A 169ª Pesquisa CNT de Opinião, divulgada nesta terça-feira (11/08/2026) pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), em parceria com o Instituto MDA, mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 42,4% das intenções de voto no cenário estimulado de primeiro turno, contra 28,7% do senador Flávio Bolsonaro (PL). Lula também lidera os cinco cenários de segundo turno, mas a distância no confronto direto com o principal adversário caiu de aproximadamente 12 para 8,9 pontos percentuais desde junho. Paralelamente, o Governo Federal registra 36,2% de avaliação negativa e 35,3% de positiva, diferença situada dentro da margem de erro.
A pesquisa ouviu 2.002 eleitores, entre 05 e 09/08/2026, por meio de entrevistas presenciais domiciliares e em pontos de fluxo. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com 95% de nível de confiança. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06935/2026.
Pesquisa espontânea mostra Lula com 35,3% e 30,7% de indecisos
Na pesquisa espontânea, realizada sem a apresentação de uma lista de nomes, Lula aparece com 35,3%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 22,4%. A distância entre os dois é de 12,9 pontos percentuais.
Os resultados completos do cenário espontâneo são:
- Lula (PT): 35,3%;
- Flávio Bolsonaro (PL): 22,4%;
- Jair Bolsonaro (PL): 2%;
- Ronaldo Caiado (PSD): 1,3%;
- Renan Santos (Missão): 0,7%;
- outros nomes: 1%;
- branco ou nulo: 6,5%;
- indecisos: 30,7%.
O percentual de indecisos na pergunta espontânea é significativamente superior aos 7,2% registrados quando os entrevistados recebem uma lista de candidatos. A diferença evidencia o peso do conhecimento público, da lembrança espontânea e da exposição dos nomes na formação das preferências eleitorais.
A menção espontânea a Jair Bolsonaro, embora ele não integre o cenário estimulado apresentado pela pesquisa, demonstra a permanência de sua identidade política entre parte do eleitorado. O dado não deve ser interpretado como intenção de voto em uma candidatura efetivamente testada nesta rodada, mas como manifestação espontânea dos entrevistados.
Lula lidera primeiro turno estimulado por 13,7 pontos
Quando a pesquisa apresenta uma lista de nomes, Lula alcança 42,4%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 28,7%. Os dois concentram 71,1% das respostas, deixando os demais nomes individualmente abaixo de 5%.
O cenário estimulado completo apresenta:
- Lula (PT): 42,4%;
- Flávio Bolsonaro (PL): 28,7%;
- Ronaldo Caiado (PSD): 4%;
- Romeu Zema (Novo): 3,3%;
- Renan Santos (Missão): 2,8%;
- Samara Martins (UP): 1,6%;
- Augusto Cury (Avante): 1,2%;
- Rui Costa Pimenta (PCO): 0,9%;
- outros nomes: 0,9%;
- branco ou nulo: 6,8%;
- indecisos: 7,2%.
Na comparação com junho, Lula passou de 41,8% para 42,4%, oscilação positiva de 0,6 ponto percentual. Flávio avançou de 28,2% para 28,7%, variação de 0,5 ponto. Os movimentos estão dentro da margem de erro e indicam estabilidade no primeiro turno, não crescimento estatisticamente comprovado de qualquer um dos dois.
Ronaldo Caiado manteve 4%. Romeu Zema passou de 2,8% para 3,3%, enquanto Renan Santos avançou de 2% para 2,8%. As oscilações desses nomes também são insuficientes para demonstrar uma mudança consolidada.
Resultado não confirma vitória no primeiro turno
Os 42,4% atribuídos a Lula correspondem ao conjunto total de entrevistados, incluindo indecisos e eleitores que declararam voto branco ou nulo. Por isso, o número não deve ser apresentado como comprovação de vitória no primeiro turno.
A eleição é decidida pelos votos válidos, dos quais são excluídos brancos e nulos. A pesquisa, entretanto, ainda registra 7,2% de indecisos, grupo cujo comportamento efetivo não pode ser antecipado.
A soma dos percentuais atribuídos a todos os demais nomes testados permanece próxima do resultado de Lula. Qualquer projeção de votos válidos exigiria pressupostos sobre indecisos, comparecimento e votos inválidos, o que ultrapassaria os resultados diretamente observados.
Lula vence os cinco cenários de segundo turno
A CNT/MDA testou cinco confrontos de segundo turno, todos com Lula. O presidente aparece numericamente à frente de Flávio Bolsonaro, Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Augusto Cury.
Lula x Flávio Bolsonaro
No confronto mais competitivo, o resultado é:
- Lula: 48%;
- Flávio Bolsonaro: 39,1%;
- branco, nulo ou não compareceria: 10,6%;
- indecisos: 2,3%;
- vantagem de Lula: 8,9 pontos percentuais.
Em junho, Lula tinha 49,3%, contra 36,8% de Flávio. A distância, que era de 12,5 pontos pelos valores não arredondados, caiu para 8,9 pontos.
Lula oscilou 1,3 ponto para baixo, enquanto Flávio avançou 2,3 pontos. A redução numérica da diferença é relevante para acompanhamento, mas a comparação entre duas amostras independentes não permite, isoladamente, caracterizar uma tendência consolidada.
Lula x Romeu Zema
Na simulação contra Romeu Zema:
- Lula: 49,1%;
- Romeu Zema: 34,9%;
- branco, nulo ou não compareceria: 11,8%;
- indecisos: 4,2%;
- vantagem de Lula: 14,2 pontos percentuais.
Em junho, Lula tinha 48,8%, e Zema, 31,6%. O nome do Novo apresentou avanço numérico, mas permaneceu distante do presidente.
Lula x Ronaldo Caiado
No confronto com Ronaldo Caiado:
- Lula: 47,9%;
- Ronaldo Caiado: 35,9%;
- branco, nulo ou não compareceria: 11,7%;
- indecisos: 4,5%;
- vantagem de Lula: 12 pontos percentuais.
Na rodada anterior, Lula aparecia com 48,4%, contra 32,2% de Caiado. O adversário avançou numericamente, enquanto o presidente permaneceu próximo do patamar anterior.
Lula x Renan Santos
No cenário contra Renan Santos:
- Lula: 48,5%;
- Renan Santos: 33%;
- branco, nulo ou não compareceria: 13,6%;
- indecisos: 4,9%;
- vantagem de Lula: 15,5 pontos percentuais.
Em junho, Lula tinha 49,3%, e Renan Santos, 28%. O candidato do Missão apresentou o maior crescimento numérico entre os adversários testados, mas continuou 15,5 pontos atrás.
Lula x Augusto Cury
Na quinta simulação:
- Lula: 48,6%;
- Augusto Cury: 32,4%;
- branco, nulo ou não compareceria: 13,4%;
- indecisos: 5,6%;
- vantagem de Lula: 16,2 pontos percentuais.
Esse é o confronto que produz a maior vantagem para Lula entre os cinco cenários apresentados. Também registra o maior percentual de indecisos.
Comparação mostra Flávio como adversário mais competitivo
Embora Lula lidere todas as simulações, Flávio Bolsonaro apresenta o maior percentual entre os adversários, com 39,1%, e a menor distância em relação ao presidente, de 8,9 pontos.
Na sequência aparecem:
- Ronaldo Caiado, com 35,9%;
- Romeu Zema, com 34,9%;
- Renan Santos, com 33%;
- Augusto Cury, com 32,4%.
A comparação confirma Flávio como o adversário mais competitivo entre os nomes testados. Ao mesmo tempo, sua vantagem em relação às demais candidaturas oposicionistas não elimina a elevada rejeição associada ao seu nome.
Potencial de voto de Lula chega a 52,6%
A CNT/MDA também perguntou se os entrevistados votariam com certeza, poderiam votar ou não votariam em cada um dos principais nomes.
Para Lula, os resultados são:
- votaria com certeza: 40,5%;
- poderia votar: 12,1%;
- potencial de voto total: 52,6%;
- não votaria: 46,2%;
- não conhece: 0,3%;
- não soube ou não respondeu: 0,8%.
O potencial de voto resulta da soma entre aqueles que votariam com certeza e os que admitem a possibilidade de votar. Lula possui uma base declarada maior e desconhecimento praticamente inexistente.
Flávio tem potencial de 42,1% e rejeição estimulada de 54,5%
Para Flávio Bolsonaro, a distribuição é:
- votaria com certeza: 26%;
- poderia votar: 16,1%;
- potencial de voto total: 42,1%;
- não votaria: 54,5%;
- não conhece: 2,5%;
- não soube ou não respondeu: 0,8%.
A parcela que rejeita Flávio supera seu potencial de voto em 12,4 pontos percentuais. Entre os entrevistados que afirmam conhecê-lo, a rejeição alcança 56%, contra potencial de 43,2%.
O resultado indica que o senador possui uma base eleitoral significativa, mas enfrenta maior resistência para ampliar seu apoio fora do núcleo já identificado com sua candidatura.
Candidaturas alternativas enfrentam elevado desconhecimento
Os demais nomes testados apresentam rejeição absoluta menor, mas também possuem alcance nacional mais limitado.
Os indicadores são:
- Ronaldo Caiado: potencial de 27,1%, rejeição de 29,9%, desconhecimento de 42,2% e 0,8% sem resposta;
- Romeu Zema: potencial de 26,7%, rejeição de 30,4%, desconhecimento de 42,5% e 0,4% sem resposta;
- Augusto Cury: potencial de 21,3%, rejeição de 22,4%, desconhecimento de 55,6% e 0,6% sem resposta;
- Renan Santos: potencial de 20,3%, rejeição de 27,3%, desconhecimento de 51,9% e 0,4% sem resposta.
Quando são considerados apenas os entrevistados que conhecem cada nome, os resultados mudam:
- Lula possui 52,8% de potencial e 46,3% de rejeição;
- Augusto Cury registra 48,1% de potencial e 50,5% de rejeição;
- Ronaldo Caiado tem 46,8% de potencial e 51,8% de rejeição;
- Romeu Zema alcança 46,4% de potencial e 52,8% de rejeição;
- Flávio Bolsonaro registra 43,2% de potencial e 56% de rejeição;
- Renan Santos aparece com 42,3% de potencial e 56,8% de rejeição.
Os percentuais condicionados ao conhecimento do candidato não representam intenção de voto no conjunto da população. Eles mostram apenas a distribuição entre os entrevistados que reconhecem cada nome.
Preferência por alternativa não produz terceira candidatura competitiva
A síntese da pesquisa informa que 31% preferem algum candidato fora dos polos representados por Lula e Flávio Bolsonaro. Apesar disso, nenhum dos nomes alternativos supera 4% na pergunta estimulada de primeiro turno.
A combinação dos dados indica que existe uma demanda difusa por uma alternativa, mas ela ainda não se concentra em candidatura específica. O elevado desconhecimento de Caiado, Zema, Renan Santos e Augusto Cury limita a capacidade de converter essa disposição genérica em intenção de voto.
O diretor do Instituto MDA, Marcelo Souza, afirmou que os dois principais nomes demonstram resiliência. Segundo ele, o grau de definição do voto alcançou o maior patamar da série histórica, reduzindo o espaço para mudanças mais expressivas e para o surgimento de uma terceira força.
Rejeição espontânea exige cautela na transcrição
O relatório também contém uma pergunta de rejeição espontânea e com respostas múltiplas. Esse indicador é diferente do potencial estimulado, no qual o entrevistador pergunta separadamente sobre cada candidato.
Reproduções jornalísticas dos gráficos apresentaram divergência sobre a atribuição dos percentuais de 42,1% e 39,8% a Lula e Flávio Bolsonaro. Por esse motivo, os valores não devem ser inseridos de forma conclusiva sem conferência direta da identificação visual no documento original da CNT/MDA.
Os demais percentuais reproduzidos para esse módulo foram:
- Ronaldo Caiado: 2,3%;
- Romeu Zema: 2,2%;
- Renan Santos: 1,5%;
- rejeita todos: 0,8%;
- não rejeita nenhum: 8,7%;
- não soube ou não respondeu: 11,5%.
A cautela é indispensável porque inverter os percentuais atribuídos aos dois principais candidatos alteraria a conclusão sobre quem lidera a rejeição espontânea.
Governo Lula fica dividido entre avaliação positiva e negativa
A avaliação negativa do Governo Lula alcança 36,2%, soma das respostas ruim e péssimo. A avaliação positiva, formada por ótimo e bom, registra 35,3%.
A distribuição completa é:
- ótimo: 13,5%;
- bom: 21,8%;
- regular: 27,3%;
- ruim: 8,8%;
- péssimo: 27,4%;
- não soube ou não respondeu: 1,1%.
Em junho, a avaliação positiva também era de 35,3%, enquanto a negativa estava em 34,4% e a regular em 29,2%. Houve estabilidade da percepção positiva, oscilação de 1,8 ponto na negativa e redução de 1,9 ponto na avaliação regular.
A diferença atual de 0,9 ponto percentual entre avaliação negativa e positiva está dentro da margem de erro. Tecnicamente, o eleitorado permanece dividido sobre o desempenho do Governo Federal.
Aprovação pessoal também registra empate estatístico
Quando a pergunta se refere ao desempenho pessoal de Lula:
- aprovam: 47,3%;
- desaprovam: 48,2%;
- não souberam ou não responderam: 4,5%.
A diferença entre aprovação e desaprovação também é de 0,9 ponto, insuficiente para indicar predominância estatística de uma das posições.
Em junho, a aprovação era de 48,8%, e a desaprovação, de 46,2%. A mudança numérica entre as duas rodadas ocorreu dentro da margem de erro.
Avaliação varia por renda, idade e região
A pesquisa mostra maior avaliação positiva do governo entre mulheres, pessoas com 60 anos ou mais, eleitores com renda familiar de até dois salários mínimos, entrevistados com ensino fundamental e moradores do Nordeste.
Os maiores índices negativos aparecem entre homens, pessoas de 35 a 44 anos, eleitores com ensino superior, entrevistados de renda mais elevada e moradores do Sudeste, Sul e Norte/Centro-Oeste.
Esses recortes possuem bases menores do que a amostra nacional. Por essa razão, suas margens de incerteza são superiores aos 2,2 pontos percentuais divulgados para o conjunto dos entrevistados.
Governos estaduais têm 40,9% de avaliação positiva
Quando os participantes avaliaram os governos de seus respectivos estados:
- avaliação positiva: 40,9%;
- avaliação negativa: 22%.
O resultado é uma agregação nacional das respostas sobre diferentes administrações estaduais. Ele não permite concluir que determinado governador possui esses índices nem estabelecer uma classificação entre os estados.
A sondagem também aponta oscilação positiva das expectativas para os próximos seis meses nas cinco áreas avaliadas: emprego, renda mensal, saúde, educação e segurança pública.
Um terço prevê economia estável qualquer que seja o vencedor
Sobre o cenário econômico brasileiro em 2027, os entrevistados responderam:
- ficará igual, qualquer que seja o vencedor: 33%;
- melhorará apenas se Lula vencer: 21%;
- melhorará apenas se Flávio Bolsonaro vencer: 16%;
- piorará qualquer que seja o vencedor: 9%;
- melhorará qualquer que seja o vencedor: 8%;
- melhorará apenas se outro candidato vencer: 8%;
- não soube ou não respondeu: 5%.
A maior parcela do eleitorado não vincula uma mudança econômica imediata ao resultado presidencial. Ao mesmo tempo, 37% condicionam a melhora à vitória de Lula ou de Flávio, evidenciando a dimensão partidária das expectativas econômicas.
Polarização presidencial influencia eleições estaduais
Na escolha para governador, os entrevistados manifestaram as seguintes preferências:
- candidato apoiado pela esquerda ou por Lula: 33%;
- candidato apoiado pela direita ou por Flávio Bolsonaro: 26%;
- candidato independente: 24%;
- candidato apoiado por outro político: 7%;
- não soube ou não respondeu: 10%.
Os dados sugerem influência da disputa presidencial sobre as eleições estaduais, mas preservam espaço relevante para fatores locais. A soma dos que preferem um candidato independente ou associado a outra liderança chega a 31%.
Eleitores temem continuidade de Lula e retorno da família Bolsonaro
Questionados sobre o principal receio em relação ao resultado presidencial:
- 39,4% temem a volta de alguém da família Bolsonaro ao comando do Executivo;
- 35,8% temem a continuidade do Governo Lula;
- 15,5% não têm medo do resultado;
- 5,5% temem a vitória de outro candidato;
- a parcela restante não respondeu.
Em agosto de 2022, 41% temiam a continuidade do Governo Jair Bolsonaro, enquanto 31% receavam a volta de Lula. A comparação mostra que a eleição permanece estruturada não apenas pelo apoio, mas também pela rejeição ao campo adversário.
Intenção declarada de comparecimento cai desde 2022
Sobre o comparecimento às urnas:
- com certeza irá votar: 80%;
- é mais provável que vote: 11%;
- é mais provável que não vote: 4%;
- com certeza não votará: 4%;
- não soube ou não respondeu: 1%.
Em agosto de 2022, 89% diziam que certamente votariam. A redução de nove pontos na declaração de comparecimento merece acompanhamento, mas não constitui uma previsão da abstenção efetiva.
Situação cadastral, deslocamento, mobilização das campanhas e acontecimentos posteriores à pesquisa podem modificar a participação até a votação.
Um terço não pretende acompanhar debates
A disposição de acompanhar os debates presidenciais apresenta:
- pretende assistir a todos: 31%;
- pretende acompanhar apenas alguns: 35%;
- não pretende acompanhar: 34%.
Em agosto de 2022, 36% pretendiam assistir a todos, 39% acompanhariam alguns e 25% não demonstravam interesse. A parcela que rejeita os debates cresceu nove pontos.
A ausência de um candidato em um ou mais encontros:
- pode influenciar 25% a deixar de votar nele;
- não influencia o voto de 73%;
- não souberam responder: 2%.
Embora a maioria declare que uma ausência não mudaria sua decisão, um quarto do eleitorado admite rever o voto. Esse grupo pode adquirir relevância em um segundo turno mais competitivo.
Propostas são pouco conhecidas e consideradas mal explicadas
A síntese da CNT informa que cerca de 42% não conhecem como as propostas dos candidatos são divulgadas. A tabulação considera uma base de 53,8% de entrevistados que afirmam conhecer os programas.
Entre aqueles que conhecem as propostas, 58% consideram que elas são de difícil compreensão e insuficientemente detalhadas.
O dado revela uma fragilidade qualitativa da campanha: os principais candidatos concentram intenções de voto e rejeições, mas parcela expressiva da sociedade não identifica com clareza os projetos apresentados.
Redes sociais superam televisão como fonte eleitoral
Os principais meios utilizados para acompanhar notícias e informações sobre a eleição são:
- redes sociais: 46%;
- televisão: 34%;
- demais meios: 20%.
A predominância digital varia de acordo com idade, renda, escolaridade e outros segmentos socioeconômicos. A televisão continua relevante, mas perdeu a primeira posição no agregado nacional.
Em relação ao horário eleitoral gratuito:
- pretende acompanhar em vários dias: 18%;
- pretende assistir apenas em alguns dias: 33%;
- não pretende acompanhar: 48%;
- não respondeu: percentual residual.
Em 2022, 42% não pretendiam assistir. O desinteresse aumentou seis pontos.
Propaganda mantém influência apesar da perda de audiência
Sobre a importância da propaganda eleitoral na televisão, no rádio ou na internet:
- muita importância: 39%;
- importância média: 24%;
- pouca importância: 14%;
- nenhuma importância: 22%;
- não soube ou não respondeu: 1%.
Apesar de quase metade não pretender acompanhar o horário gratuito, 63% atribuem importância alta ou média à propaganda na definição do voto. O resultado sugere que peças isoladas, redes sociais e repercussões jornalísticas podem exercer influência mesmo entre pessoas que não acompanham regularmente o programa eleitoral.
O relatório também investiga a exposição a vídeos eleitorais produzidos com inteligência artificial e a percepção dos entrevistados sobre esse tipo de propaganda. O tema amplia a responsabilidade das campanhas, plataformas digitais, imprensa e Justiça Eleitoral na identificação de conteúdo manipulado.
Metodologia da Pesquisa CNT/MDA
A pesquisa apresenta os seguintes dados técnicos:
- responsável: Confederação Nacional do Transporte, em parceria com o Instituto MDA;
- número de entrevistas: 2.002;
- período de coleta: 05 a 09/08/2026;
- forma de coleta: presencial, domiciliar e em pontos de fluxo;
- margem de erro: 2,2 pontos percentuais;
- nível de confiança: 95%;
- registro no TSE: BR-06935/2026;
- distribuição proporcional por região, unidade da Federação e porte dos municípios;
- controle da amostra por gênero, idade, renda familiar e nível de instrução.
Os resultados representam as opiniões manifestadas durante o período de campo. A pesquisa não constitui previsão do resultado eleitoral e deve ser interpretada em conjunto com sua metodologia, margem de erro e evolução histórica.








Deixe um comentário