O presidente do PT Bahia, Tássio Brito, criticou, na quinta-feira (20/08/2026), a ausência de manifestação pública de ACM Neto, candidato ao Governo da Bahia, sobre o episódio envolvendo o deputado estadual Diego Castro e estudantes da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador. Depois de políticos e candidatos condenarem a conduta atribuída ao parlamentar no ambiente universitário, Brito afirmou que “o silêncio de ACM Neto já diz muito” e relacionou a postura do adversário eleitoral a uma disputa política mais ampla sobre educação, universidade pública e respeito à comunidade acadêmica. A interpretação de que o silêncio significaria concordância com a atuação de Castro, entretanto, constitui avaliação política do dirigente petista e não está demonstrada pelas informações disponíveis.
Tássio Brito cobra manifestação de ACM Neto sobre episódio na UFBA
A declaração de Tássio Brito acrescentou um novo componente político à repercussão do episódio ocorrido na Faculdade de Comunicação da UFBA. Em vez de concentrar sua manifestação exclusivamente na conduta atribuída a Diego Castro, o presidente estadual do PT questionou diretamente ACM Neto pela ausência de posicionamento público.
“Você viu o candidato a governador ACM Neto comentar alguma coisa a respeito? Sabe por que ele não comentou?”, afirmou Brito.
Na avaliação apresentada pelo dirigente partidário, o silêncio do ex-prefeito de Salvador possuiria significado político. A declaração procura estabelecer uma relação entre a ausência de manifestação de Neto e o comportamento atribuído ao deputado estadual.
Episódio com Diego Castro amplia repercussão política
A controvérsia teve origem em uma ocorrência registrada na Faculdade de Comunicação da UFBA, na quinta-feira. O conteúdo apresentado descreve a entrada de Diego Castro na unidade como uma invasão e atribui ao parlamentar comportamento violento contra estudantes.
A caracterização dessas condutas integra a narrativa que motivou as manifestações políticas posteriores. O material informa que diversos políticos e candidatos condenaram publicamente a atuação do deputado estadual.
O episódio, portanto, deixou de permanecer restrito à relação entre o parlamentar e integrantes da comunidade acadêmica e passou a produzir repercussões no ambiente político e eleitoral da Bahia.
Foi nesse contexto que Tássio Brito direcionou a cobrança a ACM Neto, buscando saber por que o candidato ao Governo do Estado não havia se manifestado publicamente sobre o caso.
Presidente do PT Bahia faz referência a Antônio Carlos Magalhães
Ao justificar sua interpretação sobre o silêncio de ACM Neto, Brito recorreu ao passado político da família do candidato e citou o ex-senador Antônio Carlos Magalhães, avô de Neto.
“Porque quem começou com essa moda de invadir a UFBA foi o avô dele, Antônio Carlos Magalhães, no 16 de maio, quando a estudantada o derrotou e renunciou ao Senado pra não sofrer o processo de impeachment”, declarou.
Brito relaciona universidade a desenvolvimento da Bahia e do Brasil
Ao prosseguir com as críticas, o dirigente petista apresentou a defesa dos estudantes e das universidades como elemento central de sua argumentação.
“E é por isso que eles odeiam tanto a universidade e os estudantes, porque são fundamentais para o progresso do nosso Brasil e da nossa Bahia. Toda a solidariedade aos estudantes da UFBA”, afirmou.
Tássio Brito atribui silêncio a suposta visão autoritária
A crítica mais direta contra ACM Neto aparece quando o presidente estadual do PT interpreta a ausência de manifestação como eventual indício de concordância com uma visão que classificou como autoritária.
Para Brito, o ex-prefeito de Salvador teria preferido permanecer em silêncio porque “deve compactuar com esse tipo de visão autoritária”.
Na sequência, Tássio Brito ampliou sua manifestação para estabelecer uma divisão política sobre o tratamento destinado à educação.
“Isso não é novidade nenhuma pra nós aqui na Bahia e é contra isso que a gente luta. Nós somos aqueles que acreditam na educação, respeitamos a escola, a comunidade acadêmica e a universidade. Eles são os que negam a educação. Por eles, joga tudo isso na lata do lixo”, declarou.
Cobrança transfere parte do debate para ACM Neto
A manifestação de Brito produz um deslocamento importante no debate político. O episódio inicialmente relacionado às ações de Diego Castro passa também a envolver ACM Neto, embora as informações apresentadas não indiquem participação do candidato nos acontecimentos registrados na universidade.
O ponto de conexão estabelecido pelo presidente do PT é exclusivamente o alegado silêncio do candidato.
Isso significa que duas questões distintas precisam permanecer separadas na cobertura jornalística: a primeira envolve o que ocorreu na UFBA e a atuação de Diego Castro; a segunda diz respeito à decisão de ACM Neto de se manifestar ou não publicamente sobre o episódio.
Da mesma forma, eventual responsabilidade relacionada aos acontecimentos na universidade não pode ser transferida a terceiros apenas por proximidade ideológica, eleitoral ou partidária.
Ausência de manifestação não comprova concordância
A declaração de Tássio Brito apresenta uma cobrança política legítima dentro do ambiente eleitoral: saber qual é a posição de um candidato ao Governo do Estado diante de um episódio que alcançou repercussão pública e envolve uma universidade federal.
Outra questão, juridicamente e jornalisticamente distinta, é afirmar qual seria a razão desse silêncio.
Sem uma declaração direta de ACM Neto, não há base, entre as informações apresentadas, para determinar se a ausência de manifestação resulta de concordância, estratégia política, opção por não participar do debate ou qualquer outra motivação.
O contraditório torna-se especialmente relevante porque Brito formula uma acusação política concreta ao sugerir que o adversário “deve compactuar” com determinada visão.
Um eventual posicionamento de ACM Neto poderia confirmar, rejeitar ou contextualizar a interpretação apresentada pelo presidente estadual do PT.
Episódio passa a integrar disputa eleitoral na Bahia
A controvérsia mostra como um acontecimento registrado dentro de uma instituição de ensino pode adquirir dimensão eleitoral quando envolve agentes políticos e provoca manifestações públicas de partidos e candidatos.
No discurso de Tássio Brito, o episódio funciona como elemento para discutir não somente a atuação de Diego Castro, mas também a relação dos grupos que disputam o Governo da Bahia com educação, estudantes e universidade pública.
A estratégia política consiste em converter a ausência de manifestação de ACM Neto em objeto de cobrança pública e, simultaneamente, associar o adversário a um antecedente histórico envolvendo seu avô, Antônio Carlos Magalhães.








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