Neste sábado, 11/07/2026, a Copa do Mundo da FIFA 2026 define seus dois últimos semifinalistas após a classificação da Espanha, que venceu a Bélgica por 2 a 1 na sexta-feira, 10/07, no Estádio de Los Angeles. A rodada decisiva prossegue com Noruega x Inglaterra, às 18h, em Miami, e Argentina x Suíça, às 22h, em Kansas City, pelo horário de Brasília. Os confrontos reúnem seleções de trajetórias distintas, protagonistas da disputa pela artilharia e cenários nos quais ingleses e argentinos aparecem como favoritos estatísticos, embora noruegueses e suíços tenham demonstrado capacidade para contrariar projeções ao longo do Mundial.
Espanha vence a Bélgica com gol decisivo aos 88 minutos
A Espanha garantiu a segunda vaga nas semifinais ao superar a Bélgica por 2 a 1, em um confronto marcado pelo controle territorial espanhol, pela resistência belga e por uma definição nos minutos finais. Fabián Ruiz abriu o placar aos 30 minutos do primeiro tempo, aproveitando o rebote de uma defesa de Thibaut Courtois. Onze minutos depois, Charles De Ketelaere empatou de cabeça após cruzamento de Timothy Castagne.
O gol belga teve importância adicional por encerrar a sequência defensiva da Espanha, que ainda não havia sido vazada na competição. Depois do intervalo, a equipe comandada por Luis de la Fuente ampliou a posse de bola, ocupou o campo ofensivo e passou a pressionar principalmente pelos setores explorados por Lamine Yamal, um dos jogadores mais ativos da partida.
A definição ocorreu aos 88 minutos. Senne Lammens, que havia substituído Courtois após o titular sentir dores musculares, não conseguiu segurar uma finalização rasteira de Pau Cubarsí. Mikel Merino, lançado em campo dois minutos antes, aproveitou a sobra e marcou o gol da classificação espanhola. O meia também havia decidido, saindo do banco, a vitória por 1 a 0 sobre Portugal nas oitavas de final.
Pressão espanhola prevalece sobre Bélgica afetada por lesões
Os números traduzem a diferença de iniciativa entre as duas seleções. A Espanha concluiu 17 vezes, contra cinco finalizações da Bélgica, e manteve a maior parte das ações no campo adversário. A equipe belga, entretanto, permaneceu competitiva até os acréscimos, amparada por uma organização defensiva que dificultou a transformação da posse espanhola em oportunidades claras durante parte considerável do confronto.
A Bélgica entrou em campo afetada por problemas físicos. O capitão Youri Tielemans sofreu uma lesão durante o aquecimento e precisou ser retirado da escalação. Amadou Onana já estava fora após romper o ligamento cruzado anterior na vitória sobre os Estados Unidos. Durante o segundo tempo, Courtois também deixou o gramado, em uma substituição que se tornou determinante para o desfecho da partida.
A eliminação recoloca em debate a renovação da seleção belga. Jogadores como Courtois, Kevin De Bruyne, Romelu Lukaku e Axel Witsel integram o núcleo mais experiente de uma geração que alcançou o terceiro lugar na Copa de 2018, mas não conquistou um título internacional. Embora não haja anúncio oficial sobre despedidas, a idade dos principais nomes torna provável uma transição mais ampla antes do ciclo de 2030.
Espanha volta à semifinal após 16 anos
A classificação leva a Espanha à semifinal de uma Copa do Mundo pela primeira vez desde 2010, quando conquistou seu único título mundial. A seleção europeia enfrentará a França na terça-feira, 14/07, em Dallas, após os franceses derrotarem Marrocos por 2 a 0 no primeiro jogo das quartas de final.
O confronto colocará frente a frente duas das equipes mais consistentes do torneio. A Espanha chega sustentada pela circulação de bola, pela capacidade de pressionar no campo ofensivo e pelo protagonismo de jovens como Lamine Yamal e Cubarsí. A França, por sua vez, avançou com um sistema ofensivo liderado por Kylian Mbappé e Ousmane Dembélé.
A vitória sobre a Bélgica também consolidou Merino como personagem decisivo do mata-mata. O espanhol tornou-se o primeiro jogador a marcar, como reserva, os gols vencedores de duas partidas eliminatórias diferentes em uma mesma edição da Copa do Mundo.
Noruega x Inglaterra reúne Haaland, Kane e pressão por vaga histórica
A primeira partida deste sábado será disputada às 18h, no Estádio de Miami. A Noruega chega às quartas de final pela primeira vez depois de eliminar o Brasil por 2 a 1, com dois gols de Erling Haaland. A Inglaterra avançou ao vencer o México por 3 a 2, mesmo terminando o confronto com dez jogadores.
O duelo concentra dois dos principais goleadores do Mundial. Haaland soma sete gols, enquanto Harry Kane marcou seis. Ambos perseguem Lionel Messi e Kylian Mbappé, que iniciaram o sábado com oito gols cada. Apesar da comparação direta, os atacantes exercem funções diferentes: o norueguês atua como referência de profundidade e conclusão, enquanto Kane participa com maior frequência da construção das jogadas inglesas.
A Inglaterra dispõe de maior diversidade técnica no meio-campo e no ataque, com Jude Bellingham, Bukayo Saka, Declan Rice e Kane. A Noruega, entretanto, demonstrou contra o Brasil que não depende exclusivamente de seu centroavante. Martin Ødegaard organiza a criação, Alexander Sørloth amplia a presença física e Antonio Nusa oferece velocidade pelos lados.
Inglaterra aparece como favorita, mas vantagem estatística não elimina risco
O supercomputador da Opta atribui à Inglaterra 50,4% de probabilidade de vitória no tempo regulamentar. A Noruega aparece com 25,1%, enquanto a possibilidade de empate e prorrogação é estimada em 24,6%. Os índices indicam favoritismo inglês, mas também mostram que quase metade das simulações não termina com uma vitória da equipe de Thomas Tuchel nos 90 minutos.
A principal questão tática será a capacidade da defesa inglesa de reduzir o fornecimento de passes para Haaland. Concentrar a marcação apenas no atacante pode abrir espaços para Ødegaard, Nusa e Sørloth. No sentido contrário, a Noruega precisará proteger sua área contra a movimentação de Kane e as infiltrações de Bellingham, além de conter os avanços pelos lados.
A projeção de resultado mais compatível com o equilíbrio do confronto é uma vitória inglesa por 2 a 1, fundamentada na maior profundidade do elenco e na variedade de recursos ofensivos. Um empate por 1 a 1, com decisão na prorrogação ou nos pênaltis, também constitui cenário plausível diante da eficiência norueguesa e da presença de Haaland. Trata-se de uma projeção técnica, não de uma previsão definitiva.
Desfalques e condições físicas interferem no planejamento inglês
A Inglaterra não poderá utilizar Jarell Quansah, suspenso por duas partidas após a expulsão contra o México. Jordan Henderson também está fora do restante do torneio devido a uma fratura no punho.
Marc Guéhi, Declan Rice e Reece James participaram do treinamento de sexta-feira. Guéhi, que administra um problema muscular, aparece como possível titular; Rice deve começar a partida apesar de ter apresentado indisposição durante a semana; e James poderá ser opção no banco de reservas depois de perder os três últimos jogos.
A Noruega não informou problemas relevantes em seu elenco. A disponibilidade dos principais jogadores oferece ao técnico Ståle Solbakken a possibilidade de repetir a estrutura utilizada contra o Brasil, sustentada por compactação no meio-campo, transições rápidas e aproximação entre Ødegaard, Sørloth e Haaland.
Argentina x Suíça coloca campeã mundial diante de defesa consistente
Às 22h, no Estádio de Kansas City, Argentina e Suíça disputam a última vaga nas semifinais. A atual campeã mundial chegou às quartas após uma reação incomum contra o Egito: perdia por 2 a 0 até os 34 minutos do segundo tempo, mas venceu por 3 a 2, com gols de Cristian Romero, Lionel Messi e Enzo Fernández.
A Suíça eliminou a Colômbia nos pênaltis depois de um empate sem gols e alcançou as quartas de final pela primeira vez em 72 anos. A equipe também havia superado a Argélia no mata-mata e construiu sua campanha com organização defensiva, intensidade física e capacidade de reduzir os espaços entre as linhas.
Messi volta a ocupar o centro do confronto. Aos 39 anos, o capitão argentino marcou oito gols no torneio e foi determinante para evitar a eliminação diante do Egito. A sequência de jogos, contudo, acrescenta uma variável física: o atacante disputou 120 minutos contra Cabo Verde e voltou a ser exigido intensamente nas oitavas.
Argentina tem favoritismo superior, mas Suíça aposta no jogo coletivo
A Opta estima 57,1% de probabilidade de vitória argentina no tempo regulamentar, contra 18,7% da Suíça. A possibilidade de empate após 90 minutos é de 24,2%. Considerada também uma eventual prorrogação ou disputa por pênaltis, a Argentina avança em 69,4% das simulações, enquanto os suíços aparecem com 30,6%.
O favoritismo argentino resulta da experiência em partidas eliminatórias, da qualidade individual do elenco e da capacidade de encontrar soluções mesmo em situações adversas. A reação contra o Egito demonstrou força emocional, mas também expôs espaços defensivos e dificuldades para controlar contra-ataques. Esses pontos foram identificados pela comissão técnica suíça como possíveis caminhos para surpreender a atual campeã.
Uma vitória argentina por 2 a 1 surge como placar possível diante da superioridade ofensiva da equipe de Lionel Scaloni e da consistência suíça. Um triunfo por 1 a 0 também seria compatível com o perfil do confronto. A principal alternativa favorável à Suíça seria manter o jogo empatado até a etapa final, limitar a circulação próxima à área e conduzir a decisão para a prorrogação ou os pênaltis.
Retrospecto favorece Argentina e Inglaterra
Argentina e Suíça se enfrentaram sete vezes, com cinco vitórias argentinas e dois empates. Em Copas do Mundo, a seleção sul-americana venceu os dois encontros: 2 a 0 na fase de grupos de 1966 e 1 a 0 nas oitavas de final de 2014, com gol de Ángel Di María na prorrogação.
Noruega e Inglaterra disputaram 12 partidas, com sete vitórias inglesas, duas norueguesas e três igualdades. O encontro mais recente ocorreu em 2014, quando a Inglaterra venceu um amistoso por 1 a 0. Este será o primeiro duelo entre as seleções em uma Copa do Mundo.
O vencedor de Noruega x Inglaterra enfrentará quem avançar entre Argentina e Suíça. A semifinal dessa parte da chave está programada para quarta-feira, 15/07, em Atlanta. Na outra metade, Espanha e França decidirão a primeira vaga na final na terça-feira, 14/07, em Dallas.
Formas distintas de construção
A rodada evidencia duas formas distintas de construção de competitividade. Inglaterra e Argentina entram em campo com elencos habituados às fases decisivas e maior capacidade de reposição. Noruega e Suíça avançaram por meio de modelos coletivos definidos, nos quais disciplina tática, eficiência e redução de espaços compensam diferenças de tradição e profundidade técnica.
O favoritismo estatístico de ingleses e argentinos é consistente, mas não autoriza projeções categóricas. A Inglaterra enfrentará uma equipe que eliminou o Brasil e possui um dos atacantes mais eficientes do torneio. A Argentina, por sua vez, mostrou poder de reação contra o Egito, mas permitiu que o adversário construísse uma vantagem de dois gols. Em partidas eliminatórias, essas vulnerabilidades podem reduzir a distância indicada pelos modelos matemáticos.
O sábado definirá não apenas os últimos semifinalistas, mas também a permanência de três dos principais candidatos à artilharia — Messi, Haaland e Kane. Os resultados determinarão se a fase final continuará concentrada em seleções campeãs mundiais ou se abrirá espaço para uma campanha inédita de Noruega ou Suíça. Desempenho físico, controle emocional, decisões das comissões técnicas e eficiência nas áreas serão os elementos centrais a serem acompanhados.







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