Vice-governador Geraldo Júnior defende investimentos estaduais na Cidade Baixa e critica gestão municipal de Salvador durante PGP

O vice-governador Geraldo Júnior, conhecido como Geraldinho, participou nesta segunda-feira (15/06/2026) da plenária do Programa de Governo Participativo (PGP) da Cidade Baixa, em Salvador, ao lado do senador Jaques Wagner, do ex-ministro Rui Costa, de lideranças políticas, representantes de movimentos sociais e moradores da região. O encontro reuniu demandas locais e serviu de espaço para a defesa de investimentos do Governo da Bahia em mobilidade urbana, drenagem, saúde e educação, além de marcar novo capítulo da disputa política entre a gestão estadual e a administração municipal da capital baiana.

PGP reúne lideranças e moradores da Cidade Baixa

A plenária integrou a agenda do Programa de Governo Participativo, instrumento utilizado pelo grupo governista para ouvir comunidades, sistematizar prioridades e construir propostas voltadas ao futuro de Salvador e da Bahia. Na Cidade Baixa, a pauta combinou reivindicações locais com temas estruturais, como mobilidade, infraestrutura urbana, acesso a serviços públicos e políticas sociais.

Durante o encontro, Geraldo Júnior afirmou que a região expressa, segundo sua avaliação, o contraste entre a presença do Governo do Estado e a atuação da oposição em Salvador. O vice-governador sustentou que obras e políticas públicas executadas pela gestão estadual têm alcançado bairros historicamente marcados por problemas de infraestrutura e demanda por serviços essenciais.

“Quem faz por Salvador é o Governo da Bahia. E a Cidade Baixa é prova disso. Enquanto alguns aparecem apenas em época de eleição, o governador Jerônimo Rodrigues trabalha todos os dias para transformar a vida das pessoas com obras, investimentos e políticas públicas que chegam onde o povo vive”, declarou.

Vice-governador contrapõe modelos de gestão

Ao discursar para moradores e lideranças comunitárias, Geraldo Júnior apresentou o PGP como uma ferramenta de escuta popular e construção coletiva de políticas públicas. Segundo ele, o programa permite identificar problemas concretos nos bairros e converter reivindicações sociais em propostas de governo.

O vice-governador também utilizou o evento para estabelecer uma comparação política entre o grupo liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues e a oposição estadual. Em sua fala, afirmou que há diferença entre uma articulação baseada em escutas territoriais e uma oposição que, segundo ele, não teria apresentado instrumentos suficientes de consulta pública para elaborar propostas para a Bahia.

“O PGP mostra a diferença entre dois modelos de fazer política. De um lado, um grupo que percorre os bairros, escuta as comunidades e constrói propostas junto com o povo. Do outro, uma oposição que sequer disponibilizou um site para ouvir a população e apresentar ideias para o futuro da Bahia”, afirmou Geraldo Júnior.

Participação popular é apresentada como eixo político

Na avaliação do vice-governador, a participação popular é parte da estratégia política e administrativa do grupo governista. Ele associou a metodologia de escuta às gestões estaduais anteriores e à continuidade do projeto político liderado por Jerônimo Rodrigues, em articulação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Nós acreditamos na participação popular porque foi ouvindo as pessoas que transformamos a Bahia e vamos continuar avançando com Jerônimo Rodrigues e o presidente Lula”, declarou.

A presença de lideranças como Jaques Wagner e Rui Costa reforçou o peso político do encontro. Ambos são figuras centrais do campo governista baiano e participaram da articulação estadual que consolidou o grupo no comando do Governo da Bahia nas últimas duas décadas.

VLT é destacado como obra estruturante para Salvador

Entre as ações mencionadas por Geraldo Júnior, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) ocupou lugar central. O projeto foi apresentado como uma das principais intervenções de mobilidade urbana em execução na capital baiana, com impacto previsto sobre a Cidade Baixa, o Subúrbio Ferroviário e outras áreas estratégicas de Salvador.

O sistema deve integrar a região da Calçada ao Subúrbio Ferroviário e a outras conexões de transporte, com expectativa de melhorar deslocamentos diários, reduzir gargalos de mobilidade e ampliar a integração urbana em áreas historicamente dependentes de transporte coletivo eficiente.

Para o grupo governista, o VLT tem dimensão que ultrapassa o transporte. A obra é tratada como vetor de desenvolvimento econômico, requalificação urbana e melhoria da qualidade de vida para milhares de famílias que residem em bairros populares de Salvador.

Drenagem e infraestrutura urbana entram na agenda

Além da mobilidade, Geraldo Júnior citou obras de macro e microdrenagem executadas pelo Governo da Bahia em parceria com o Governo Federal. As intervenções têm como objetivo reduzir os impactos das chuvas, prevenir alagamentos e melhorar a infraestrutura em áreas da Cidade Baixa e do entorno.

Segundo o vice-governador, essas ações contribuem para a valorização dos bairros, a segurança da população e a redução de danos causados por eventos climáticos. A Cidade Baixa, por sua localização e configuração urbana, convive historicamente com problemas relacionados ao escoamento de águas pluviais, à ocupação adensada e à necessidade de manutenção permanente da infraestrutura pública.

Ao vincular as obras ao cotidiano da população, Geraldo Júnior buscou reforçar a narrativa de que os investimentos estaduais produzem efeitos diretos nos bairros e não se limitam a anúncios institucionais.

Educação e saúde ampliam o confronto político

O vice-governador também abordou a área educacional e afirmou que os investimentos estaduais em educação integral contrastam com dificuldades atribuídas à gestão municipal de Salvador. Ele citou a situação de famílias que enfrentam problemas para obter vagas para crianças em situação de vulnerabilidade, especialmente em creches e unidades de educação infantil.

“Precisamos agradecer ao presidente Lula e ao governador Jerônimo Rodrigues pelos investimentos em educação integral na Bahia. Enquanto o Governo do Estado amplia escolas, hospitais e maternidades, Salvador amarga a pior oferta de vagas para crianças em situação de vulnerabilidade entre as capitais brasileiras”, afirmou.

Geraldo Júnior associou a falta de vagas ao impacto social sobre mães e famílias que dependem da rede pública para conciliar cuidado infantil e trabalho. O tema tem relevância direta para a primeira infância, a autonomia econômica das mulheres e a redução de desigualdades sociais.

Saúde pública também foi mencionada

Na área da saúde, o vice-governador mencionou filas, falta de médicos e problemas na atenção básica, atribuindo essas dificuldades à administração municipal. Em contraposição, destacou a rede estadual instalada na capital, com hospitais, maternidades e unidades de referência que atendem pacientes de Salvador e de municípios do interior.

“Na saúde, vemos filas, falta de médicos e problemas na atenção básica, enquanto o Governo do Estado mantém uma ampla rede com 16 hospitais na capital, maternidades e unidades de referência que atendem a população de Salvador e de toda a Bahia”, declarou.

A fala insere a saúde no centro da disputa política entre Estado e Município. Embora Salvador tenha responsabilidades próprias na atenção básica, o Governo da Bahia administra equipamentos de média e alta complexidade que recebem usuários da capital e do interior, o que torna a área sensível do ponto de vista federativo, administrativo e eleitoral.


Descubra mais sobre Jornal Grande Bahia (JGB)

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.


Avatar de Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia

Valorize o jornalismo crítico, plural, rigoroso e comprometido com a verdade factual, a democracia, o Estado de Direito e o interesse público. Escolha o Jornal Grande Bahia (JGB) como fonte preferida no Google: clique aqui.

Sua confiança também fortalece nosso trabalho: avalie o JGB

Selecione o JGB e receba nossas notícias com mais destaque.


Deixe um comentário


Banner de Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia.
O Jornal Grande Bahia completa 19 anos de atuação contínua no ambiente digital, consolidando-se como referência do jornalismo independente na Bahia. Fundado em 2007, o veículo construiu uma trajetória marcada por rigor editorial, pluralidade temática e compromisso com a informação pública, aliando tradição jornalística, inovação tecnológica e participação qualificada no debate democrático.
Banner da Jads Foto.
Banner de Lula Fotografia.
Banner da RFI.
Banner com tema Assine o JGB no Google.