Rui Costa chama ACM Neto de líder do bolsonarismo na Bahia e questiona alianças da oposição em ato em Euclides da Cunha

No domingo (27/09/2026), durante agenda política em Euclides da Cunha, o candidato ao Senado Rui Costa (PT) afirmou que ACM Neto (União Brasil), candidato ao Governo da Bahia, exerce a liderança do campo político associado ao bolsonarismo no estado. A declaração foi feita no contexto da disputa eleitoral baiana e teve como argumento central a composição da chapa oposicionista e o histórico de críticas de ACM Neto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo Rui Costa, ACM Neto procura ampliar sua interlocução com eleitores que apoiam Lula ao mesmo tempo em que mantém alianças estaduais com setores situados no campo da direita. O candidato petista afirmou que o ex-prefeito de Salvador passou parte do atual mandato presidencial fazendo críticas ao governo federal e que, durante a campanha, estaria procurando evitar uma identificação política que pudesse limitar seu desempenho entre eleitores lulistas. A interpretação foi apresentada por Rui como parte do confronto eleitoral entre as duas chapas.

A crítica ocorre em uma disputa na qual ACM Neto lidera a chapa de oposição ao Governo da Bahia, tendo Zé Cocá (PP) como candidato a vice-governador e João Roma (PL) e Angelo Coronel (Republicanos) como candidatos ao Senado. A composição foi oficializada durante convenção realizada em Salvador em julho de 2026.

Rui Costa relaciona composição da chapa de ACM Neto ao bolsonarismo

Ao sustentar sua declaração, Rui Costa citou João Roma e Angelo Coronel como integrantes da articulação política conduzida por ACM Neto. Roma, presidente estadual do PL, integra a disputa pelas duas vagas ao Senado ao lado de Coronel. Para Rui, a presença desses candidatos na chapa demonstra a inserção da candidatura de ACM Neto em um bloco político distinto daquele liderado por Lula e pelo PT na Bahia.

A caracterização de ACM Neto como representante do bolsonarismo é uma posição política defendida por Rui Costa durante a campanha, e não uma classificação institucional. Em declaração semelhante feita anteriormente, Rui já havia associado a chapa oposicionista ao bolsonarismo e afirmado que seus integrantes mantinham oposição política ao governo Lula.

A chapa oposicionista reúne partidos de diferentes origens e trajetórias políticas. Na convenção que oficializou a candidatura de ACM Neto, a coligação foi apresentada com participação da Federação União Brasil/PP, PL, Federação PSDB/Cidadania, Republicanos, Novo, Federação Solidariedade/PRD e Podemos. João Roma concorre pelo PL, enquanto Angelo Coronel disputa o Senado pelo Republicanos.

Rui Costa contrapõe alianças estaduais e relação com Lula

Durante a manifestação em Euclides da Cunha, Rui Costa também destacou sua relação política com o presidente Lula e procurou estabelecer um contraste entre as duas coalizões que disputam o Governo da Bahia. O candidato afirmou que o eleitor deve considerar o histórico das alianças construídas pelos candidatos e suas relações com o governo federal ao decidir o voto.

Rui também mencionou investimentos federais em infraestrutura, saúde e educação e afirmou que, enquanto integrou o governo Lula, acompanhou a retomada de intervenções públicas no interior da Bahia. A declaração foi apresentada pelo candidato como parte do argumento eleitoral de que a articulação entre os governos federal e estadual teria produzido resultados para os municípios baianos.

A relação entre as campanhas estadual e presidencial constitui um dos componentes da disputa de 2026. No campo governista baiano, a convenção realizada em 1º de agosto de 2026 oficializou Jerônimo Rodrigues (PT) como candidato à reeleição, Geraldo Júnior como vice e Jaques Wagner e Rui Costa para as duas vagas ao Senado. O ato contou com a participação de Lula e formalizou uma coalizão estadual em torno da candidatura petista.

Chapa governista vincula campanha estadual à reeleição de Lula

Na disputa nacional, Lula concorre à reeleição pelo PT, tendo Geraldo Alckmin (PSB) como candidato a vice-presidente. O registro da chapa foi validado pela Justiça Eleitoral em setembro.

Na Bahia, a campanha governista apresenta uma articulação conjunta entre as candidaturas de Jerônimo Rodrigues, Rui Costa e Jaques Wagner e a candidatura presidencial de Lula. Rui disputa uma das duas vagas ao Senado, enquanto Wagner busca permanecer na Casa. A estratégia foi formalizada durante a convenção da aliança estadual realizada em Salvador.

Ao encerrar sua manifestação em Euclides da Cunha, Rui Costa pediu que os eleitores avaliem o histórico político e as alianças das candidaturas. O posicionamento reforça uma das linhas de confronto adotadas pela campanha governista na reta final das Eleições 2026: associar a candidatura de ACM Neto ao campo político da direita e, paralelamente, apresentar a chapa liderada por Jerônimo Rodrigues como vinculada ao projeto nacional de Lula.


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