O escritor e articulista Joaci Góes publicou nesta quinta-feira (10/09/2026), no jornal Tribuna da Bahia, em Salvador, o artigo originalmente intitulado “Perderam, Manés!”, no qual apresenta uma crítica severa ao funcionamento das instituições brasileiras, especialmente ao Supremo Tribunal Federal (STF), ao Governo Lula, à cúpula da Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR), ao mesmo tempo em que relaciona suas avaliações políticas aos desdobramentos envolvendo o Banco Master e Daniel Vorcaro. O texto também cobra divulgação de informações sobre gastos públicos e encontros atribuídos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o banqueiro. As acusações formuladas pelo autor, porém, aparecem no conteúdo fornecido como opiniões e alegações, sem apresentação, no próprio artigo, de documentos capazes de comprovar responsabilidade criminal das pessoas mencionadas.
Educação abre artigo antes de crítica às instituições
Joaci Góes inicia o artigo com uma defesa da educação como instrumento de transformação econômica e social. A reflexão é dedicada ao médico-pesquisador Fábio Vilas-Boas.
“A educação é o caminho mais curto entre a pobreza e a prosperidade; o atraso e o desenvolvimento”, afirma o autor, acrescentando que a formação educacional também seria elemento essencial para superar uma sociedade marcada pela violência e pela desigualdade.
A partir desse ponto, entretanto, o texto abandona o campo educacional e passa a desenvolver uma crítica política e institucional de forte teor opinativo. Góes sustenta que integrantes dos Três Poderes da República teriam estabelecido relações destinadas, em sua interpretação, à obtenção de vantagens próprias e à proteção de aliados.
Alexandre de Moraes ocupa posição central nas críticas
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, é um dos principais personagens do artigo. Joaci Góes utiliza linguagem contundente para questionar a atuação do magistrado e relaciona sua situação política e institucional aos acontecimentos envolvendo o Banco Master.
Para reforçar sua argumentação sobre os efeitos do exercício do poder, o articulista recorre ao pensador norte-americano Robert G. Ingersoll (1833–1889) e reproduz uma frase atribuída a ele em 1883, durante manifestação sobre Abraham Lincoln: “se você quiser testar o caráter de alguém, dê-lhe poder”.
Góes dirige críticas particularmente severas a Moraes e chega a defender seu afastamento e prisão. Essa posição constitui opinião do articulista. O conteúdo apresentado não contém decisão judicial, denúncia criminal ou outro elemento documental que sustente, por si só, a responsabilização penal defendida pelo autor.
Caso Banco Master é usado como eixo da argumentação
O Banco Master e Daniel Vorcaro aparecem no centro da interpretação apresentada por Joaci Góes sobre a atual crise institucional. O autor afirma que as relações atribuídas ao banqueiro alcançariam pessoas situadas em diferentes esferas do poder público.
Góes associa essas relações a Alexandre de Moraes, ao procurador-geral da República Paulo Gonet, ao diretor-geral da Polícia Federal Andrei Rodrigues e a integrantes do Governo Federal. Também menciona negócios envolvendo pessoas ligadas ao ministro do STF.
André Mendonça e Andrei Rodrigues entram no confronto descrito pelo autor
Outro núcleo do artigo envolve o ministro André Mendonça, do STF, e Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal. Joaci Góes menciona decisão atribuída a Mendonça envolvendo a direção da PF e interpreta o episódio como parte de uma disputa interna nas instituições responsáveis pela investigação do caso Master.
O articulista critica o que considera uma utilização política da cúpula da Polícia Federal, embora faça uma ressalva em relação a integrantes mais jovens da corporação, aos quais atribui a preservação do propósito de atuação em favor do Estado.
O ministro Flávio Dino também é citado. Segundo Góes, observadores do STF considerariam Dino um possível sucessor político e institucional de Moraes dentro do grupo que o articulista identifica como próximo ao governo.
Governo Lula é alvo de críticas e cobranças
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os governos do Partido dos Trabalhadores (PT) recebem críticas diretas de Joaci Góes. O articulista associa administrações petistas a episódios de corrupção e avalia negativamente os três mandatos presidenciais de Lula.
Na parte final, porém, o autor desloca o foco das avaliações políticas para questionamentos objetivos relacionados à transparência pública. Góes pergunta por que não seriam divulgados os gastos mensais realizados por meio do cartão corporativo presidencial e cobra esclarecimentos sobre encontros atribuídos a Lula com Daniel Vorcaro fora da agenda oficial.
“Por que não se publicam os gastos mensais com o cartão corporativo de Lula?”, questiona.
Em seguida, o articulista pede informações sobre datas, participantes e circunstâncias de reuniões que afirma terem ocorrido entre o presidente e o empresário.
Artigo relaciona encontros a negócios do Banco Master
Joaci Góes sustenta que encontros atribuídos ao presidente Lula com Vorcaro teriam antecedido ou acompanhado uma expansão das relações do banqueiro com agentes públicos e privados.
Nesse trecho, menciona a aquisição, pelo Banco de Brasília (BRB), de papéis ligados ao Master, além de contratos que atribui a integrantes ou pessoas relacionadas ao poder público.








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