Bahia. A declaração ocorre em um ambiente de disputa antecipada entre governo e oposição, com ACM Neto e o governador Jerônimo Rodrigues aparecendo em cenários competitivos nas pesquisas eleitorais recentes.
Felipe Freitas vê artificialidade em plataforma da oposição
Felipe Freitas afirmou que a proposta de ACM Neto não corresponde ao histórico político do grupo liderado pelo ex-prefeito. Para o secretário, a oposição tenta adotar uma linguagem de participação popular que, segundo ele, não teria sido uma marca das campanhas anteriores do ex-prefeito de Salvador.
“O diálogo nunca fez parte do jeito carlista de fazer política. Em todas as eleições que disputou, ACM Neto jamais construiu qualquer fórum de debate para os programas de governo que apresentou. Agora, ele tenta imitar o método petista, mas não acho que terá sucesso”, afirmou Freitas.
A crítica foi dirigida ao movimento de ACM Neto para ampliar viagens e agendas pelo interior da Bahia. De acordo com publicação do Panorama da Bahia, o ex-prefeito deve lançar o movimento “Sua Voz é a Nossa Voz”, iniciativa que passou a ser comparada por aliados do governo estadual ao Programa de Governo Participativo, em curso em diferentes regiões do estado.
Secretário associa iniciativa ao baixo desempenho da oposição no interior
Na avaliação de Felipe Freitas, a plataforma da oposição surge como reação política ao desempenho do grupo governista em agendas regionais. O secretário sustentou que o projeto de viagens de ACM Neto pelo interior seria uma tentativa de recuperar espaço diante da mobilização do governo estadual e de seus aliados.
Segundo Freitas, prefeitos que já militaram ao lado do ex-prefeito relatam dificuldade de diálogo no entorno político de ACM Neto. O secretário afirmou que, na percepção desses interlocutores, o pré-candidato da oposição “odeia ser contrariado” e não teria disposição efetiva para construir consensos.








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