Nesta quarta-feira (14/10/2026), a mobilização em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entrou em nova etapa depois de manifestações realizadas na terça-feira (13) em pelo menos 11 capitais brasileiras, com milhares de participantes em algumas das maiores concentrações, enquanto entidades estudantis intensificam atos, assembleias e atividades de rua até a votação de 25/10/2026. As mobilizações ocorrem após Flávio Bolsonaro (PL) terminar o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, diante de 45,16% de Lula, e combinam campanha eleitoral, defesa de pautas educacionais, busca por eleitores que se abstiveram e tentativa de ampliar a participação da juventude no segundo turno. A dimensão eleitoral das manifestações, entretanto, exige uma distinção: não há estimativa nacional independente e consolidada do público presente nem evidência de que todas as atividades tenham a mesma organização partidária ou estudantil.
Atos alcançam 11 capitais de todas as regiões do país
As manifestações de terça-feira foram registradas em Brasília, São Paulo, Porto Alegre, Natal, Fortaleza, Aracaju, Florianópolis, Teresina, Belém, Vitória e Campo Grande, ampliando uma sequência de mobilizações iniciada nos primeiros dias posteriores ao primeiro turno presidencial.
Em Brasília, milhares de pessoas concentraram-se a partir das 16h no Museu da República e avançaram pela Esplanada dos Ministérios. Entre os participantes estava o ex-governador do Distrito Federal e ex-ministro do Esporte Agnelo Queiroz, eleito deputado federal nas eleições de 2026. A mobilização reuniu estudantes, militantes e apoiadores da candidatura presidencial.
Em São Paulo, o denominado “Ato da Virada” ocorreu sob chuva no Largo da Batata, na zona oeste, e reuniu, entre outros nomes, os ex-ministros Fernando Haddad (PT), Simone Tebet (MDB) e Marina Silva (Rede), além de parlamentares, militantes e representantes de movimentos juvenis. O ator e influenciador João Guilherme, que participou da manifestação, afirmou durante seu discurso: “A gente precisa botar a nossa cara na rua e usar a nossa voz”.
A atividade paulistana ocorreu apenas dois dias depois da manifestação de domingo (11) na Avenida Paulista, marcada pela presença de Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), políticos aliados, organizações estudantis, movimentos sociais e artistas. A cobertura jornalística registrou ocupação de aproximadamente sete quarteirões. A campanha petista divulgou estimativas superiores a um milhão de participantes, mas as fontes consultadas não apresentam uma contagem independente que permita confirmar esse número.
Porto Alegre, Belém e Campo Grande têm participação de movimentos juvenis
Em Porto Alegre, manifestantes concentraram-se na tradicional Esquina Democrática e seguiram em caminhada pelo centro histórico. A mobilização contou com a presença da ex-deputada federal Manuela D’Ávila (PSOL) e do ex-governador Tarso Genro (PT). Registros divulgados pelos organizadores e reproduzidos pela imprensa indicaram participação de milhares de pessoas.
Em Belém, o ato ocorreu na região do Porto Futuro e da Avenida Doca de Souza Franco, com participação de organizações da juventude, integrantes do movimento estudantil, lideranças políticas e atrações culturais.
No Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, a mobilização teve organização de estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Também foram registradas manifestações em Natal, Fortaleza, Aracaju, Teresina, Vitória e Florianópolis.
O caráter dos atos não foi uniforme. Parte deles teve protagonismo de organizações estudantis; outros reuniram partidos, movimentos sociais, políticos eleitos, artistas e grupos independentes de apoiadores. A convergência está no apoio declarado à candidatura de Lula no segundo turno, não necessariamente em uma coordenação administrativa única.
UNE transforma apoio eleitoral em campanha nacional organizada
A participação estudantil passou a adquirir estrutura nacional depois que a União Nacional dos Estudantes (UNE) decidiu, em 06/10/2026, apoiar oficialmente a reeleição de Lula e lançou a campanha “Estudantes com Lula”, com atividades previstas até 24 de outubro, véspera da votação.
A estratégia anunciada envolve assembleias em universidades, plenárias, caminhadas, panfletagens, atividades em escolas e aproximação com eleitores fora dos ambientes educacionais. A União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e diferentes coletivos estaduais e locais também passaram a integrar as mobilizações.
Em levantamento divulgado em 08/10, a presidente da UNE, Bianca Borges, informou que mais de 60 assembleias e pelo menos 20 atos haviam sido convocados desde o início daquela semana. Registros posteriormente consolidados pelo Jornal Grande Bahia indicavam mais de 70 mobilizações anunciadas e atividades distribuídas por pelo menos 16 estados e pelo Distrito Federal.
Ao formalizar sua posição, a UNE associou o apoio eleitoral a reivindicações relacionadas a orçamento universitário, assistência e permanência estudantil, expansão da educação pública e continuidade de políticas destinadas aos estudantes.
Em nota reproduzida pela imprensa, a entidade afirmou: “Onde houver ameaça à democracia, deve haver movimento estudantil mobilizado”. Trata-se do posicionamento político da própria organização estudantil, e não de uma avaliação independente sobre as candidaturas.
Rio abriu sequência de manifestações com milhares de estudantes
Uma das primeiras grandes mobilizações do atual ciclo ocorreu em 07/10/2026, quando milhares de estudantes secundaristas, universitários e trabalhadores concentraram-se diante da Igreja da Candelária, no centro do Rio de Janeiro, e caminharam em direção à Cinelândia.
Além do apoio a Lula, participantes defenderam educação pública gratuita, fortalecimento de universidades e institutos federais, assistência estudantil, manutenção do programa Pé-de-Meia e o fim da escala de trabalho 6×1.
No dia seguinte, 08/10, a Agência Brasil registrou manifestações em pelo menos 13 estados e no Distrito Federal. Em São Paulo, houve atividades na Faculdade Cásper Líbero, no Mackenzie e na Praça Roosevelt; no Distrito Federal, estudantes mobilizaram-se na Universidade de Brasília. Também foram registrados atos em Minas Gerais, Paraíba, Maranhão, Piauí, Bahia, Mato Grosso do Sul, Sergipe, Rio Grande do Sul, Ceará, Amapá e Paraná.
Em 12/10, nova manifestação ocupou parte da Avenida Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro. O evento, sem a presença de Lula, reuniu milhares de apoiadores ao longo de aproximadamente sete quarteirões, segundo a cobertura jornalística.
Salvador e Feira de Santana integram mobilização estudantil na Bahia
Na Bahia, o Jornal Grande Bahia (JGB) já havia identificado atividades vinculadas ao movimento estudantil em Salvador e Feira de Santana durante a primeira semana do segundo turno.
Em Salvador, estudantes concentraram-se em 07/10 na Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia (UFBA), no Canela, e realizaram caminhada pelas regiões do Canela, Graça e Vitória. A vice-reitora Jamile Borges atribuiu a iniciativa às próprias lideranças estudantis, elemento importante para diferenciar a manifestação dos estudantes de uma eventual ação institucional da universidade.
Em Feira de Santana, diretórios e centros acadêmicos da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) organizaram rodas de conversa, debates de conjuntura e atividades relacionadas ao segundo turno.
O município possui peso específico na estratégia estadual. No primeiro turno, Lula recebeu 194.272 votos, ou 57,13% dos válidos, em Feira de Santana, enquanto Flávio Bolsonaro obteve 121.727 votos, ou 35,80%.
A mobilização eleitoral na Bahia também passou a envolver estruturas partidárias mais amplas. Na terça-feira (13), o governador reeleito Jerônimo Rodrigues (PT) reuniu representantes de 10 partidos e mais de 70 parlamentares em uma articulação suprapartidária de apoio à reeleição presidencial.
Resultado do primeiro turno explica disputa pela mobilização das ruas
A intensificação dos atos ocorre porque o segundo turno começou depois de uma diferença relativamente estreita no resultado nacional.
Com a totalização concluída, Flávio Bolsonaro obteve 56.104.503 votos, correspondentes a 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula recebeu 53.879.538 votos, ou 45,16%. A distância foi de aproximadamente 2,225 milhões de votos, equivalente a 1,87 ponto percentual.
Esse resultado torna politicamente relevantes três segmentos: os eleitores que apoiaram candidatos eliminados no primeiro turno, aqueles que votaram em branco ou anularam o voto e, principalmente, os que não compareceram.
A abstenção alcançou 33,4 milhões de pessoas, equivalentes a 21,08% do eleitorado. O Brasil tinha aproximadamente 158,7 milhões de eleitores aptos, dos quais cerca de 125,2 milhões compareceram. O índice de ausência foi o maior registrado em um primeiro turno presidencial desde 1998.
Também foram computados aproximadamente 2,3 milhões de votos brancos e 3,67 milhões de votos nulos para presidente.
A dimensão do contingente ausente ajuda a explicar por que as campanhas e organizações que apoiam os dois candidatos direcionam esforços não apenas à mudança de voto, mas ao comparecimento eleitoral em 25 de outubro.
Pesquisa registra avanço de Lula entre jovens, mas não demonstra efeito causal dos atos
A mobilização estudantil ocorre simultaneamente a uma mudança registrada no segmento mais jovem do eleitorado pela pesquisa BTG/Nexus, divulgada em 13/10/2026 e registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07997/2026.
Segundo o levantamento, Lula passou de 49% para 57% entre os eleitores de 16 a 24 anos na comparação com a pesquisa realizada no fim de setembro. A oscilação de oito pontos supera a margem de erro de seis pontos percentuais calculada especificamente para esse segmento.
A coincidência temporal entre a mudança e as manifestações estudantis não permite concluir, entretanto, que os atos tenham provocado a variação. Pesquisas de intenção de voto identificam associações e mudanças de preferência dentro de suas margens estatísticas, mas não isolam causalmente os fatores responsáveis por essas alterações.
No quadro nacional da mesma pesquisa, Flávio Bolsonaro registrou 48% das intenções de voto e Lula, 45%. Considerados apenas os votos válidos, os percentuais foram de 52% para Flávio e 48% para Lula. O levantamento ouviu 2.002 eleitores com 16 anos ou mais, por telefone, entre 10 e 12 de outubro, nas 27 unidades da Federação, com margem de erro geral de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Pelos limites da margem de erro, o levantamento caracteriza cenário de empate técnico.
Os números representam uma fotografia do período pesquisado, não uma previsão do resultado de 25/10.
Mobilização estudantil combina escolha eleitoral e reivindicações próprias
O atual movimento apresenta duas dimensões que precisam ser consideradas separadamente.
A primeira é explicitamente eleitoral: a UNE, a Ubes e diversas organizações locais optaram por apoiar Lula, transformar esse posicionamento em campanha e tentar convencer ou mobilizar eleitores.
A segunda envolve demandas próprias do movimento estudantil. Financiamento das universidades, permanência, assistência estudantil, expansão do ensino público, ciência, institutos federais e programas de apoio financeiro aos alunos aparecem reiteradamente nas manifestações e documentos das entidades.
Essa sobreposição não permite classificar automaticamente qualquer manifestação realizada dentro ou nas proximidades de universidades como atividade institucional dessas instituições. Os registros disponíveis mostram organizações diferentes — UNE, Ubes, diretórios e centros acadêmicos, coletivos, movimentos sociais e partidos — atuando em graus distintos.
O movimento estudantil brasileiro possui histórico de participação em disputas políticas nacionais, incluindo mobilizações pela redemocratização, Diretas Já e manifestações dos “caras-pintadas” em 1992. Em 2026, contudo, o elemento específico é a transformação de uma organização representativa nacional em agente eleitoral explícito no segundo turno, após decisão formal de sua direção.
Número de manifestantes exige cautela metodológica
Embora reportagens registrem milhares de participantes em Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre e outras cidades, não existe até o momento uma contagem nacional consolidada e independente que permita estabelecer o total de pessoas mobilizadas nos diferentes atos.
Também é necessário distinguir estimativas de organizadores, avaliações de campanhas, registros jornalísticos e medições independentes. As quatro categorias não possuem necessariamente a mesma metodologia.
Do ponto de vista eleitoral, o tamanho de uma manifestação também não pode ser convertido diretamente em intenção de voto. Participantes podem deslocar-se entre municípios, comparecer a mais de um evento ou representar segmentos já politicamente mobilizados.
A relevância objetiva das manifestações está, portanto, menos na possibilidade de projetar votos a partir das multidões e mais na capacidade demonstrada por organizações políticas e sociais de ocupar espaços públicos, produzir comunicação, ativar redes e ampliar ações presenciais durante a reta final da eleição.
Disputa pelas ruas prossegue antes de 25 de outubro
A agenda de mobilizações continuará nos próximos dias. Para quinta-feira (15), movimentos catarinenses anunciaram nova manifestação na região central de Florianópolis, apesar de a capital já ter registrado ato na terça-feira.
No domingo, 18/10, o cantor Caetano Veloso convocou uma manifestação musical em defesa da democracia na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, organizada pelos coletivos 342 Artes e Mídia Ninja. Outras manifestações ligadas à candidatura de Lula também foram anunciadas para a mesma data.
O campo adversário também prepara mobilização de rua. Flávio Bolsonaro convocou para domingo o denominado “Bloquinho do 22”, na Avenida Paulista, às 11h, com participação anunciada do governador reeleito Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do prefeito paulistano Ricardo Nunes (MDB). O candidato classificou o evento como uma “arrancada final para a vitória”.
A realização de manifestações por ambos os campos políticos evidencia que a disputa pela mobilização presencial continuará paralelamente à propaganda eleitoral, aos debates, às campanhas digitais e à busca por eleitores ausentes no primeiro turno.
Linha do tempo dos principais acontecimentos
- 04/10/2026 — Primeiro turno presidencial: Flávio Bolsonaro obtém 47,03% dos votos válidos e Lula, 45,16%. Nenhum alcança maioria absoluta, e a disputa segue para o segundo turno. A abstenção chega a 21,08%, equivalente a aproximadamente 33,4 milhões de eleitores.
- 06/10/2026 — UNE formaliza apoio: a União Nacional dos Estudantes lança a campanha “Estudantes com Lula” e estabelece calendário de assembleias, atos e mobilizações até 24 de outubro.
- 07/10/2026 — Rio, Salvador e outras cidades: milhares participam de caminhada entre Candelária e Cinelândia, no Rio. Em Salvador, estudantes da UFBA realizam manifestação iniciada no Canela. Também são registradas atividades em outras capitais.
- 08/10/2026 — Mobilização nacional se amplia: manifestações estudantis são registradas em pelo menos 13 estados e no Distrito Federal, incluindo atividades em São Paulo, Brasília, Curitiba e outras cidades.
- 09/10/2026 — Atos continuam pelo país: manifestações entram no terceiro dia consecutivo, enquanto entidades estudantis ampliam o calendário de atividades nacionais.
- 11/10/2026 — Avenida Paulista: Lula participa de manifestação em São Paulo com forte presença de jovens, estudantes, artistas, movimentos sociais e políticos aliados; a ocupação se estende por aproximadamente sete quarteirões.
- 12/10/2026 — Copacabana: milhares de apoiadores participam de manifestação na Avenida Atlântica, no Rio de Janeiro, sem a presença do presidente.
- 13/10/2026 — Mobilização alcança 11 capitais: são registrados atos em Brasília, São Paulo, Porto Alegre, Natal, Fortaleza, Aracaju, Florianópolis, Teresina, Belém, Vitória e Campo Grande. Brasília reúne milhares na Esplanada, enquanto São Paulo recebe o “Ato da Virada”.
- 13/10/2026 — Pesquisa BTG/Nexus: levantamento BR-07997/2026 registra Lula com 57% entre eleitores de 16 a 24 anos e Flávio com 52% dos votos válidos no cenário nacional, contra 48% de Lula; a margem geral é de dois pontos percentuais.
- 15/10/2026 — Florianópolis: movimentos sociais anunciam nova manifestação no centro da capital catarinense.
- 18/10/2026 — Rio e São Paulo: apoiadores de Lula programam manifestação em Copacabana, enquanto Flávio Bolsonaro convoca ato na Avenida Paulista.
- 24/10/2026 — Véspera da eleição: termina o calendário anunciado pela UNE para a campanha estudantil nacional.
- 25/10/2026 — Segundo turno: eleitores voltam às urnas para definir a Presidência da República entre Flávio Bolsonaro e Lula.
A expansão das manifestações para pelo menos 11 capitais demonstra que a campanha presidencial deixou de depender exclusivamente das estruturas formais dos partidos e passou a incorporar com maior intensidade organizações estudantis, movimentos sociais, artistas, coletivos e redes de militância. No caso de Lula, a entrada organizada da UNE e da Ubes acrescenta capilaridade em escolas, universidades e entre eleitores jovens. Isso constitui um fato político mensurável pela extensão das atividades, mas não permite concluir, por si só, qual será seu impacto eleitoral.
O principal elemento estrutural por trás dessa estratégia é a combinação entre a diferença de aproximadamente 2,2 milhões de votos registrada no primeiro turno e os 33,4 milhões de eleitores ausentes. O contingente de abstencionistas é cerca de quinze vezes maior que a distância que separou os candidatos. Essa relação matemática explica a centralidade adquirida pela mobilização do comparecimento, mas não significa que os ausentes formem um bloco politicamente homogêneo ou estejam disponíveis para uma única candidatura.
O avanço de Lula entre eleitores de 16 a 24 anos registrado pela BTG/Nexus acrescenta um dado relevante à análise, especialmente porque coincide temporalmente com a ofensiva estudantil. A prudência metodológica, entretanto, impede atribuir causalidade às manifestações: outros fatores de campanha, propostas, propaganda, exposição digital e acontecimentos políticos podem influenciar a preferência eleitoral. Da mesma forma, números de público em atos não podem ser convertidos automaticamente em votos nem substituir pesquisas representativas ou o resultado das urnas.
O núcleo factual é que a eleição presidencial de 25/10/2026 entrou em sua fase decisiva com uma disputa paralela pela presença nas ruas, pela mobilização da juventude e pela redução da abstenção. UNE, Ubes, partidos, movimentos sociais e a campanha de Lula deverão sustentar a agenda de mobilizações, enquanto Flávio Bolsonaro e seus aliados também organizam atos próprios. Caberá à Justiça Eleitoral administrar a etapa final do processo, às campanhas respeitar as regras eleitorais e aos eleitores decidir nas urnas o efeito concreto das estratégias adotadas.








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