Na madrugada deste sábado (17/10/2026), o conjunto das pesquisas nacionais mais recentes sobre o segundo turno da eleição presidencial mostra uma disputa estatisticamente aberta entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Depois de levantamentos publicados nos primeiros dias após o primeiro turno registrarem vantagem numérica mais ampla para o candidato do PL, novas rodadas do Datafolha, PoderData/Aya, CNT/MDA e Futura/100% Cidades reduziram as diferenças: o Datafolha aponta 51% a 49% dos votos válidos, o PoderData registra 50% a 50%, a CNT/MDA mede 50,5% a 49,5% e a Futura apresenta 50,8% a 49,2%, todos em situação de empate técnico consideradas as respectivas margens de erro. A votação definitiva ocorrerá no domingo, 25/10/2026.
Os números atualizam o cenário acompanhado pelo Jornal Grande Bahia (JGB) desde o início da segunda etapa da campanha. Em 13/10, o JGB registrou uma rodada do PoderData com Flávio em 51% e Lula em 49% dos votos válidos, pesquisa BTG/Nexus com 52% a 48% e levantamento Gerp com 55% a 45%. Desde então, sucessivas medições apontaram aproximação numérica, embora diferenças de metodologia, amostra, período de campo e forma de coleta impeçam tratar pesquisas de institutos distintos como uma única série estatística.
Novas pesquisas reforçam cenário de equilíbrio no segundo turno
A principal alteração ocorrida depois das pesquisas analisadas pelo JGB em 13 de outubro é a redução das diferenças observadas em séries comparáveis do mesmo instituto.
No PoderData/Aya, por exemplo, Flávio Bolsonaro tinha 53% dos votos válidos contra 47% de Lula na rodada divulgada em 08/10. Em 13/10, a distância caiu para 51% a 49%. Na pesquisa divulgada nesta sexta-feira, 16/10, os dois chegaram a 50%, configurando igualdade numérica. Os três movimentos pertencem à mesma série e, por isso, oferecem base metodológica mais consistente para observar a evolução da disputa do que a simples comparação entre empresas diferentes.
O Datafolha apresenta movimento semelhante. Na primeira rodada depois do primeiro turno, Flávio aparecia com 52% dos votos válidos e Lula com 48%. Na pesquisa divulgada em 15/10, os percentuais passaram para 51% e 49%, respectivamente. A diferença nominal, portanto, recuou de quatro para dois pontos percentuais.
A Futura/100% Cidades também registrou redução da distância. Na rodada divulgada em 13 de outubro, Flávio tinha 51,8% dos votos válidos e Lula, 48,2%. Três dias depois, o placar passou para 50,8% a 49,2%, diminuindo a vantagem nominal de 3,6 para 1,6 ponto percentual.
Essas movimentações não demonstram, isoladamente, transferência definitiva de votos nem permitem prever o resultado eleitoral. Elas indicam, contudo, que três séries produzidas separadamente — PoderData, Datafolha e Futura — registraram diminuição da diferença entre os finalistas ao longo da segunda semana da campanha.
PoderData chega a 50% a 50% dos votos válidos
O levantamento PoderData/Aya, divulgado na sexta-feira (16/10), registra igualdade numérica entre os dois candidatos.
Nos votos válidos:
- Flávio Bolsonaro: 50%;
- Lula: 50%.
Considerando o total dos entrevistados, ambos aparecem com 47%. Brancos e nulos somam 4%, enquanto 2% não souberam responder.
O instituto entrevistou 3.000 eleitores entre 13 e 15/10, por telefone. A margem de erro informada é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-04258/2026.
A evolução interna da série é uma das informações mais relevantes da atual fase eleitoral:
- 08/10 — BR-08134/2026: Flávio 53% x 47% Lula;
- 13/10 — BR-01209/2026: Flávio 51% x 49% Lula;
- 16/10 — BR-04258/2026: Flávio 50% x 50% Lula.
Em oito dias, portanto, a vantagem nominal de seis pontos observada na primeira rodada desapareceu. Como todos os levantamentos são pesquisas amostrais sujeitas a incertezas estatísticas e metodológicas, essa sequência deve ser interpretada como alteração nas estimativas do instituto, e não como contabilização direta de eleitores que trocaram de candidato.
Datafolha registra 51% a 49% e redução de quatro para dois pontos
A segunda pesquisa do Datafolha no segundo turno, divulgada em 15/10, registrou 51% para Flávio Bolsonaro e 49% para Lula nos votos válidos.
Nos votos totais, o senador aparece com 47%, contra 45% do presidente. Outros 6% declararam voto branco ou nulo e 2% estavam indecisos.
O levantamento ouviu 2.520 eleitores em 153 municípios, nos dias 13 e 14/10, com margem de erro de dois pontos percentuais. O registro eleitoral é BR-00466/2026.
Na rodada anterior, Flávio apresentava 52% e Lula 48% dos votos válidos. Dessa forma, a diferença nominal caiu de quatro para dois pontos.
O Datafolha também registrou proximidade nos índices de rejeição: 46% afirmaram não votar em Lula de forma alguma, enquanto 44% disseram o mesmo sobre Flávio. Além disso, 54% dos entrevistados declararam acreditar em vitória do candidato do PL, diante de 37% que esperavam vitória do petista. Intenção de voto, rejeição e expectativa de resultado são, porém, indicadores distintos e não devem ser confundidos.
CNT/MDA mede 50,5% a 49,5%
Outra pesquisa divulgada na sexta-feira (16/10) foi a CNT/MDA, primeira rodada desse instituto no segundo turno.
Entre os votos válidos:
- Flávio Bolsonaro: 50,5%;
- Lula: 49,5%.
A diferença nominal de um ponto percentual está dentro da margem de erro de 2,2 pontos, configurando empate técnico.
Nos votos totais, Flávio registra 46,8% e Lula, 45,9%. Brancos e nulos representam 4,9%, enquanto os indecisos correspondem a 2,4%.
Na pergunta espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Flávio aparece com 45,6%, contra 44,1% de Lula.
A CNT/MDA ouviu presencialmente 2.014 eleitores, entre 13 e 15/10, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) e registrada sob o número BR-00652/2026.
Futura aponta 50,8% a 49,2% e também reduz distância
A pesquisa Futura/100% Cidades, divulgada em 16/10, apresenta Flávio Bolsonaro com 50,8% dos votos válidos e Lula com 49,2%.
A distância de 1,6 ponto percentual também está dentro da margem de erro, de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Foram entrevistados 2.000 eleitores em todo o país nos dias 14 e 15/10, por telefone. O nível de confiança informado é de 95%, e o levantamento está registrado no TSE sob o número BR-03764/2026.
Na pesquisa anterior da Futura, publicada em 13/10, Flávio registrava 51,8%, diante de 48,2% de Lula. Em três dias, a diferença diminuiu de 3,6 para 1,6 ponto percentual.
Indexa/Broadcast registra 51% a 49%
A Indexa/Broadcast, divulgada em 15/10, encontrou um cenário praticamente idêntico ao Datafolha quando considerados os votos válidos: 51% para Flávio Bolsonaro e 49% para Lula.
No total da amostra, o resultado foi de 44% para Flávio e 42% para Lula. Outros 8% declararam que não iriam votar, 4% apontaram branco ou nulo e 2% estavam indecisos ou não souberam responder.
Foram entrevistados 2.000 eleitores nos dias 13 e 14/10, por telefone. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento, contratado pela Agência Estado, possui registro BR-04629/2026.
Como se trata da primeira pesquisa Indexa/Broadcast especificamente desta fase do segundo turno, o levantamento fornece uma fotografia da disputa, mas não permite identificar uma tendência interna sem uma nova rodada comparável.
Palver aponta 50% a 49% nos votos totais
A Palver, divulgada em 15/10, colocou Flávio Bolsonaro com 50% e Lula com 49% no total da amostra. Branco e nulo somaram 1%, e o levantamento não registrou indecisos.
A diferença de um ponto encontra-se dentro da margem de erro de 2,3 pontos percentuais.
A pesquisa ouviu 5.000 eleitores, por questionário on-line, entre 10 e 13/10, com nível de confiança de 95%. O registro no TSE é BR-08028/2026.
Os números da Palver são divulgados como votos totais. Por isso, sua apresentação deve ser diferenciada dos percentuais de votos válidos produzidos diretamente por Datafolha, PoderData, CNT/MDA e Futura.
Quaest havia apontado 46% a 44% nos votos totais
Na quarta-feira (14/10), a Quaest registrou Flávio Bolsonaro com 46% e Lula com 44% das intenções de voto no cenário estimulado.
Brancos e nulos somaram 9%, enquanto os indecisos ficaram em 1%. A diferença nominal de dois pontos estava dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
A Quaest entrevistou presencialmente 2.154 pessoas com 16 anos ou mais, entre 10 e 13/10. O levantamento foi contratado pela TV Globo e pelo jornal O Globo e registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-08729/2026.
A Quaest não divulgou oficialmente esses percentuais convertidos para votos válidos. Cálculos realizados por veículos a partir dos números arredondados resultam em aproximadamente 51,1% a 48,9%, mas essa conversão não deve ser apresentada como resultado oficial produzido pelo instituto.
Pesquisas publicadas anteriormente pelo JGB mostravam vantagem maior de Flávio
A atual sequência sucede uma primeira bateria de pesquisas já sistematizada pelo Jornal Grande Bahia.
Em levantamento publicado pelo JGB sobre pesquisas divulgadas entre 8 e 11 de outubro, cinco institutos apresentavam Flávio Bolsonaro numericamente à frente e a Vox Brasil colocava Lula numericamente à frente, dentro da margem de erro.
Os resultados eram:
- PoderData/Aya — BR-08134/2026: Flávio 53% x 47% Lula;
- Datafolha — BR-02949/2026: Flávio 52% x 48% Lula;
- AtlasIntel/Bloomberg — BR-03663/2026: Flávio 52,8% x 47,2% Lula;
- Ipespe/Abrapel — BR-00933/2026: Flávio 52,7% x 47,3% Lula;
- DataTrends — BR-03576/2026: Flávio 53,1% x 46,9% Lula;
- Vox Brasil — BR-09623/2026: Lula 44,2% x 42,7% Flávio nos votos totais, diferença dentro da margem de erro.
Em 13/10, uma nova atualização publicada pelo JGB acrescentou três levantamentos nacionais:
- PoderData/Aya — BR-01209/2026: Flávio 51% x 49% Lula nos votos válidos;
- BTG/Nexus — BR-07997/2026: Flávio 52% x 48% Lula nos votos válidos;
- Gerp — BR-07877/2026: Flávio 55% x 45% Lula nos votos válidos.
O contraste entre o quadro de 8 a 13 de outubro e as pesquisas divulgadas entre 14 e 16 de outubro constitui o principal elemento novo da disputa: as pesquisas mais recentes passaram a se concentrar em diferenças de zero a dois pontos percentuais entre os finalistas.
Séries do mesmo instituto são mais adequadas para identificar movimentos
A comparação de pesquisas eleitorais exige distinguir dois tipos de leitura.
O primeiro é a comparação horizontal, entre institutos diferentes em período semelhante. Esse procedimento ajuda a mapear o conjunto das estimativas disponíveis, mas precisa considerar diferenças na seleção da amostra, entrevistas presenciais, telefônicas ou digitais, critérios de ponderação, questionários e datas de coleta.
O segundo é a comparação longitudinal, realizada entre rodadas sucessivas do mesmo instituto. Essa modalidade é mais adequada para observar movimentos ao longo do tempo porque preserva maior continuidade metodológica.
Sob esse segundo critério, as três séries mais recentes com repetição de levantamento mostram aproximação:
- PoderData: diferença de 6 pontos para 2 e depois zero;
- Datafolha: diferença de 4 pontos para 2;
- Futura: diferença de 3,6 pontos para 1,6.
A ocorrência simultânea desses movimentos reforça a necessidade de acompanhar as próximas rodadas, mas ainda não permite concluir que exista uma virada consolidada ou estabelecer qual candidato efetivamente lidera o eleitorado nacional.
Votos válidos e votos totais não devem ser confundidos
Outro cuidado essencial envolve a base de cálculo.
Nas eleições, a Justiça Eleitoral define o vencedor considerando apenas votos válidos, excluindo votos brancos e nulos. Nas pesquisas, quando os institutos apresentam uma estimativa de votos válidos, normalmente também retiram da base os entrevistados ainda indecisos.
Por isso, uma pesquisa pode registrar, por exemplo, 47% a 45% nos votos totais e 51% a 49% nos válidos, sem que exista contradição entre os dois resultados.
A comparação correta exige utilizar a mesma base. Percentuais de votos totais não devem ser colocados diretamente ao lado de resultados em votos válidos como se medissem exatamente o mesmo universo.
Primeiro turno começou com Flávio 1,87 ponto à frente
O ponto de partida objetivo do segundo turno é o resultado oficial da votação de 04/10/2026.
Com 99,99% das urnas apuradas, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou 56.104.268 votos para Flávio Bolsonaro, equivalentes a 47,03% dos votos válidos, e 53.876.617 para Lula, correspondentes a 45,16%. A diferença foi de 2.227.651 votos, ou 1,87 ponto percentual.
Foram contabilizados ainda 2.300.781 votos brancos e 3.674.149 nulos. O total de votos válidos informado pelo TSE chegou a 125.272.513.
Como nenhum candidato ultrapassou metade dos votos válidos, Flávio e Lula avançaram para a segunda votação, marcada para 25/10.
Registro no TSE é obrigatório, mas não equivale a certificação da pesquisa
Desde 1º de janeiro de 2026, empresas e entidades que realizam pesquisas eleitorais destinadas ao conhecimento público estão sujeitas às regras de registro no Sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais (PesqEle).
Segundo o TSE, o levantamento deve ser registrado até cinco dias antes da divulgação, com informações relativas à metodologia, população pesquisada, plano amostral, contratante, financiamento, questionário, período de campo e demais elementos previstos na legislação eleitoral.
Em setembro, o Tribunal informou ter atualizado o PesqEle para ampliar a padronização e o detalhamento metodológico das pesquisas registradas.
O próprio TSE ressalta, entretanto, que a Justiça Eleitoral não exerce controle prévio sobre o resultado estatístico das pesquisas. O número de registro comprova o cadastramento do levantamento segundo as normas eleitorais, mas não significa homologação ou certificação antecipada de seus resultados.
Quadro das pesquisas mais recentes
Considerando os levantamentos nacionais divulgados após as últimas pesquisas analisadas pelo JGB em 13 de outubro, o quadro é o seguinte:
- 14/10 — Quaest — BR-08729/2026: Flávio 46% x 44% Lula nos votos totais; margem de ±2 p.p.;
- 15/10 — Palver — BR-08028/2026: Flávio 50% x 49% Lula nos votos totais; margem de ±2,3 p.p.;
- 15/10 — Indexa/Broadcast — BR-04629/2026: Flávio 51% x 49% Lula nos votos válidos; margem de ±2,2 p.p.;
- 15/10 — Datafolha — BR-00466/2026: Flávio 51% x 49% Lula nos votos válidos; margem de ±2 p.p.;
- 16/10 — PoderData/Aya — BR-04258/2026: Flávio 50% x 50% Lula nos votos válidos; margem de ±1,8 p.p.;
- 16/10 — CNT/MDA — BR-00652/2026: Flávio 50,5% x 49,5% Lula nos votos válidos; margem de ±2,2 p.p.;
- 16/10 — Futura/100% Cidades — BR-03764/2026: Flávio 50,8% x 49,2% Lula nos votos válidos; margem de ±2,2 p.p..
Até o fechamento desta atualização, na madrugada de 17/10/2026, as pesquisas verificadas não fornecem base estatística suficiente para afirmar uma liderança consolidada de nenhum dos dois candidatos nas medições mais recentes.
Linha do tempo dos principais acontecimentos
- 04/10/2026 — Primeiro turno: Flávio Bolsonaro obtém 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. A diferença é de 2.227.651 votos, e ambos avançam ao segundo turno.
- 08/10/2026 — PoderData/Aya, BR-08134/2026: Flávio registra 53%, contra 47% de Lula nos válidos, abrindo seis pontos na primeira rodada pós-primeiro turno.
- 08/10/2026 — Datafolha, BR-02949/2026: pesquisa registra 52% a 48% para Flávio nos votos válidos.
- 09/10/2026 — Vox Brasil, BR-09623/2026: Lula aparece com 44,2% e Flávio com 42,7% dos votos totais, em empate técnico.
- 09/10/2026 — AtlasIntel/Bloomberg, BR-03663/2026: Flávio registra 52,8% dos válidos, contra 47,2% de Lula.
- 10/10/2026 — Ipespe/Abrapel, BR-00933/2026: Flávio aparece com 52,7%, e Lula, com 47,3% nos válidos.
- 11/10/2026 — DataTrends, BR-03576/2026: levantamento registra 53,1% a 46,9% para Flávio nos votos válidos.
- 13/10/2026 — PoderData/Aya, BR-01209/2026: diferença cai para 51% a 49%.
- 13/10/2026 — BTG/Nexus, BR-07997/2026: Flávio registra 52%, contra 48% de Lula nos válidos.
- 13/10/2026 — Gerp, BR-07877/2026: levantamento apresenta a maior diferença daquele conjunto, com 55% a 45% nos válidos.
- 14/10/2026 — Quaest, BR-08729/2026: Flávio registra 46%, Lula 44%, brancos e nulos 9% e indecisos 1%, em empate técnico.
- 15/10/2026 — Palver, BR-08028/2026: Flávio aparece com 50%, Lula com 49%, e brancos e nulos somam 1%.
- 15/10/2026 — Indexa/Broadcast, BR-04629/2026: votos válidos ficam em 51% a 49% para Flávio, dentro da margem de erro.
- 15/10/2026 — Datafolha, BR-00466/2026: Flávio registra 51% e Lula 49% nos válidos; a distância cai pela metade em relação à rodada anterior.
- 16/10/2026 — PoderData/Aya, BR-04258/2026: candidatos chegam a 50% a 50%, eliminando a diferença numérica registrada nas duas rodadas anteriores.
- 16/10/2026 — CNT/MDA, BR-00652/2026: Flávio registra 50,5%, e Lula, 49,5% dos votos válidos, em empate técnico.
- 16/10/2026 — Futura/100% Cidades, BR-03764/2026: Flávio registra 50,8%, contra 49,2% de Lula; distância recua em comparação à rodada de 13 de outubro.
- 25/10/2026 — Segundo turno: eleitorado brasileiro retorna às urnas para decidir a Presidência da República.
A sequência das pesquisas revela dois momentos distintos do segundo turno. Nos primeiros dias posteriores à votação de 4 de outubro, a maioria dos institutos colocou Flávio Bolsonaro numericamente à frente, em alguns casos por diferenças superiores a cinco pontos nos votos válidos. Na semana seguinte, levantamentos realizados por metodologias distintas passaram a registrar distâncias menores. Mais relevante ainda é que PoderData, Datafolha e Futura reduziram a vantagem de Flávio dentro de suas próprias séries, tornando a aproximação um fenômeno observável e não apenas produto da comparação entre empresas diferentes.
Esse movimento não autoriza afirmar que Lula tenha ultrapassado o adversário nem que exista tendência irreversível de virada. As rodadas mais recentes do Datafolha, CNT/MDA, Futura, Indexa e PoderData colocam os dois candidatos em empate técnico, enquanto diferenças metodológicas, amostrais e temporais continuam capazes de produzir variações relevantes. Pesquisa eleitoral é uma estimativa probabilística de determinado momento, não uma contagem antecipada dos votos de 25 de outubro.
Politicamente, o estreitamento amplia o peso da mobilização eleitoral nos últimos dias. O primeiro turno deixou uma diferença oficial de apenas 1,87 ponto percentual, equivalente a cerca de 2,23 milhões de votos, enquanto milhões de brasileiros votaram em outros candidatos, anularam, votaram em branco ou não compareceram. A capacidade das campanhas de preservar suas bases, reduzir rejeições, disputar os eleitores remanescentes e mobilizar abstencionistas pode ter consequência decisiva em uma eleição cujas pesquisas passaram a indicar equilíbrio próximo dos limites estatísticos.
A principal responsabilidade do acompanhamento jornalístico até 25/10 será distinguir movimento real de simples oscilação amostral. Novas rodadas do Datafolha, PoderData, Quaest, Futura e dos demais institutos permitirão verificar se a aproximação observada se mantém, se produz inversão numérica ou se Flávio recupera vantagem. Ao TSE caberá fiscalizar o cumprimento das normas eleitorais e totalizar os votos; aos institutos, garantir transparência metodológica; às campanhas, disputar legitimamente o eleitorado; e à imprensa, apresentar cada pesquisa com seu período de campo, margem de erro, base de cálculo e número de registro, evitando transformar estimativas estatísticas em prognósticos eleitorais.








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