Uefs abre comemorações dos 50 anos e destaca papel da universidade na interiorização do ensino superior na Bahia

A Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) iniciou, na quarta-feira (27/05/2026), as comemorações pelos 50 anos de fundação da instituição, em solenidade realizada no Teatro da Uefs, em Feira de Santana. O ato reuniu gestores, estudantes, servidores, autoridades locais e representantes da comunidade externa, em um momento dedicado à memória institucional, à valorização da educação superior pública e ao reconhecimento da contribuição da universidade para o desenvolvimento regional da Bahia.

A Uefs chega ao cinquentenário consolidada como uma das principais instituições públicas de ensino superior do interior baiano. Segundo as informações divulgadas pela assessoria da universidade, a instituição conta atualmente com 31 cursos de graduação em diferentes áreas do conhecimento e atende cerca de 11 mil estudantes, considerando graduação e pós-graduação.

Ao longo de cinco décadas, a universidade assumiu papel estratégico na ampliação do acesso ao ensino superior público fora da capital, contribuindo para a formação acadêmica, científica, cultural e profissional de gerações de estudantes.

A solenidade de abertura do Jubileu de 50 anos foi marcada por discursos institucionais, homenagens a ex-dirigentes da universidade e apresentações culturais, reforçando a dimensão acadêmica, social e simbólica da data.

Reitora destaca missão histórica de interiorizar o ensino superior

Durante a solenidade, a reitora Amali Mussi afirmou que o cinquentenário representa a consolidação de uma trajetória vinculada à interiorização da educação superior pública na Bahia. Segundo ela, a Uefs assumiu, há 50 anos, a missão de permitir que o ensino público de qualidade alcançasse outros territórios e novas gerações.

“Há exatos 50 anos, a Uefs assumia a missão inquestionável de interiorizar a educação superior na Bahia, permitindo que o ensino público de qualidade alcançasse outros territórios e futuros. Essa trajetória de desenvolvimento regional e inclusão só foi possível porque foi escrita na luta cotidiana de nossa comunidade”, declarou.

Amali Mussi também afirmou que celebrar o cinquentenário é reconhecer a contribuição de estudantes, professores, servidores e gestores que construíram a história da universidade. Para a reitora, a data impõe também o compromisso de ampliar políticas de diversidade e permanência estudantil.

“Celebrar esse cinquentenário é honrar quem construiu esse legado de mãos dadas e assumir o compromisso de continuar expandindo a diversidade e a permanência estudantil”, acrescentou.

Governo estadual foi representado por Felipe Freitas

O secretário de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, Felipe Freitas, participou da solenidade representando o governador do Estado. Em sua manifestação, ele classificou a Uefs como um patrimônio democrático e um centro relevante do pensamento baiano.

“A Uefs não é apenas uma instituição de ensino; ela é um grande centro do pensamento baiano que irradia sonhos de justiça, liberdade e progresso”, afirmou.

Felipe Freitas destacou que a contribuição da universidade para o desenvolvimento regional ultrapassa sua estrutura física e se expressa na democratização do acesso, nas ações afirmativas e na capacidade de transformação da realidade socioeconômica.

“O papel da universidade no desenvolvimento regional vai muito além de suas construções físicas. Ele se expressa na democratização do acesso, nas ações afirmativas pioneiras e na capacidade de transformar a realidade socioeconômica do nosso estado”, disse.

O secretário também defendeu o investimento no ensino superior público e na autonomia universitária como elementos necessários ao planejamento do futuro regional.

Vice-reitora defende construção coletiva do futuro da instituição

A vice-reitora Rita Brêda afirmou que os 50 anos da Uefs representam não apenas uma celebração da memória institucional, mas também um chamado à construção do futuro da universidade.

“Celebrar os 50 anos da Uefs é um marco importantíssimo. Este jubileu não marca apenas uma trajetória, uma memória e uma história vivida, mas nos convoca a projetar a ação da universidade para mais 50 e tantos outros anos que virão”, afirmou.

Segundo Rita Brêda, a universidade deve manter sua atuação voltada à educação pública de qualidade, em diálogo permanente com a comunidade e com as demandas sociais.

“A nossa perspectiva para a universidade do futuro precisa ser construída de forma coletiva, com a instituição cada vez mais articulada com a sua comunidade e escutando as demandas sociais”, declarou.

Homenagens reconheceram ex-reitores e ex-vice-reitores

A programação do Jubileu de 50 anos incluiu homenagem ao primeiro reitor da Uefs, professor Geraldo Leite, e a ex-dirigentes que participaram da construção institucional da universidade.

Foram homenageados os ex-reitores Yara Maia Cunha Pires, Josué da Silva Mello, Anaci Bispo Paim, José Carlos Barreto de Santana e Evandro do Nascimento Silva.

Também receberam homenagem os ex-vice-reitores Washington Almeida Moura, Norma Lúcia Fernandes e Evanilda Souza Santana Carvalho.

As homenagens reforçaram a dimensão histórica da solenidade e reconheceram a contribuição de diferentes gestões para a consolidação da Uefs como instituição pública de referência no interior baiano.

Apresentações culturais marcaram abertura do cinquentenário

A cerimônia também contou com participação cultural. A estudante do curso de Letras Mária Vitória dos Santos declamou um cordel em homenagem aos 50 anos da Uefs.

A estudante afirmou sentir gratidão pelo reconhecimento de sua escrita e destacou o papel da universidade na permanência estudantil e no acolhimento dos alunos.

“Sinto muita gratidão por ser reconhecida pelo dom da escrita enquanto estudante. Fazer parte da história da Uefs é muito importante para mim; vejo a instituição como uma mãe, uma casa de portas abertas e com ações afirmativas que mantêm o estudante aqui dentro”, declarou.

Mária Vitória também expressou expectativa de que a Uefs mantenha, nos próximos anos, seu papel acolhedor e continue avançando para as futuras gerações.

No encerramento da solenidade, o público acompanhou apresentação da banda Quaternária, com participação da cantora Lua Maria, em repertório dedicado à música popular brasileira.

Instituição tem papel estratégico em Feira de Santana e no desenvolvimento regional

Com sede em Feira de Santana, a Uefs ocupa posição central na formação de profissionais, na produção científica e na interiorização do conhecimento no estado. A universidade também exerce influência direta sobre a vida econômica, cultural e social da região, ao reunir estudantes, pesquisadores, docentes, técnicos e projetos voltados à comunidade.

A presença de cerca de 11 mil estudantes e a oferta de 31 cursos de graduação indicam a amplitude da instituição no cenário educacional baiano. Além da formação acadêmica, a universidade atua como espaço de pesquisa, extensão, debate público e formulação de respostas para demandas regionais.

O cinquentenário, portanto, coloca em evidência não apenas o passado da Uefs, mas também os desafios relacionados à permanência estudantil, à expansão acadêmica, ao financiamento da educação pública, à autonomia universitária e à conexão entre universidade e sociedade.

A Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) abriu, em 27/05/2026, as comemorações pelos 50 anos de fundação em solenidade no Teatro da instituição. O evento reuniu gestores, estudantes, servidores, autoridades e comunidade externa. A programação destacou a interiorização do ensino superior público, homenageou ex-dirigentes e ressaltou os desafios futuros da universidade, que possui 31 cursos de graduação e cerca de 11 mil estudantes.
Foram homenageados pela reitora Amali Mussi o ex-reitores e as ex-reitoras Yara Maia Cunha Pires, Josué da Silva Mello, Anaci Bispo Paim, José Carlos Barreto de Santana e Evandro do Nascimento Silva.

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