AtlasIntel: Jerônimo tem 52,6% e ACM Neto 46,8% no recorte de Barreiras, Guanambi e Vitória da Conquista; Bahia registra empate

Divulgada nesta quinta-feira (03/09/2026), a pesquisa AtlasIntel/A Tarde indica que Jerônimo Rodrigues (PT) alcança 52,6% das intenções de voto no agrupamento formado por Barreiras, Guanambi e Vitória da Conquista, enquanto ACM Neto (União Brasil) registra 46,8% no principal cenário para o Governo da Bahia. No resultado estadual, porém, Neto aparece com 49,1%, e Jerônimo, com 47,9%, configurando empate técnico diante da margem de erro de dois pontos percentuais.

O levantamento reuniu 1.804 respondentes entre 28/08 e 02/09/2026, mediante recrutamento digital aleatório pelo método Atlas RDR. O nível de confiança informado é de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob os números BA-08891/2026 e BR-07739/2026.

O relatório classifica Barreiras, Guanambi e Vitória da Conquista em um único segmento denominado “mesorregião”. Os dados não estão separados por município e, portanto, não permitem afirmar qual seria o desempenho individual dos candidatos em cada uma das três cidades.

Jerônimo registra 52,6% no principal cenário regional

No primeiro cenário para o Governo da Bahia, Jerônimo Rodrigues alcança 52,6% no agrupamento formado por Barreiras, Guanambi e Vitória da Conquista. ACM Neto aparece com 46,8%, uma diferença nominal de 5,8 pontos percentuais.

Ronaldo Mansur (PSOL) registra 0,3%. Aroldo Félix e Estêvão aparecem com 0%, enquanto votos brancos ou nulos representam 0,1% e os indecisos, 0,3%.

No segundo cenário, em que Ariel Capistrano aparece no lugar de Estêvão, Jerônimo marca 52,7%, contra 44% de ACM Neto. Ronaldo Mansur tem 0,3%, brancos e nulos somam 0,1% e os indecisos chegam a 3%.

  • 1º turno — cenário 1: Jerônimo Rodrigues 52,6%; ACM Neto 46,8% — vantagem de 5,8 pontos percentuais para Jerônimo.
  • 1º turno — cenário 2: Jerônimo Rodrigues 52,7%; ACM Neto 44% — vantagem de 8,7 pontos percentuais para Jerônimo.
  • 2º turno: Jerônimo Rodrigues 52,6%; ACM Neto 46,8% — vantagem de 5,8 pontos percentuais para Jerônimo.

Na simulação de segundo turno, os percentuais dos dois principais concorrentes repetem o resultado do primeiro cenário: Jerônimo aparece com 52,6%, e Neto, com 46,8%. Brancos e nulos somam 0,3%, mesmo percentual dos entrevistados que não souberam responder.

Os três cenários indicam vantagem nominal do governador no agrupamento regional. A ausência de margem de erro específica para esse segmento, entretanto, impede determinar se as diferenças possuem significância estatística própria.

Resultado estadual coloca ACM Neto e Jerônimo em empate técnico

No conjunto da Bahia, a disputa apresenta um cenário mais equilibrado. ACM Neto registra 49,1% no primeiro cenário, enquanto Jerônimo Rodrigues alcança 47,9%. A diferença de 1,2 ponto percentual está dentro da margem de erro estadual.

Ronaldo Mansur aparece com 1,2%, os votos brancos ou nulos somam 1,6% e os indecisos representam 0,2%. Considerados apenas os votos válidos, Neto marca 50%, Jerônimo tem 48,7% e Mansur registra 1,2%.

No segundo cenário, ACM Neto alcança 48,8%, e Jerônimo, 47,5%. Mansur tem 1,1%, Aroldo Félix aparece com 0,1%, brancos e nulos somam 1,6% e os indecisos, 0,9%.

A simulação estadual de segundo turno apresenta diferença ainda menor. Neto registra 49,2%, contra 48,6% de Jerônimo. Nos votos válidos, os percentuais são de 50,3% para o candidato do União Brasil e 49,7% para o governador.

Aprovação regional de Jerônimo chega a 53%

A avaliação do Governo da Bahia acompanha a distribuição das intenções de voto no agrupamento de Barreiras, Guanambi e Vitória da Conquista. Segundo a pesquisa, 53% dos entrevistados desse segmento aprovam o desempenho de Jerônimo Rodrigues, 45% desaprovam e 2% não souberam responder.

Na avaliação qualitativa, 47% classificam a administração estadual como ótima ou boa. Outros 13% consideram o desempenho regular, enquanto 40% avaliam o governo como ruim ou péssimo.

Quando questionados sobre a recondução do governador, 52,6% afirmam que Jerônimo merece ser reeleito. Outros 44,4% consideram que ele não merece um novo mandato, e 3% não apresentaram opinião.

No resultado estadual, o governador tem 48% de aprovação e 46% de desaprovação. A avaliação qualitativa registra 44% de ótimo ou bom, 14% de regular e 42% de ruim ou péssimo.

A pergunta sobre a reeleição também apresenta divisão estadual: 48% consideram que Jerônimo merece ser reconduzido, 47,7% discordam e 4,3% não souberam responder.

Maioria do agrupamento considera que Bahia segue por bom caminho

No recorte formado pelas três cidades, 51% dos entrevistados afirmam que a Bahia segue por um bom caminho. Outros 47% avaliam que o estado está no caminho errado, enquanto 2% não souberam responder.

A avaliação sobre o Brasil segue direção diferente. Para 45% do segmento, o país está em um bom caminho; 53% consideram que segue por um caminho ruim e 2% não manifestaram posição.

No resultado estadual, as avaliações sobre a Bahia estão empatadas: 47% apontam um bom caminho, outros 47% indicam um caminho ruim e 6% não souberam responder. Em relação ao Brasil, 53% fazem avaliação positiva dos rumos nacionais, 45% avaliam negativamente e 3% não apresentaram opinião, conforme os percentuais arredondados do relatório.

Lula lidera recorte presidencial, mas Flávio Bolsonaro amplia votação

Na disputa presidencial, Lula (PT) aparece com 49,2% no agrupamento de Barreiras, Guanambi e Vitória da Conquista. Flávio Bolsonaro (PL) registra 34,9%, diferença nominal de 14,3 pontos percentuais.

O escritor Augusto Cury (Avante) aparece com 13,2%, percentual superior aos 7,5% registrados por ele no conjunto da Bahia. Renan Santos (Missão) marca 1,8%, e Ronaldo Caiado (PSD), 0,6%. Votos brancos ou nulos representam 0,1%, e os indecisos, 0,2%.

No cenário estadual, Lula alcança 52,8%, enquanto Flávio Bolsonaro tem 24,4%. Augusto Cury registra 7,5%, Ronaldo Caiado aparece com 5,5% e Renan Santos, com 4%. Os indecisos somam 4,3%, e brancos ou nulos, 0,8%.

A comparação mostra que Lula permanece na liderança dentro do agrupamento regional, mas Flávio Bolsonaro e Augusto Cury apresentam percentuais superiores aos respectivos resultados estaduais.

Lula lidera todas as simulações de segundo turno

Na simulação entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente registra 49,9% no agrupamento das três cidades, contra 37,4% do candidato do PL. Brancos, nulos e indecisos somam 12,7%.

Contra Ronaldo Caiado, Lula aparece com 46,9%, enquanto o candidato do PSD alcança 42,5%. O grupo formado por votos brancos, nulos e entrevistados sem opinião representa 10,6%.

Na disputa com Romeu Zema, Lula registra 46,9%, contra 32,7% do adversário. Brancos, nulos e indecisos chegam a 20,4%. Diante de Renan Santos, o presidente marca 47%, enquanto o candidato do Missão alcança 27% e as respostas sem escolha definida somam 26,1%.

No conjunto estadual, Lula também lidera todas as simulações. Seus percentuais variam de 56,8% a 58,1%, enquanto os adversários registram entre 24,4% e 33%.

Rui Costa lidera disputa pelo Senado no agrupamento

No consolidado do primeiro e do segundo votos para o Senado, Rui Costa (PT) aparece na liderança do segmento regional com 27,9%. João Roma (PL) ocupa a segunda posição, com 21,1%.

Jaques Wagner (PT) e Angelo Coronel (Republicanos) registram 16,9% cada. A professora Delliana aparece com 5,2%, enquanto Marcelo Carvalho marca 1,1%.

Votos brancos ou nulos representam 8,6%, e os entrevistados que não souberam responder somam 2,3%.

No resultado estadual consolidado, Rui Costa registra 28,2%, Jaques Wagner aparece com 23,7%, João Roma alcança 18,3% e Angelo Coronel marca 16%.

A principal diferença está na segunda posição. Wagner ocupa esse lugar no resultado estadual, mas João Roma aparece numericamente à frente no agrupamento de Barreiras, Guanambi e Vitória da Conquista.

Avaliação dos prefeitos não é apresentada individualmente

A pesquisa também perguntou aos participantes se aprovavam o desempenho do “prefeito da sua cidade”. No agrupamento regional, 51% responderam que aprovam, 42% desaprovam e 7% não souberam responder.

Na avaliação qualitativa, 41% classificam o desempenho do gestor municipal como ótimo ou bom. Outros 34% consideram a administração regular, e 25% avaliam como ruim ou péssima.

Como Barreiras, Guanambi e Vitória da Conquista estão reunidas em uma única coluna, esses índices não podem ser atribuídos separadamente aos prefeitos dos três municípios. O documento também não identifica nominalmente os gestores na formulação da pergunta ou na apresentação dos resultados.

Criminalidade e saúde são os principais problemas estaduais

A criminalidade é apontada como um dos maiores problemas da Bahia por 82% dos participantes, o maior percentual do levantamento. O acesso à saúde ocupa a segunda posição, com 52,3%.

Na sequência aparecem qualidade da educação, com 21,8%; violência contra a mulher, com 19,5%; corrupção, com 17,9%; violência policial, com 10,8%; e inflação ou preços em alta, com 10,1%.

Esse módulo apresenta somente o resultado estadual. Não há cruzamento específico que permita identificar quais problemas foram mais citados pelos entrevistados do agrupamento formado por Barreiras, Guanambi e Vitória da Conquista.

Imagem e rejeição permanecem equilibradas entre os candidatos

No conjunto da Bahia, Jerônimo Rodrigues tem imagem positiva para 48% dos entrevistados, negativa para 46% e não é avaliado por 6%. ACM Neto registra 45% de imagem positiva, 47% de negativa e 9% de participantes sem opinião.

A rejeição eleitoral dos dois concorrentes também aparece em patamares semelhantes. Jerônimo é citado por 41,5% dos entrevistados quando a pesquisa pergunta em qual político não votariam de jeito nenhum. ACM Neto registra 41,1%.

O relatório não apresenta cruzamentos regionais para os módulos de imagem e rejeição. Consequentemente, não é possível atribuir esses índices ao agrupamento das três cidades.

Metodologia e limites da pesquisa

A população-alvo do levantamento é o eleitorado da Bahia. A AtlasIntel informa que utilizou o método Random Digital Recruitment — RDR, no qual os participantes são recrutados durante a navegação na internet em territórios geolocalizados.

Segundo a nota metodológica, as amostras são pós-estratificadas por variáveis como sexo, idade, escolaridade, renda, região e comportamento eleitoral anterior. O agrupamento de Barreiras, Guanambi e Vitória da Conquista corresponde a 23% do perfil regional divulgado para a amostra.

Salvador representa 27,8%; Santo Antônio de Jesus, Ilhéus e Itabuna somam 18,2%; Juazeiro, Paulo Afonso e Irecê respondem por 15,6%; e Feira de Santana representa 15,4%.

A margem de erro de dois pontos percentuais refere-se à amostra estadual de 1.804 respondentes. O documento não informa o número absoluto de participantes, a margem específica nem o intervalo de confiança do agrupamento formado pelas três cidades.

Essa limitação impede tratar os percentuais como pesquisas municipais ou aplicar automaticamente a margem estadual aos cruzamentos regionais. O relatório também não esclarece se o agrupamento compreende exclusivamente os três municípios mencionados ou áreas adicionais associadas a eles.

Análise da Pesquisa

Os dados revelam uma correspondência entre intenção de voto e avaliação administrativa no agrupamento de Barreiras, Guanambi e Vitória da Conquista. Jerônimo Rodrigues lidera nominalmente os cenários eleitorais, registra aprovação superior à desaprovação e recebe apoio majoritário à reeleição. A percepção de que a Bahia segue por um bom caminho também supera, por margem menor, a avaliação negativa.

O comportamento presidencial, entretanto, mostra um ambiente eleitoral mais competitivo do que a média estadual. Lula lidera, mas Flávio Bolsonaro registra 34,9%, percentual 10,5 pontos superior ao resultado obtido pelo candidato do PL no conjunto da Bahia. Em eventual confronto entre Lula e Ronaldo Caiado, a diferença regional cai para 4,4 pontos percentuais, embora a ausência de margem específica não permita afirmar vantagem estatisticamente consolidada.

A principal limitação do material está na agregação de três municípios com realidades eleitorais potencialmente distintas. O desempenho conjunto não demonstra que Jerônimo vence separadamente em Barreiras, Guanambi e Vitória da Conquista, assim como os índices atribuídos ao “prefeito da sua cidade” não representam avaliações individualizadas dos gestores municipais. Qualquer desagregação exigirá acesso ao banco de dados, à distribuição dos respondentes e aos intervalos de confiança próprios.

A relevância pública do levantamento está em identificar uma vantagem nominal governista dentro de um agrupamento que representa 23% do perfil regional da amostra, ao mesmo tempo em que a disputa estadual permanece empatada. AtlasIntel, veículos responsáveis pela divulgação, campanhas, partidos e Justiça Eleitoral deverão assegurar transparência metodológica, enquanto novos levantamentos serão necessários para verificar se o padrão se mantém e como os votos estão efetivamente distribuídos entre as três cidades.


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