Secretário Felipe Freitas condena ataques ao MST na ALBA e diz que Governo da Bahia manterá diálogo com movimentos sociais

Durante sessão solene realizada na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), ocorrida nesta Nesta sexta-feira (17/04/2026), em homenagem à memória dos mártires do Massacre de Eldorado do Carajás, o secretário de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, Felipe Freitas, repudiou os ataques dirigidos ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e reafirmou que o governo de Jerônimo Rodrigues manterá a política de diálogo e respeito aos movimentos sociais. Em seu pronunciamento, Freitas também criticou manifestações atribuídas a parlamentares da oposição durante a passagem da marcha do MST entre Feira de Santana e Salvador, e associou a pauta da reforma agrária à defesa da democracia, da vida e dos direitos sociais.

Sessão solene relembra Eldorado do Carajás e reforça debate sobre reforma agrária

A sessão teve como eixo central a lembrança do Massacre de Eldorado do Carajás, ocorrido em 1996, no Pará, quando 21 pessoas morreram e outras 69 ficaram feridas ou mutiladas em ação policial contra trabalhadores rurais. Ao resgatar esse episódio, Felipe Freitas afirmou que a luta pela terra permanece vinculada à disputa por cidadania, dignidade e inclusão social no campo brasileiro.

Segundo o secretário, os ataques recentes dirigidos ao MST durante a mobilização no território baiano exigem resposta pública das instituições. Em seu discurso, ele declarou que acompanhou “com muita atenção” as notícias dos últimos dias e classificou como lamentável que críticas ao movimento partam de agentes eleitos para a vida pública. Na fala, Freitas definiu o MST como um “patrimônio da democracia brasileira” e sustentou que os movimentos sociais devem ser respeitados como atores legítimos da esfera pública.

Ao posicionar o governo estadual nesse debate, o secretário afirmou que, sob a atual gestão, o MST e demais movimentos sociais continuarão tendo acesso aos prédios públicos da Bahia. A declaração procurou marcar uma linha política de continuidade no relacionamento institucional do Executivo baiano com organizações populares ligadas à pauta agrária e aos direitos humanos.

Felipe Freitas critica ataques e reafirma acolhimento institucional ao MST

Durante a sessão, Felipe Freitas relacionou os ataques ao MST a uma postura que, segundo ele, contraria valores democráticos. Ao mencionar a marcha realizada entre Feira de Santana e Salvador, o secretário disse ser grave que representantes públicos utilizem seus cargos para hostilizar um movimento historicamente associado à reivindicação de terra e reforma agrária.

Em outro trecho do pronunciamento, Freitas afirmou publicamente que o governo não recuará diante de pressões políticas ou ideológicas. Ao dizer que “o MST e todos os movimentos sociais serão sempre bem-vindos aos prédios públicos da Bahia”, o secretário reforçou o entendimento de que o Estado deve preservar canais institucionais de escuta, interlocução e mediação com organizações da sociedade civil.

A fala também assumiu tom histórico e político ao mencionar a ditadura militar, o colonialismo e o governo Bolsonaro como períodos ou experiências de enfrentamento para os movimentos populares. Ainda que o discurso tenha caráter político, a manifestação de Freitas se deu em um ambiente institucional e em uma sessão de natureza simbólica, voltada à memória de um dos episódios mais violentos da história recente dos conflitos fundiários no país.

Presenças políticas e apoio ao ato na Assembleia Legislativa

O ato na ALBA reuniu autoridades estaduais, parlamentares e dirigentes partidários ligados ao campo progressista e à defesa da reforma agrária. Entre os presentes estavam a secretária de Assistência e Desenvolvimento Social, Fabya Reis; o deputado federal Valmir Assunção; a deputada estadual Fátima Nunes; o presidente do PT Bahia, Tássio Brito; e a deputada federal Lídice da Mata, além de outros militantes e representantes políticos.

A presença dessas lideranças conferiu dimensão política mais ampla à sessão, sinalizando apoio institucional à pauta do MST e à memória dos trabalhadores mortos em Eldorado do Carajás. Também reforçou a centralidade do tema da reforma agrária dentro de setores do governo e da base aliada na Bahia.

Embora o foco do ato tenha sido a homenagem aos mártires do massacre e a defesa do diálogo com os movimentos sociais, o pronunciamento de Felipe Freitas também expôs a persistência das tensões políticas em torno do MST. O episódio demonstra que a disputa sobre a legitimidade dos movimentos do campo continua presente tanto no debate legislativo quanto na arena pública.

Memória de Eldorado do Carajás segue como símbolo de conflito agrário no Brasil

Ao resgatar o massacre ocorrido há 30 anos, a sessão na ALBA reafirmou a permanência de um tema estrutural da realidade brasileira: a concentração fundiária e os conflitos pela posse da terra. Eldorado do Carajás permanece como símbolo da violência histórica no campo e como referência para movimentos que defendem políticas públicas de redistribuição fundiária.

Nesse contexto, o MST segue ocupando posição central no debate nacional sobre reforma agrária, produção agrícola, direitos sociais e organização popular. As declarações de Felipe Freitas, ao mesmo tempo em que respondem a episódios recentes, também recolocam a pauta agrária no centro da discussão institucional baiana.

A manifestação do secretário, ao reafirmar apoio ao diálogo com os movimentos sociais, indica que o governo estadual pretende sustentar uma postura pública de aproximação com esses setores. Em um cenário de polarização política, esse tipo de posicionamento tende a gerar novas reações no Legislativo e no debate público regional.

Na quinta-feira (17/04/2026), o secretário Felipe Freitas repudiou, na ALBA, ataques ao MST durante sessão solene em memória dos mártires de Eldorado do Carajás. Ele afirmou que o governo Jerônimo Rodrigues manterá diálogo com movimentos sociais e defenderá a reforma agrária. O ato reuniu autoridades e lideranças políticas, reforçando a centralidade da pauta agrária e evidenciando a permanência das tensões políticas em torno do movimento.


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