Prefeito de Santa Maria da Vitória deixa União Brasil, vai ao MDB e declara apoio ao governador Jerônimo Rodrigues

A declaração do prefeito de Santa Maria da Vitória, Antonio Elson Marques da Silva (Tonho de Zé de Agdônio), proferida neste sábado, 27/06/2026, ganhou repercussão política na Bahia ao confirmar publicamente sua adesão ao campo do governador Jerônimo Rodrigues. Eleito em 2024 pelo União Brasil, partido liderado no estado por ACM Neto, o gestor deixou a legenda, filiou-se ao MDB e afirmou que passará a vestir a “camisa vermelha” em apoio ao chefe do Executivo estadual, em um movimento que reforça a reorganização das alianças municipais no Oeste baiano e amplia a base política do governo estadual no interior.

Prefeito rompe com União Brasil e reforça aproximação com Jerônimo

A fala de Tonho de Zé de Agdônio ocorre em meio ao processo de deslocamento de lideranças municipais que foram eleitas por partidos de oposição ao governo estadual, mas passaram a buscar interlocução direta com o Palácio de Ondina. O caso de Santa Maria da Vitória é considerado politicamente relevante porque envolve um município estratégico do Oeste da Bahia e um prefeito que havia sido eleito pelo partido de ACM Neto.

Ao anunciar o gesto simbólico de adesão ao grupo governista, o prefeito associou a mudança à ideia de confiança política e administrativa no projeto conduzido por Jerônimo Rodrigues. A declaração também marcou a transição pública de uma identidade partidária vinculada ao União Brasil para uma aproximação explícita com o campo político do PT e de seus aliados estaduais.

“Eu vim com essa camisa verde e não foi por acaso. Foi porque a esperança prevaleceu. Mas visto, governador, com muita alegria, com muito otimismo e confiança a camisa vermelha que representa o seu partido e a sua luta”, declarou Tonho de Zé de Agdônio.

Migração ao MDB consolida mudança de posição política

A saída do União Brasil e a filiação ao MDB formalizaram uma mudança que já vinha sendo construída nos bastidores da política baiana. O prefeito havia se aproximado do governador Jerônimo Rodrigues em agendas anteriores, nas quais defendeu a necessidade de parceria institucional com o governo estadual para viabilizar obras, investimentos e serviços públicos em Santa Maria da Vitória.

A filiação ao MDB também desloca o prefeito para uma legenda integrada à base de sustentação do governo baiano. O movimento fortalece a presença emedebista no Oeste e sinaliza que a disputa política estadual passa a envolver, cada vez mais, a capacidade de articulação junto a prefeitos do interior.

Embora a troca partidária tenha evidente dimensão eleitoral, o prefeito busca apresentar a mudança como uma decisão orientada pela relação administrativa com o Estado. Essa justificativa é recorrente entre gestores municipais que dependem de convênios, obras de infraestrutura, apoio em saúde, educação, abastecimento de água e mobilidade para atender demandas locais.

Agenda em Santa Maria da Vitória aproxima política e obras públicas

A movimentação política ocorre no contexto de uma agenda estadual em Santa Maria da Vitória. O Governo da Bahia programou a autorização para obras de pavimentação no acesso ao distrito de Montevidinha, com oito quilômetros de extensão, ligando a localidade ao entroncamento da BA-583.

A intervenção tem como objetivo melhorar a mobilidade da população, ampliar a segurança viária e facilitar o escoamento da produção local. Em municípios do interior baiano, obras de pavimentação costumam ter impacto direto sobre o transporte rural, o deslocamento escolar, o acesso a serviços públicos e a circulação econômica.

A agenda também incluiu a entrega de dois micro-ônibus para beneficiar Santa Maria da Vitória e Brejolândia, além da inauguração de sistema de abastecimento de água para localidades. O conjunto de ações reforça a estratégia do governo estadual de vincular presença política no interior à execução de obras e serviços de interesse direto da população.

Apoio expõe disputa pela base municipal no interior baiano

A declaração de Tonho de Zé de Agdônio amplia a tensão política entre o grupo de Jerônimo Rodrigues e o campo liderado por ACM Neto. A disputa pela adesão de prefeitos é um dos elementos centrais da política estadual, sobretudo porque os gestores municipais funcionam como intermediários entre a população local e os governos estadual e federal.

No interior, a fidelidade partidária costuma ser pressionada por fatores administrativos. Prefeitos eleitos por siglas oposicionistas podem buscar aproximação com o governo estadual quando avaliam que a parceria institucional facilita a chegada de investimentos. Essa dinâmica, tradicional na política brasileira, não elimina o componente eleitoral, mas revela a força do pragmatismo municipal.

Para o União Brasil, a perda de prefeitos eleitos pela legenda representa dificuldade de manter coesão interna e unidade discursiva contra o governo estadual. Para a base de Jerônimo, a adesão de lideranças municipais fortalece a capilaridade territorial e amplia a capacidade de articulação em regiões estratégicas, como o Oeste baiano.

Confira vídeo


Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.




Deixe um comentário

Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia.
O Jornal Grande Bahia completa 19 anos de atuação contínua no ambiente digital, consolidando-se como referência do jornalismo independente na Bahia. Fundado em 2007, o veículo construiu uma trajetória marcada por rigor editorial, pluralidade temática e compromisso com a informação pública, aliando tradição jornalística, inovação tecnológica e participação qualificada no debate democrático.
Banner da PMSE: Campanha do São João 2026.
Banner da Jads Foto.
Banner de Lula Fotografia.
Banner da RFI.

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading