O senador Otto Alencar afirmou, em Serrinha, neste domingo (17/05/2026), durante a plenária territorial do Programa de Governo Participativo (PGP 2026), que a trajetória pessoal do governador Jerônimo Rodrigues, marcada pela origem no campo, ajuda a explicar a prioridade atribuída pelo Governo da Bahia à agricultura familiar, ao combate à fome e à interiorização dos investimentos públicos. Segundo o senador, a experiência de vida do governador, nascido em Aiquara, no distrito de Palmeirinha, aproxima sua gestão das demandas de pequenos produtores, trabalhadores rurais e comunidades do interior baiano.
Plenária do PGP 2026 reúne lideranças no Território do Sisal
A plenária realizada em Serrinha integra a etapa territorial do PGP 2026 no Território do Sisal. O encontro reuniu prefeitos, lideranças políticas, movimentos sociais e representantes da população com o objetivo de discutir prioridades regionais para os próximos anos.
Durante o discurso, Otto Alencar relacionou o formato participativo do programa à continuidade de políticas públicas já executadas pelo Governo do Estado, especialmente nas áreas de produção rural, segurança alimentar, infraestrutura e serviços públicos no interior.
O senador afirmou que a escuta popular promovida pelo PGP permite ao governo organizar demandas territoriais, identificar carências locais e consolidar ações voltadas ao desenvolvimento regional. No caso do Sisal, a agricultura familiar aparece como um dos eixos centrais da agenda pública.
Otto destaca R$ 20,4 bilhões em investimentos públicos
Otto Alencar declarou que o governador Jerônimo Rodrigues já destinou R$ 20,4 bilhões a ações estruturantes na Bahia, incluindo investimentos em escolas, hospitais, estradas e outras obras públicas.
Segundo o senador, esses recursos fazem parte de uma estratégia de ampliação da presença do Estado em municípios do interior, com foco na melhoria de serviços essenciais e no fortalecimento da infraestrutura regional.
A menção aos investimentos foi usada por Otto para sustentar a avaliação de que a gestão estadual tem buscado articular políticas sociais, obras públicas e apoio produtivo. No discurso, o senador vinculou esse conjunto de ações à necessidade de reduzir desigualdades territoriais e ampliar oportunidades fora dos grandes centros urbanos.
Agricultura familiar recebe destaque no discurso
A agricultura familiar ocupou posição central na fala do senador. Otto afirmou que os investimentos estaduais nessa área somam R$ 4,8 bilhões, valor que, segundo ele, demonstra a prioridade atribuída pelo governo ao setor.
O senador citou a criação do Bahia Sem Fome como uma das principais inovações da gestão de Jerônimo Rodrigues no campo das políticas públicas voltadas à segurança alimentar. Para Otto, o programa ampliou o peso político e institucional da agricultura familiar dentro da agenda estadual.
“Na agricultura familiar, o governador Jerônimo inovou quando criou o programa Bahia Sem Fome. Já foram investidos R$ 4,8 bilhões. Vou repetir: na agricultura familiar, onde há muitos agricultores familiares aqui, já se investiu R$ 4,8 bilhões. Muito mais do que tantos outros investiram”, afirmou Otto Alencar.
Origem de Jerônimo é associada à agenda rural
Otto Alencar também relacionou a prioridade dada à agricultura familiar à trajetória pessoal do governador. Jerônimo Rodrigues nasceu em Aiquara, no distrito de Palmeirinha, e construiu sua história em ambiente ligado ao campo.
Segundo o senador, essa origem aproximaria o governador das demandas de agricultores familiares e de comunidades rurais que dependem de políticas públicas para produção, renda, abastecimento e segurança alimentar.
“O governador tem essa origem. É lá de Aiquara, do distrito de Palmeirinha. Tem origem parecida com muitos dos nossos que estão aqui, inclusive eu, que nasci em Ruy Barbosa”, disse Otto.
Ao fazer a comparação com sua própria história, Otto buscou reforçar a ideia de identificação política e social com o interior baiano. A referência à origem rural funcionou como argumento para justificar a ênfase do governo em programas voltados ao campo.
Bahia Sem Fome ganha peso na agenda estadual
O Bahia Sem Fome foi apresentado por Otto Alencar como um programa associado diretamente à agricultura familiar e ao combate à insegurança alimentar. Na avaliação exposta pelo senador, a iniciativa conecta produção rural, distribuição de alimentos e ação social.
A vinculação entre agricultura familiar e combate à fome indica uma leitura estratégica do setor: além de base econômica de milhares de famílias, a produção de pequenos agricultores também é tratada como instrumento para abastecimento e enfrentamento de vulnerabilidades sociais.
Nesse contexto, a plenária do PGP em Serrinha funcionou como espaço de defesa das políticas em andamento e de reafirmação da agricultura familiar como tema prioritário para o planejamento governamental.
Interiorização dos investimentos aparece como eixo político
A fala de Otto também procurou enquadrar os investimentos estaduais dentro de uma lógica de interiorização do desenvolvimento. Ao citar escolas, hospitais, estradas e apoio à produção rural, o senador defendeu que a atuação do governo alcança áreas diversas da vida municipal.
Essa abordagem busca demonstrar que a política pública para o interior não se limita a obras isoladas, mas envolve serviços, infraestrutura, produção e segurança alimentar.
No Território do Sisal, região marcada pela presença de agricultores familiares e por demandas históricas de desenvolvimento regional, o tema ganha relevância eleitoral, administrativa e social. O PGP, nesse cenário, atua como mecanismo de mobilização política e consulta pública.
PGP 2026 articula escuta popular e planejamento
O Programa de Governo Participativo tem como objetivo reunir contribuições de diferentes territórios para orientar propostas e prioridades dos próximos anos. Em Serrinha, a etapa territorial reuniu atores políticos e sociais para debater demandas locais.
A participação de lideranças estaduais na plenária reforça o caráter político do processo, sobretudo em um ano de preparação para a disputa eleitoral de 2026. Ao mesmo tempo, o formato de escuta territorial permite que temas regionais sejam incorporados ao debate programático.
No discurso de Otto, a escuta popular foi associada à continuidade de ações já desenvolvidas pelo governo, especialmente nos setores de agricultura familiar, segurança alimentar e infraestrutura pública.








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