Conselho Monetário Nacional autoriza Governo da Bahia a contratar operação de crédito; estado é avaliado com baixo risco de calote

Conselho Monetário Nacional autoriza DF, a Bahia e mais 15 estados a contratarem R$ 7 bilhões em operações de crédito.
Conselho Monetário Nacional autoriza DF, a Bahia e mais 15 estados a contratarem R$ 7 bilhões em operações de crédito.
Conselho Monetário Nacional autoriza DF, a Bahia e mais 15 estados a contratarem R$ 7 bilhões em operações de crédito.
Conselho Monetário Nacional autoriza DF, a Bahia e mais 15 estados a contratarem R$ 7 bilhões em operações de crédito.

Até o fim de 2016, 16 estados e o Distrito Federal poderão pegar R$ 7 bilhões emprestados no sistema financeiro. O Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou hoje (24/11/2016) unidades da federação a pegarem crédito com aval da União. Desde dezembro de 2014, os governos locais não podiam contrair empréstimos com garantia do Tesouro.

A medida era uma das principais reivindicações de governadores que, nos últimos meses, pediam aval do Tesouro Nacional para financiarem investimentos e estimularem empregos. A liberação abrange as 14 unidades da federação que assinaram Programas de Ajuste Fiscais (PAF) com a União e mais quatro estados que não têm acordo com o governo federal: Amapá, Piauí, Rio Grande do Norte e Tocantins.

Apesar de ter sido anunciada um dia depois do fechamento do acordo entre a União e os governadores, a subsecretária de Relações Financeiras Intergovernamentais do Tesouro, Pricila Santanna, disse que a medida estava em estudo havia vários meses. “Essa autorização estava no nosso portfólio.”

Do total a ser liberado, R$ 900 milhões irão para os quatro estados sem acordo com o governo federal e R$ 6,1 bilhões serão destinados para as seguintes unidades da federação: Amazonas, Amapá, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Pernambuco, Paraná, Rondônia, Roraima e Tocantins. Com nota B do Tesouro Nacional, todos esse estados são consideradas com baixo risco de calote.

Segundo a subsecretária do Tesouro, o Ceará, com nota B-, também estaria apto a pegar crédito, mas consumiu todo o limite disponível até 2014. De acordo com Pricila Santanna, os R$ 7 bilhões que a União está disponibilizando agora vieram do remanejamento de limites de crédito não utilizado pelos governos locais até o fim de 2014.

A concessão de crédito com garantias do Tesouro Nacional estava paralisada desde o fim de 2014 porque o governo entendeu que o excesso de operações de crédito contribuiu fortemente para a crise, de acordo com a subsecretária. “O diagnóstico era que as operações estavam comprometendo as contas dos estados e capacidade de [o Tesouro] estruturar política de garantias.”

Em dezembro do ano passado, a Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex) do Ministério do Planejamento tinha permitido aos estados e aos municípios contrair US$ 2,3 bilhões em empréstimos externos em 2016. No entanto, os governos locais ainda dependiam da autorização concedida hoje para pegarem o dinheiro emprestado.

Em fevereiro, o CMN tinha liberado R$ 20 bilhões para a contratação de crédito por prefeituras e governos estaduais. No entanto, nenhuma nova operação de crédito havia sido autorizada desde a liberação.


Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Facebook
Threads
WhatsApp
Twitter
LinkedIn

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading

Privacidade e Cookies: O Jornal Grande Bahia usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso deles. Para saber mais, inclusive sobre como controlar os cookies, consulte: Política de Cookies.