O Governo da Bahia realizou, entre quinta e sexta-feira (04 e 05/12/2025), uma edição da Caravana de Direitos Humanos no bairro de São Marcos, em Salvador, como resposta institucional à morte do adolescente Caíque dos Santos, 16 anos, durante uma ação policial. A mobilização levou serviços públicos, assistência jurídica, documentação civil e ações sociais para a comunidade, além de reforçar o compromisso do Estado com a investigação do caso.
A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), foi firmada em outubro, após reunião no Centro de Operações e Inteligência (COI), na qual órgãos estaduais ouviram lideranças locais e familiares da vítima. Estiveram envolvidas também as secretarias de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Assistência e Desenvolvimento Social (Seades), Políticas para as Mulheres (SPM), Segurança Pública (SSP) e Relações Institucionais (Serin).
No ato de abertura, o secretário da SJDH, Felipe Freitas, destacou que a presença do Estado representa solidariedade, acompanhamento institucional e garantia de direitos, reafirmando que o governo será firme na investigação da morte do jovem.
Segundo ele, “a Caravana é oportunidade de reafirmar compromisso com a responsabilização, defesa dos direitos humanos e cuidado com a comunidade”.
Atendimento social e fortalecimento da cidadania
Ao longo dos dois dias, moradores tiveram acesso a emissão de documentos, orientação jurídica, atividades culturais e oficinas educativas voltadas à prevenção da violência. A estratégia reforça a aproximação do Estado com o território após o caso que gerou mobilização social e protestos da população do bairro.
O vereador de Salvador, Hamilton Assis (PSOL), acompanhou a ação e ressaltou que segurança pública depende de inclusão social e políticas permanentes de cidadania.
“Parabenizamos a SJDH pela iniciativa. Segurança se constrói com presença estatal e inclusão”, afirmou.
A mãe de Caíque, Jucélia dos Santos, participou da atividade e afirmou que a ação representa um passo para que a família alcance justiça e condições dignas para a comunidade. Em pronunciamento, declarou que continuará lutando para que o caso tenha respostas concretas.
Presenças institucionais e articulação intersetorial
Além da SJDH, estiveram presentes na Caravana a secretária de Políticas para as Mulheres, Neusa Cadore; a delegada da Superintendência de Prevenção à Violência (Sprev), Simone Moutinho; o coordenador de Políticas para a Juventude, Nivaldo Millet; e o promotor de Justiça Rogério Gomes. A participação de múltiplos órgãos marca o caráter integrado da ação pública.
Atuação estatal, resposta à violência e necessidade de continuidade
A iniciativa demonstra resposta institucional imediata diante de uma morte envolvendo ação policial, sinalizando intenção de transparência e responsabilização. A presença do Estado no território, porém, deve ser interpretada não como ação isolada, mas como política contínua de proteção à juventude, sobretudo em áreas periféricas historicamente marcadas por vulnerabilidades sociais.
O acompanhamento público do caso, a investigação célere e a comunicação transparente com a comunidade serão fundamentais para evitar descrença, tensionamentos futuros e repetição de episódios semelhantes. A consolidação de programas permanentes pode transformar ações emergenciais em políticas estruturantes.











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