O senador Jaques Wagner (PT-BA) defendeu o Pix neste sábado, 06/06/2026, durante a plenária do Programa de Governo Participativo (PGP) 2026, realizada em Itaberaba, no Piemonte do Paraguaçu, e criticou a atuação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em agendas internacionais. No encontro político, Wagner afirmou que a ferramenta de pagamentos instantâneos, que teria movimentado cerca de R$ 30 trilhões no último ano, representa um avanço para a população brasileira e passou a ser alvo de setores da oposição por seu impacto econômico e social.
Wagner afirma que Pix fortalece economia popular
Durante a plenária, o líder do governo no Senado vestiu uma camisa com a frase “o Pix é do Brasil”, em gesto simbólico de defesa do sistema de pagamentos criado e operado no país. Segundo Wagner, a ferramenta não foi concebida para prejudicar cartões de crédito ou débito, mas para facilitar transações, reduzir custos e ampliar o acesso da população a meios digitais de pagamento.
“O Pix não foi feito para dar um tombo nos cartões de crédito ou débito e, sim, para melhorar a vida do povo”, afirmou o senador. Na sequência, Wagner criticou a postura de Flávio Bolsonaro, a quem acusou de buscar apoio nos Estados Unidos contra interesses econômicos brasileiros.
De acordo com o parlamentar baiano, a tentativa de enfraquecer instrumentos nacionais de pagamento teria motivação política e eleitoral. Wagner sustentou que a oposição estaria incomodada com a recuperação econômica do país sob o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Críticas a Flávio Bolsonaro e disputa sobre soberania econômica
Em sua fala, Wagner classificou Flávio Bolsonaro como “traidor da pátria”, expressão usada pelo senador baiano ao comentar as recentes agendas do parlamentar fluminense no exterior. A declaração foi feita no contexto de críticas à atuação de opositores do governo Lula em debates internacionais envolvendo a economia brasileira.
Para Wagner, iniciativas que possam prejudicar a economia nacional em favor de interesses estrangeiros representam uma conduta de “cabeça miúda”. O senador afirmou que atacar instrumentos como o Pix significaria mirar não apenas o governo federal, mas também a população que utiliza diariamente o sistema de pagamentos instantâneos.
“Eles não gostam de ver um presidente como Lula e o nosso povo ocupando essa posição. Eles acreditam que, ao prejudicar a economia e a população, terão vantagem nas eleições, mas o povo não é besta”, declarou Wagner durante o evento.
Programa de Governo Participativo reúne lideranças no Piemonte do Paraguaçu
A plenária em Itaberaba integrou a agenda do PGP 2026 no território do Piemonte do Paraguaçu, iniciativa voltada à escuta de demandas regionais e à formulação de propostas para o próximo ciclo político-eleitoral na Bahia. O encontro reuniu lideranças partidárias, representantes sociais e apoiadores do campo governista.
O evento começou na sexta-feira, 05/06/2026, com uma atividade voltada à juventude local. Na ocasião, Wagner destacou a importância da participação política das novas gerações e associou o engajamento juvenil à preservação das instituições democráticas.
A presença do senador na região reforça a estratégia de mobilização territorial do grupo político ligado ao governo estadual e ao governo federal. A defesa do Pix, nesse contexto, foi apresentada como parte de um discurso mais amplo sobre soberania econômica, inclusão financeira e enfrentamento à oposição.
Democracia, juventude e memória política
No encontro com jovens de Itaberaba, Wagner retomou a memória do golpe civil-militar de 1964 para alertar sobre os riscos de retrocessos autoritários. O senador lembrou que, durante o regime militar, a população deixou de eleger diretamente presidentes, governadores e prefeitos de capitais e cidades consideradas estratégicas.
“O povo não elegia mais presidente, governador ou prefeitos de capitais e cidades estratégicas. Foi assim durante muitos anos”, afirmou. Para Wagner, a experiência histórica demonstra que a democracia depende de vigilância permanente e participação social.
O senador também atribuiu papel central à juventude no processo de redemocratização do país. “A liberdade que temos hoje foi construída com sangue, suor e lágrimas. Muitos jovens perderam a vida por essa causa”, disse, ao defender que as novas gerações assumam protagonismo no debate público.
Senador alerta para riscos autoritários
Ao tratar da conjuntura política nacional, Wagner afirmou que setores favoráveis a experiências autoritárias continuam ativos. Segundo ele, a defesa da democracia não pode ser episódica nem limitada aos períodos eleitorais.
“Não pensem que as pessoas que querem implantar um regime autoritário estão dormindo. Nós precisamos da juventude brasileira, da juventude baiana, para garantir que a democracia nunca mais seja arrancada do nosso país”, declarou.
Na avaliação do senador, o regime democrático permanece como a principal garantia das liberdades individuais, políticas e religiosas. Ele citou o direito de expressar opiniões, professar uma religião e manifestar preferências pessoais como elementos associados ao ambiente democrático.
“A melhor coisa que existe é o espaço democrático. É a liberdade de expressar nossa opinião, professar nossa religião e torcer pelo nosso time sem que ninguém mande na gente”, concluiu Wagner.
Debate sobre Pix amplia disputa política nacional
A defesa do Pix por Wagner insere o sistema de pagamentos instantâneos em uma disputa política mais ampla, que envolve economia, soberania nacional e narrativa eleitoral. Ao destacar o volume de R$ 30 trilhões movimentado pela ferramenta, o senador buscou associar o mecanismo à modernização financeira do país e ao cotidiano da população.
O Pix tornou-se um dos principais instrumentos de pagamento no Brasil, especialmente por sua gratuidade para pessoas físicas, agilidade nas transferências e ampla adoção por trabalhadores, pequenos comerciantes, prestadores de serviço e empresas. Por essa razão, qualquer discussão pública sobre seu funcionamento tende a ter forte repercussão social.
No discurso de Wagner, a defesa do Pix foi apresentada como defesa de uma política pública de alcance nacional. A crítica a Flávio Bolsonaro, por sua vez, reforçou a leitura governista de que parte da oposição estaria disposta a tensionar a economia brasileira para obter dividendos políticos.









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