Deputado Rosemberg Pinto expõe novo escândalo da “Bolsa Pistolão” em Salvador e cobra explicações do prefeito Bruno Reis sobre uso de dinheiro público em cursos de luxo

Deputado Rosemberg Pinto denunciou que a secretária Mila Scarton custeou com recursos públicos um curso de R$ 105 mil, ampliando o escândalo da “Bolsa Pistolão” na Prefeitura de Salvador. Ele cobrou investigação do Ministério Público e transparência do prefeito Bruno Reis sobre o financiamento de seu doutorado no IDP, em Brasília, reforçando críticas à gestão e à moralidade administrativa.
Deputado Rosemberg Pinto critica uso de recursos públicos em curso de R$ 105 mil pela secretária Mila Scarton, reforçando suspeitas sobre privilégios na gestão Bruno Reis.

Um novo episódio envolvendo o suposto uso indevido de recursos públicos reacendeu o debate sobre privilégios no alto escalão da Prefeitura de Salvador. O deputado estadual Rosemberg Pinto (PT) denunciou nesta terça-feira (04/11/2025) que a secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda, Mila Scarton, utilizou R$ 105 mil em verbas públicas para custear um curso voltado ao seu aprimoramento profissional.

Segundo o parlamentar, o gasto configura desvio de finalidade administrativa, pois a formação não trouxe retorno direto à política de desenvolvimento econômico da capital baiana, que, conforme ele, enfrenta “um dos piores desempenhos do país em PIB per capita entre as capitais brasileiras”.

Reincidência de irregularidades e críticas à gestão Bruno Reis

A denúncia integra um conjunto de casos semelhantes, apelidados politicamente de “Bolsa Pistolão”, envolvendo membros do primeiro escalão do prefeito Bruno Reis (União Brasil). Antes de Mila Scarton, as secretárias Giovana Victer (Fazenda) e Ana Paula Matos (vice-prefeita) já haviam sido alvo de questionamentos judiciais por situações análogas, nas quais cursos de pós-graduação e capacitação foram financiados com dinheiro público.

Rosemberg afirmou esperar que o Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) adote providências no caso de Scarton, assim como nas denúncias anteriores.

É preciso investigar essa farra de pós-graduações pagas com recursos públicos, que beneficiam apenas o alto escalão em detrimento das demandas reais da população soteropolitana”, declarou o deputado.

Cobrança direta ao prefeito Bruno Reis

O líder governista também cobrou esclarecimentos do prefeito Bruno Reis sobre o financiamento de seu próprio doutorado no Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), em Brasília. Rosemberg ressaltou que a origem dos recursos ainda não foi esclarecida, apesar das reiteradas solicitações de transparência feitas pela Assembleia Legislativa.

O prefeito precisa dizer quem está pagando seu curso de doutorado. Se for com dinheiro público, é um escândalo. Se não for, que prove. O cidadão tem direito de saber como são utilizados os recursos arrecadados com seus impostos”, acrescentou o parlamentar.

Impactos políticos e jurídicos

A nova denúncia surge em um contexto de crescentes tensões entre a Câmara Municipal e o Executivo soteropolitano, em meio a investigações e cobranças sobre a gestão de contratos, viagens e gastos de secretarias. O caso de Mila Scarton, se confirmado, pode gerar repercussões administrativas e criminais, por violação aos princípios da moralidade e impessoalidade previstos no artigo 37 da Constituição Federal.

Nos bastidores, parlamentares da oposição e lideranças sindicais comentam que a denúncia fortalece a narrativa de aparelhamento político da estrutura administrativa, reforçando o desgaste do grupo de Bruno Reis às vésperas da pré-campanha municipal de 2026.

Problema estrutural

A sucessão de casos envolvendo uso de verbas públicas para cursos pessoais revela um problema estrutural de controle interno e transparência na Prefeitura de Salvador. A prática, ainda que justificada sob o argumento de “qualificação de gestores”, afronta o princípio republicano de que o dinheiro público deve servir ao interesse coletivo, não à promoção individual. O silêncio do Executivo e a falta de respostas concretas agravam a percepção de privilégio e podem minar a credibilidade administrativa da atual gestão.


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