O Novo Desenrola Brasil já beneficiou mais de 6 milhões de pessoas e famílias nos primeiros dias de funcionamento, segundo informações divulgadas pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, durante entrevista concedida na terça-feira (09/06/2026). De acordo com o ministro, cerca de 4 milhões de brasileiros tiveram dívidas quitadas, principalmente débitos de pequeno valor que impediam o acesso ao crédito e mantinham consumidores com restrições em cadastros de inadimplência.
Criado pelo governo federal para reduzir os índices de inadimplência e ampliar o acesso ao crédito, o programa é direcionado principalmente a pessoas de baixa e média renda, com foco em consumidores que recebem até cinco salários mínimos e possuem dívidas bancárias em atraso.
A iniciativa oferece condições diferenciadas para renegociação de débitos, incluindo descontos expressivos, juros reduzidos e parcelamentos mais extensos em comparação com opções tradicionalmente encontradas no mercado financeiro.
Programa prioriza renegociação de dívidas e recuperação do crédito
Segundo Dario Durigan, uma parcela significativa dos beneficiários possuía débitos de pequeno valor. Conforme os dados apresentados pelo ministro, aproximadamente 4 milhões de pessoas estavam negativadas por dívidas de até R$ 100.
O programa também registra adesão relevante de consumidores que optaram pela quitação imediata dos débitos. De acordo com o Ministério da Fazenda, 1,1 milhão de pessoas já liquidaram suas dívidas à vista, obtendo descontos médios superiores a 80% sobre os valores devidos.
A regularização dessas pendências permite que os consumidores recuperem o acesso ao crédito e possam voltar a realizar operações financeiras, contratar serviços e participar do mercado de consumo formal.
Descontos podem chegar a 90% e parcelamento alcança 48 meses
Entre os principais atrativos do Novo Desenrola estão as condições oferecidas para renegociação das dívidas.
O programa prevê descontos que podem atingir até 90% do valor original do débito, além de taxas de juros limitadas a aproximadamente 1,99% ao mês. Os consumidores também podem parcelar os pagamentos em até 48 meses, ampliando a capacidade de regularização financeira.
Outro mecanismo disponível é a utilização de parte dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para abatimento de débitos, além da chamada desnegativação de consumidores que possuam dívidas de pequeno valor.
A expectativa do governo é ampliar a adesão até o encerramento da mobilização nacional, previsto para o dia 02/08/2026.
Governo relaciona programa ao cenário de juros elevados
Durante a entrevista, Durigan reconheceu que as taxas de juros praticadas no país têm impactado diretamente o orçamento das famílias brasileiras.
Segundo o ministro, o Novo Desenrola busca justamente criar alternativas para que consumidores enfrentem o cenário de crédito mais caro e consigam reorganizar sua situação financeira por meio de condições especiais de renegociação.
Ele afirmou que os resultados iniciais demonstram o alcance da iniciativa, destacando o volume de pessoas que já conseguiram regularizar pendências e recuperar a capacidade de acesso ao sistema financeiro.
Ministro rebate críticas sobre política fiscal
Ao comentar o ambiente econômico, Durigan também rejeitou a interpretação de que os juros elevados sejam consequência direta dos gastos públicos.
Segundo o titular da Fazenda, parte das pressões econômicas atuais decorre de fatores internacionais, especialmente dos impactos provocados pelo conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
O ministro afirmou que o governo federal tem adotado medidas para reduzir os efeitos dessas pressões sobre a população, incluindo ações voltadas para a contenção de preços em determinados setores.
Durigan também reiterou que as metas fiscais estabelecidas pelo governo permanecem inalteradas e serão cumpridas conforme o planejamento anunciado pela equipe econômica.
Novo Desenrola integra estratégia de combate à inadimplência
O programa faz parte das iniciativas federais voltadas à redução dos índices de inadimplência registrados no país nos últimos anos.
Além de facilitar a renegociação de débitos, a proposta busca estimular a reinserção financeira de consumidores que enfrentam dificuldades para obter crédito em razão de restrições cadastrais.
Para especialistas do setor, programas de renegociação podem contribuir para a recuperação da capacidade de consumo das famílias, embora os efeitos sobre a economia dependam também de fatores como renda, emprego, inflação e condições gerais do mercado de crédito.
*Com informações da Agência Brasil.









Deixe um comentário