Neste domingo (18/10/2026), uma reconstituição realizada pelo Jornal Grande Bahia (JGB) sobre a trajetória da Rádio Sociedade de Feira de Santana, baseada em registros históricos, documentos públicos, depoimentos de profissionais e estudos sobre a emissora, permite avançar na identificação das origens do radiojornalismo feirense. As evidências disponíveis mostram que o fundador Pedro Matos foi, na primeira fase da rádio, o mais antigo apresentador nominalmente documentado de um espaço de comentário sobre assuntos locais, regionais e políticos, denominado “Uma Página Para Você”.
Entretanto, a documentação levantada até o momento não permite afirmar categoricamente que ele tenha sido o primeiro radialista a apresentar um programa jornalístico formal na emissora. O que se pode estabelecer é uma sequência histórica que começa com os primeiros locutores Gabriel Castilho e Dourival Oliveira, passa pelos noticiosos baseados na leitura de jornais e chega, nos anos 1960, à estruturação de um departamento de radiojornalismo e à projeção de Edval Souza, responsável pelo programa “A Cidade em Preto e Branco”.
A Rádio Sociedade foi inaugurada em 7 de setembro de 1948, por iniciativa de Pedro Matos. Pesquisa histórica publicada em 2026 registra que Gabriel Castilho, então promotor público e ex-locutor da Rádio Sociedade da Bahia, e Dourival Oliveira, de Feira de Santana, foram os primeiros locutores da estação. A emissora tornou-se a primeira instalada no interior baiano e uma das pioneiras da radiodifusão no estado.
Pedro Matos e o primeiro espaço de comentário identificado
A pesquisa histórica de Zadir Marques Porto fornece uma pista particularmente relevante. Segundo o levantamento, o próprio Pedro Matos, fundador da emissora, apresentava diariamente “Uma Página Para Você”, programa inspirado em um formato radiofônico transmitido pela Rádio Tupi, no Rio de Janeiro.
O conteúdo tinha ênfase em assuntos locais e regionais, com parcela significativa dedicada à política. Considerando a natureza do programa — comentário regular sobre acontecimentos públicos —, trata-se do mais antigo espaço nominalmente identificado, entre as fontes consultadas, que pode ser relacionado ao campo do radiojornalismo da Rádio Sociedade.
A existência do programa permite classificar Pedro Matos como um dos pioneiros documentados do comentário jornalístico no rádio feirense, possivelmente o primeiro apresentador identificado nominalmente nesse tipo de conteúdo na Sociedade.
Noticiários começaram ainda na primeira fase da emissora
O radiojornalismo existia na Rádio Sociedade desde seus primeiros anos, embora em formato bastante diferente daquele consolidado posteriormente.
Segundo a mesma reconstrução histórica, os noticiosos começaram na fase inicial da estação, mas consistiam essencialmente na leitura de jornais de Salvador pelo locutor que estivesse no horário. As limitações tecnológicas impediam uma estrutura regular de repórteres nas ruas. Ela estava presente praticamente desde a formação da emissora.
O que mudou posteriormente foi a maneira de produzi-la: redação própria, comentários, reportagem externa, cobertura policial, entrevistas, boletins e programas dedicados especificamente à informação.
Gabriel Castilho e Dourival Oliveira abriram os microfones em 1948
Na inauguração de 7 de setembro de 1948, os dois primeiros profissionais registrados diante dos microfones foram Gabriel Castilho e Dourival Oliveira. A estação nasceu num período em que Feira de Santana tinha menos de 100 mil habitantes e a maior parcela da população residia na zona rural.
A equipe inicial tomou como referência grandes emissoras do Rio de Janeiro, entre elas Tupi, Nacional, Tamoio, Mayrink Veiga e Continental, cujos sinais podiam ser captados em Feira de Santana. A influência nacional aparecia em programas de auditório, dramaturgia, música, esporte e informação.
Da experiência dos serviços de alto-falantes existentes na cidade também vieram profissionais que formariam as primeiras gerações da radiofonia local. Edson Matos, Raimundo Oliveira, Dourival Oliveira, J. Oliveira e outros participaram de formatos variados, enquanto Maria José Queiroz aparece no registro histórico como a primeira locutora feirense.
A notícia passa da leitura dos jornais para uma estrutura própria
Ao longo das décadas seguintes, a transformação técnica da emissora permitiu a ampliação da produção jornalística.
Pesquisa acadêmica sobre a Rádio Sociedade registra que, na década de 1960, a programação religiosa passou a dividir espaço com radiojornalismo e noticiários de hora em hora. O crescimento técnico e a ampliação do alcance da estação favoreceram a organização dos departamentos de jornalismo e esportes.
Um depoimento sobre a trajetória do radialista James Nassif ajuda a documentar essa estrutura. Quando Nassif ingressou na Rádio Sociedade em 1967, passou a atuar no departamento de radiojornalismo, então coordenado por Edival — ou Edval — Souza. Entre suas tarefas estava a redação do Grande Jornal Falado, transmitido em duas edições: das 13h às 13h30 e das 21h às 21h30.
Esse registro demonstra que, em 1967, a Rádio Sociedade já possuía uma rotina jornalística organizada, com redação de notícias, horários definidos e profissionais encarregados especificamente da informação.
Edval Souza torna-se referência do radiojornalismo
É nesse ambiente que Edval Souza emerge como personagem central da história do jornalismo radiofônico feirense.
Fontes memorialísticas registram que ele esteve entre os profissionais ligados aos primeiros tempos da Sociedade, afastou-se da estação e retornou em 1967. Na volta, comandou “A Cidade em Preto e Branco”, programa noticioso diário transmitido pela manhã.
O programa tornou-se uma referência do jornalismo local e associou definitivamente o nome de Edval à cobertura dos problemas urbanos, política, administração pública e acontecimentos cotidianos.
Uma das frases que marcaram sua carreira sintetizava a concepção de jornalismo que adotava:
“Se não quer que a notícia seja divulgada, não deixe que o fato aconteça.”
Em registros referentes a 9 de agosto de 1971, por exemplo, Edval aparece utilizando o programa para tratar dos problemas de pavimentação de Feira de Santana e cobrar providências do poder público e dos responsáveis pelos serviços urbanos.
Por isso, embora não seja possível identificá-lo como o primeiro apresentador jornalístico da história da estação, a pesquisa permite situá-lo como um dos principais responsáveis pela consolidação do radiojornalismo opinativo, urbano e comunitário da Rádio Sociedade.
Ronda Policial amplia jornalismo popular a partir de 1967
O ano de 1967 também marcou outro episódio importante: o surgimento do Ronda Policial, criado por Francisco Ferreira de Almeida, o Chico Caipira, com participação de Itajay Pedra Branca.
Registros históricos situam o início do programa em 27 de julho de 1967, na Rádio Sociedade. A atração combinava notícias policiais, informação, prestação de serviço e elementos da linguagem popular do rádio.
Chico Caipira utilizava o personagem Pirunga, enquanto Itajay tornou-se Pirunguinha. Posteriormente outros profissionais participaram da atração.
O Ronda Policial permaneceu cerca de 15 anos na Rádio Sociedade, antes de circular por outros prefixos, tornando-se um dos programas mais longevos da comunicação radiofônica de Feira de Santana.
A trajetória confirma uma mudança importante: o jornalismo deixava progressivamente de se limitar aos boletins e aos grandes jornais falados para incorporar reportagem, denúncia, acontecimentos policiais e participação comunitária.
Afinal, quem foi o primeiro apresentador de programa jornalístico?
Gabriel Castilho e Dourival Oliveira foram os primeiros locutores documentados da Rádio Sociedade, na inauguração de 7 de setembro de 1948.
Os primeiros noticiosos também pertencem à fase inicial da emissora, mas eram constituídos principalmente pela leitura de jornais da capital pelo locutor que estivesse no horário. A fonte histórica não identifica um apresentador único como responsável pela estreia desse formato.
Já Pedro Matos aparece como o mais antigo nome encontrado nesta pesquisa comandando um programa nominalmente identificado de comentário sobre assuntos públicos: “Uma Página Para Você”, com abordagem prioritária de temas locais, regionais e políticos. Esse registro faz dele o mais antigo apresentador documentado, entre as fontes consultadas, de um formato que pode ser enquadrado como comentário jornalístico na Sociedade.
Edval Souza, por sua vez, pertence a uma etapa posterior. A documentação o coloca à frente da consolidação do radiojornalismo estruturado, com “A Cidade em Preto e Branco”, departamento próprio, comentários, redação de notícias e um modelo de cobertura diretamente voltado aos problemas urbanos.
A propriedade da emissora e uma divergência histórica sobre os Capuchinhos
Uma reconstrução publicada por Zadir Marques Porto em 2026 registra que a venda da emissora à Ordem dos Frades Capuchinhos teria ocorrido a partir de 1951.
Entretanto, outras fontes históricas, inclusive pronunciamento registrado pelo Senado Federal e material publicado nas comemorações dos 78 anos da rádio em 2026, situam a aquisição em 1960. O Senado registra ainda Frei Hermenegildo de Castorano como primeiro diretor dessa etapa e informa que o transmissor passou de 250 watts para 1.000 watts.
Portanto, existe divergência entre fontes secundárias sobre a data exata da passagem da emissora para os Capuchinhos. Para uma cronologia histórica definitiva, esse ponto ainda demanda confronto com contratos, registros empresariais e documentos da própria ordem religiosa.
No plano jurídico das concessões, há documentação federal posterior. Um decreto de 6 de fevereiro de 1990 autorizou a transferência direta para a Fundação Santo Antônio da concessão relativa à radiodifusão em onda tropical. Outro ato federal, de 29 de janeiro de 1998, transferiu formalmente para a fundação a concessão de onda média da Rádio Sociedade.
Potência cresce e cobertura ultrapassa Feira de Santana
A evolução tecnológica acompanhou o crescimento editorial.
Segundo registro do Senado, a emissora nasceu em 1948 com transmissor de 250 watts. Depois da entrada dos Capuchinhos, passou para 1.000 watts e, em 1969, recebeu equipamento de 10 mil watts.
Com maior potência, sua programação alcançou municípios além de Feira de Santana e ampliou a importância regional do noticiário, dos programas populares e das jornadas esportivas.
A Sociedade também avançou nas transmissões externas. O Senado registra a primeira cobertura internacional em 1981. No ano seguinte, em 1982, a estação realizou sua primeira cobertura de uma Copa do Mundo diretamente do exterior, na Espanha.
A estrutura esportiva tornou-se, ao lado do jornalismo e da programação religiosa, um dos pilares históricos da emissora.
Anos 1980 e 1990 ampliam peso da informação
O crescimento da televisão regional produziu novos desafios para o rádio.
A TV Subaé, implantada em Feira de Santana em 1988, introduziu maior oferta de jornalismo audiovisual local. Estudos sobre a Rádio Sociedade mostram que a emissora respondeu reforçando a informação em sua programação e adaptando sua estrutura às novas formas de concorrência.
Nesse período, diferentes profissionais atuaram como noticiaristas, apresentadores, repórteres, comentaristas e responsáveis por programas de informação.
Um deles foi Carlos Lima, que ingressou na Rádio Sociedade em 1984 e desempenhou funções de noticiarista, setorista esportivo, apresentador e diretor de programação até 1996.
Outros formatos surgiram ou ganharam espaço nas décadas seguintes, dando continuidade ao modelo de jornalismo voltado à cidade e à participação dos ouvintes.
Dilton Coutinho e o Acorda Cidade inauguram nova etapa em 1996
Em 8 de janeiro de 1996, entrou no ar o Acorda Cidade, criado e apresentado pelo radialista Dilton Coutinho.
O programa começou com apenas 30 minutos de duração e uma equipe reduzida. A proposta era combinar informação e jornalismo comunitário, abrindo espaço para reclamações, reivindicações, denúncias e prestação de serviço.
Ao longo das décadas, a atração ampliou horário e estrutura e passou a ocupar parcela relevante da programação matinal da Rádio Sociedade.
Em 8 de janeiro de 2026, o Acorda Cidade completou 30 anos de transmissões, ainda comandado por Dilton Coutinho na Sociedade News FM 102,1.
A importância histórica do programa está também na transição entre dois períodos tecnológicos: surgiu quando a informação radiofônica era predominantemente linear, pelo dial, e atravessou a expansão da internet, dos portais, das redes sociais e da transmissão audiovisual dos estúdios.
Joilton Freitas lança Rotativo News com formato inovador em meio a digitalização
O Rotativo News foi criado em 31 de julho de 2006 e nasceu de um projeto desenvolvido pelo jornalista e radialista Joilton Freitas, que comandou a atração durante quase duas décadas e definiu sua linha editorial voltada ao noticiário local, estadual e nacional, entrevistas, política, economia, prestação de serviço e comentários. O programa surgiu quando a Rádio Sociedade ainda operava em 970 AM e acompanhou a transformação tecnológica da emissora até a migração para a Sociedade News FM 102,1. Desde 10 de fevereiro de 2025, a apresentação está sob responsabilidade da jornalista Manu Pilger, que assumiu o microfone depois que Joilton Freitas passou a exercer o cargo de secretário municipal de Comunicação Social de Feira de Santana. Na grade atual da emissora, o Rotativo News é transmitido de segunda a sexta-feira, das 15h às 16h.
A formação do Rotativo News mudou ao longo dos anos. Entre os profissionais que integraram sua trajetória estão Arleny Porto, Taiuri Reis, Hamilton Coutinho, Gabriel Dallas e Sérgio Di Salles, além de equipes técnicas e correspondentes. Em 2026, as fontes públicas confirmam Manu Pilger como apresentadora e o jornalista Rafael Marques vinculado à reportagem e ao projeto Rotativo News, inclusive após sua saída do programa De Olho na Cidade. A produção também mantém atuação digital por meio do portal Rotativo News e das plataformas da rádio. A emissora e o próprio programa, entretanto, não disponibilizam atualmente uma página única com o expediente nominal completo e atualizado de produção, operação técnica e colaboradores, razão pela qual é mais rigoroso distinguir a equipe publicamente confirmada dos profissionais que fizeram parte de fases anteriores da atração.
Digitalização começa em 2006
A Rádio Sociedade entrou formalmente em uma nova etapa tecnológica em setembro de 2006, quando inaugurou estúdio, equipamentos e transmissor e iniciou seu processo de digitalização.
Na mesma fase surgiu a Rede Baiana de Rádio — RBR, reunindo inicialmente Rádio Sociedade AM, Princesa FM, Andaiá FM, Alvorada AM e São Gonçalo AM, segundo registro feito no Senado em 2011.
Pesquisa acadêmica sobre a emissora registra ainda que os computadores conectados à internet passaram a abastecer a produção jornalística e que, em 2006, a Sociedade criou presença própria na web, permitindo ao público acompanhar conteúdos e interagir eletronicamente com a estação.
Era a primeira transição efetiva da lógica exclusivamente radiofônica para uma comunicação convergente.
De 970 AM para Sociedade News 102,1 FM
Outra mudança estrutural ocorreu em 2018.
A Sociedade começou a transmitir experimentalmente em 102,1 FM em 22 de janeiro de 2018. Em 28 de fevereiro, foi realizada a apresentação oficial da nova fase, com a adoção do nome Rádio Sociedade News. O processo de migração foi concluído em 12 de março.
A mudança encerrou uma trajetória de aproximadamente sete décadas associada à 970 AM e incorporou maior qualidade de áudio, integração com aplicativos e presença digital.
Em 2021, levantamento da Prefeitura de Feira de Santana registrava que a emissora havia operado durante 69 anos em amplitude modulada, antes da migração para a FM.
Rádio Sociedade chega aos 78 anos em 2026
Em 7 de setembro de 2026, a Rádio Sociedade News completou 78 anos.
A estação permanece vinculada à Fundação Santo Antônio e transmite atualmente na frequência 102,1 FM, mantendo programação com jornalismo, entrevistas, esporte, entretenimento, música e conteúdos religiosos. A própria emissora define informação e prestação de serviços como componentes de sua atuação.
O superintendente da Fundação Santo Antônio, Frei Cristóvão Lima, afirmou durante o aniversário de 2026 que a instituição pretende ampliar programação, quadro de comunicadores e instalações, incluindo reforma dos estúdios antes da chegada aos 80 anos, em 2028.
Da leitura de jornais diante do microfone em 1948 às transmissões em FM, internet e plataformas digitais, a trajetória demonstra uma mudança de tecnologia e de linguagem, mas preserva como um de seus elementos centrais a cobertura cotidiana de Feira de Santana.
Sociedade News FM mantém extensa grade de jornalismo, prestação de serviço, esporte, religião e entretenimento
De segunda a sexta-feira, a programação oficial começa à 0h com Madrugada 102.1 e prossegue às 4h com Alvorada Sertaneja; às 6h, entra o Acorda Cidade, criado e comandado por Dilton Coutinho; às 9h, o Programa da Manhã, apresentado por Tanúrio Brito; às 10h, Nas Ruas e na Polícia, historicamente conduzido pelo radialista Aldo Matos; às 11h, Levante a Voz, apresentado por Luiz Santos e equipe; e, às 12h, Linha Direta com o Povo, criado por Dilson Barbosa e atualmente apresentado por Fernando Moreira, com participação do próprio Dilson em comentários. Às 13h, o Dia a Dia News tem como âncora e editor-chefe o jornalista Miro Nascimento; às 14h, o Jornal das Duas é comandado por Paulo José, tendo em sua equipe tradicional Danillo Freitas e Daíze Santos; às 15h vem o Rotativo News, com Manu Pilger; e, das 16h às 18h, o De Olho na Cidade, liderado por Jorge Biancchi e equipe. A sequência oficial inclui Projeto Amigos do Evangelho, às 18h; Conexão Esportiva, às 19h, atração historicamente vinculada a Miro Nascimento e à equipe Diplomatas do Rádio; Amigos do Evangelho, às 20h; A Voz do Brasil, às 21h; Página de Notícias, às 22h; e Show Musical, às 23h.
Nos fins de semana, a Sociedade News FM preserva uma grade própria. Aos sábados, a programação oficial registra Madrugada 102.1, à 0h; Alvorada Sertaneja, às 4h; Acorda Cidade, às 6h, com Dilton Coutinho e equipe; Canal Interativo, às 9h; Levante a Voz, às 11h; Linha Direta com o Povo, às 12h; Municípios News, às 13h; Sociedade e Você, às 14h; Show Musical, às 16h; Entretenimento On, às 17h; A Sua Voz, às 18h; Vibe News, às 20h; e Rádio Retrô, às 22h. Aos domingos, aparecem Madrugada 102.1, à 0h; Rede do Forró, às 5h; Boca de Forno, às 6h; É Tempo de Cuidar, às 8h; Boa Semente, às 8h15; Santa Missa, às 8h30; Silvério Silva Show, às 10h; Negócios em Foco, às 13h; Jornada Esportiva, às 14h; Geração Sintonia, às 19h; Rádio Retrô, às 20h; e Sala VIP, às 22h. A página oficial atualmente confirma esses horários, mas não apresenta o expediente nominal completo e atualizado de todas as equipes dos programas de sábado e domingo, o que recomenda evitar atribuições pessoais não confirmadas pela emissora.
Linha do tempo dos principais acontecimentos
- 7 de setembro de 1948 — Pedro Matos inaugura a Rádio Sociedade de Feira de Santana; Gabriel Castilho e Dourival Oliveira aparecem como os primeiros locutores. A emissora torna-se pioneira da radiodifusão no interior da Bahia.
- Primeiros anos após 1948 — surgem noticiosos baseados na leitura de jornais de Salvador pelo locutor escalado; Pedro Matos apresenta “Uma Página Para Você”, com comentário local, regional e político.
- Década de 1950 — a programação amplia dramaturgia, música, esporte e informação; a Sociedade consolida participação no cotidiano feirense.
- 1951/1960 — fontes históricas divergem sobre o momento preciso da aquisição pelos Frades Capuchinhos; registros institucionais e do Senado apontam 1960, enquanto outra reconstrução menciona 1951.
- Década de 1960 — a grade passa a incorporar de forma mais estruturada radiojornalismo e noticiários de hora em hora.
- 1967 — Edval Souza retorna à Sociedade e o departamento de radiojornalismo já mantém produção própria, incluindo o Grande Jornal Falado.
- 1967 — Edval passa a ser associado a “A Cidade em Preto e Branco”, programa noticioso que se torna referência no rádio feirense.
- 27 de julho de 1967 — Chico Caipira e Itajay Pedra Branca iniciam o Ronda Policial, ampliando o peso do jornalismo policial e popular.
- 1969 — a potência da Rádio Sociedade passa para 10 mil watts, segundo registro do Senado.
- 1981 — ocorre a primeira transmissão internacional da emissora.
- 1982 — a Sociedade realiza sua primeira cobertura de uma Copa do Mundo diretamente do exterior, na Espanha.
- 1984 a 1996 — Carlos Lima atua na emissora como noticiarista, setorista esportivo, apresentador e diretor de programação.
- 6 de fevereiro de 1990 — decreto federal autoriza transferência da concessão de onda tropical para a Fundação Santo Antônio.
- 8 de janeiro de 1996 — Dilton Coutinho estreia o Acorda Cidade, inicialmente com meia hora de duração.
- 29 de janeiro de 1998 — decreto federal transfere à Fundação Santo Antônio a concessão de onda média.
- Setembro de 2006 — novo estúdio e equipamentos marcam o início do processo de digitalização, acompanhado da criação da Rede Baiana de Rádio.
- 22 de janeiro de 2018 — começam as transmissões experimentais em 102,1 FM.
- 12 de março de 2018 — é concluída a migração da AM para FM, consolidando a denominação Sociedade News.
- 8 de janeiro de 2026 — Acorda Cidade completa 30 anos, ainda sob comando de Dilton Coutinho.
- 7 de setembro de 2026 — a Rádio Sociedade News FM 102,1 completa 78 anos de fundação.
- 2026 — a Fundação Santo Antônio anuncia planos de reforma dos estúdios e ampliação da estrutura antes dos 80 anos da emissora, em 2028.
A investigação histórica indica que a pergunta sobre o “primeiro radialista a apresentar um programa jornalístico na Rádio Sociedade” não comporta, neste estágio documental, uma resposta baseada apenas em um nome. O rádio de 1948 não possuía a mesma divisão de gêneros existente posteriormente. Locutores apresentavam música, anúncios, notícias, comentários e outros conteúdos dentro de uma mesma jornada de trabalho. Aplicar retrospectivamente a categoria contemporânea de “âncora jornalístico” pode produzir uma identificação artificial.
O registro mais antigo localizado de um programa nominal e regularmente apresentado voltado a comentários sobre assuntos públicos é “Uma Página Para Você”, de Pedro Matos. Ao mesmo tempo, há prova de que noticiosos eram transmitidos desde os primeiros anos e de que os locutores do horário liam jornais da capital. O elemento ainda ausente é um documento — grade de programação, roteiro, gravação, anúncio em jornal ou arquivo administrativo — que identifique inequivocamente a primeira edição de um programa classificado à época como jornalístico e o profissional responsável por apresentá-la.
Já nos anos 1960, a documentação é muito mais consistente. Edval Souza aparece comandando um modelo de radiojornalismo que combinava notícias, comentário e fiscalização dos problemas urbanos; o Grande Jornal Falado evidencia uma redação organizada; e o Ronda Policial, a partir de 1967, ampliou a reportagem popular e policial. Em 1996, o Acorda Cidade acrescentaria a participação comunitária a essa tradição, enquanto a digitalização de 2006 e a migração para 102,1 FM, em 2018, levariam o mesmo núcleo informativo para novas tecnologias.
Assim, o núcleo factual sustentado pela documentação é o seguinte: Gabriel Castilho e Dourival Oliveira foram os primeiros locutores conhecidos da Sociedade; Pedro Matos é o mais antigo apresentador identificado de um espaço de comentário jornalístico; os primeiros noticiosos eram lidos pelos locutores de serviço; e Edval Souza tornou-se um dos principais responsáveis pela consolidação do radiojornalismo estruturado da emissora. Para determinar definitivamente quem apresentou o primeiro programa jornalístico em sentido estrito, a próxima etapa de pesquisa deve concentrar-se nas edições da Folha do Norte entre 1948 e os primeiros anos da década de 1950, nos arquivos da Fundação Santo Antônio, em antigas grades de programação e em documentos administrativos da própria Rádio Sociedade.








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