O presidente da Câmara Municipal de Feira de Santana, vereador Marcos Lima, colocou o papel institucional do Poder Legislativo no centro de seu pronunciamento durante a solenidade realizada nesta segunda-feira (17/08/2026) para marcar a assinatura da ordem de serviço do novo Hospital Municipal, na Avenida Maria Quitéria. Diante do prefeito José Ronaldo de Carvalho, vereadores, secretários, profissionais de saúde e representantes da sociedade civil, o parlamentar afirmou que a implantação da unidade representa uma resposta concreta a uma antiga demanda por ampliação da assistência hospitalar no município e destacou que a Câmara participou diretamente da construção jurídica necessária à Parceria Público-Privada (PPP) que viabilizou o empreendimento.
Marcos Lima apresenta hospital como resposta à demanda por atendimento hospitalar
Em sua manifestação, Marcos Lima procurou afastar a leitura da solenidade como um ato meramente administrativo. Para o presidente do Legislativo feirense, a assinatura da ordem de serviço representa o início de uma nova etapa para a saúde pública municipal.
O vereador relacionou a construção do hospital às dificuldades enfrentadas por moradores que dependem da regulação, das internações hospitalares e de procedimentos que nem sempre estão disponíveis no próprio município.
“Não se trata apenas da assinatura da ordem de serviço. Estamos dando início a um passo concreto para a realização de um antigo sonho de Feira de Santana, a construção de um hospital municipal geral.”
Marcos Lima afirmou que, ao longo dos anos, parte da população precisou enfrentar filas ou deslocar-se para outras unidades em busca de atendimento. Na avaliação apresentada pelo vereador, o futuro equipamento deve ser compreendido pela capacidade de alterar essa realidade, especialmente nos momentos em que pacientes e familiares dependem da estrutura hospitalar pública.
O presidente da Câmara usou exemplos de situações cotidianas para traduzir o impacto esperado da unidade: mães que procuram atendimento para os filhos, idosos que necessitam de assistência próxima e famílias que enfrentam períodos de angústia quando um de seus integrantes precisa ser internado.
Segundo ele, a dimensão social da obra é maior do que seus componentes físicos.
“Quando falamos na construção de um hospital municipal geral, estamos falando muito mais de concreto, paredes, equipamentos e leitos. Estamos falando de vida.”
Câmara autorizou modelo de PPP
Marcos Lima reservou parte significativa do pronunciamento para destacar o papel desempenhado pela Câmara Municipal na estruturação institucional do projeto.
O presidente lembrou que, quando o Executivo encaminhou a proposta de implantação do Hospital Municipal de Feira de Santana por meio de uma PPP, coube ao Legislativo analisar, debater e autorizar o modelo.
Na avaliação do vereador, essa participação demonstra que o Poder Legislativo não pode restringir sua atuação à fiscalização dos atos do Executivo e à produção de leis. Segundo ele, decisões relacionadas ao futuro da cidade também exigem posicionamento institucional dos vereadores.
“Quando o Executivo apresentou a proposta para viabilizar a realização deste empreendimento por meio de uma parceria público-privada, a PPP, a Câmara Municipal debateu, analisou e autorizou a parceria.”
Marcos Lima afirmou que a autorização foi concedida porque os vereadores compreenderam que o investimento em saúde possui repercussão direta sobre a qualidade de vida da população.
O parlamentar também reconheceu a atuação dos vereadores e vereadoras que participaram da tramitação do projeto, atribuindo ao conjunto da Casa Legislativa responsabilidade na decisão que permitiu o avanço da iniciativa.
“Houve planejamento, houve discussão, houve decisão, houve responsabilidade.”
A afirmação reforça a tentativa do presidente de apresentar a construção do hospital como um projeto que não pertence exclusivamente ao Executivo municipal, mas que passou por uma decisão institucional do Legislativo.
Presidente da Câmara relaciona hospital ao crescimento de Feira de Santana
Outro eixo da fala foi a relação entre a expansão urbana e econômica de Feira de Santana e a necessidade de ampliação da infraestrutura pública de saúde.
Marcos Lima afirmou que o crescimento populacional e econômico da cidade exige uma correspondente evolução dos serviços públicos, especialmente em áreas de alta demanda, como a assistência hospitalar.
Na avaliação apresentada durante o evento, a estrutura de saúde precisa acompanhar o desenvolvimento do município e responder às transformações ocorridas ao longo dos últimos anos.
“Nossa população cresceu, nossa economia cresceu, nossa cidade se desenvolveu e a nossa estrutura de saúde também precisa acompanhar esse crescimento.”
O argumento associa a implantação do hospital não apenas a uma demanda emergencial, mas a uma questão estrutural de planejamento urbano e administrativo.
Para Marcos Lima, a unidade deve representar uma nova etapa da assistência pública municipal, com capacidade de ampliar a resposta oferecida aos moradores de Feira de Santana.
Vereador reconhece decisão de José Ronaldo e trabalho da Secretaria de Saúde
Embora tenha concentrado seu discurso na responsabilidade institucional da Câmara, Marcos Lima também atribuiu ao prefeito José Ronaldo a decisão política de colocar o projeto em execução.
O presidente do Legislativo mencionou ainda o secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos, e os servidores envolvidos na preparação e implantação do empreendimento.
Em seu pronunciamento, o vereador afirmou que o momento deveria ser registrado na história administrativa do município por representar o início de uma intervenção com repercussão direta sobre a rede pública.
Marcos Lima relacionou a decisão do prefeito ao compromisso de ampliar a infraestrutura da saúde e afirmou que Executivo e Legislativo possuem funções distintas, mas complementares, na condução do projeto.
“A Câmara Municipal fez a sua parte”
Na parte final do discurso, o presidente da Câmara sintetizou o posicionamento institucional que procurou defender ao longo da solenidade.
“A Câmara Municipal fez a sua parte, a Prefeitura está fazendo a sua e agora vamos todos trabalhar para que Feira de Santana receba o hospital que o nosso povo merece.”
A declaração delimita, ao mesmo tempo, uma conquista política e uma responsabilidade futura.
A autorização legislativa da PPP e a assinatura da ordem de serviço encerram apenas as etapas iniciais do empreendimento. A partir da execução, a Câmara Municipal também passa a ter a responsabilidade institucional de acompanhar a implantação, fiscalizar os atos do Executivo dentro de suas competências e observar o cumprimento das obrigações relacionadas ao projeto.
Hospital é apresentado como novo capítulo da saúde municipal
Marcos Lima encerrou o pronunciamento afirmando que a obra deve ser vista como um marco para a saúde pública de Feira de Santana.
O parlamentar dirigiu mensagens aos trabalhadores que participarão da construção, aos profissionais que futuramente atuarão na unidade e à população que deverá utilizar os serviços.
Para o presidente da Câmara, o início do empreendimento representa mais do que a implantação física de uma unidade hospitalar.
“Começa a construção de um hospital, mas, acima de tudo, começa a construção de um novo capítulo na saúde pública de Feira de Santana.”








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