A desigualdade estrutural é um conceito que se refere às desigualdades profundas e persistentes presentes nas sociedades. Essas desigualdades estão enraizadas nas estruturas políticas, econômicas e sociais do sistema em que vivemos, e são mantidas ao longo do tempo por meio de políticas e práticas discriminatórias.
Diferentemente das desigualdades temporárias, como as causadas por crises econômicas ou desastres naturais, a desigualdade estrutural não é facilmente corrigida por políticas de curto prazo. Isso porque ela está enraizada nas próprias estruturas do sistema, que muitas vezes perpetuam a exclusão e a marginalização de grupos específicos, como mulheres, pessoas negras, indígenas, LGBTs e pessoas com deficiência.
A desigualdade estrutural se manifesta de diversas formas, como na falta de acesso a serviços básicos como educação, saúde e moradia, na exclusão do mercado de trabalho e nas disparidades salariais entre diferentes grupos, na violência e na criminalização de determinados grupos sociais, entre outras.
Para combater a desigualdade estrutural, é necessário que sejam implementadas políticas de longo prazo que busquem corrigir as desigualdades enraizadas nas estruturas sociais e econômicas do sistema. Isso pode incluir medidas como políticas de ação afirmativa, investimento em educação e treinamento profissional, promoção da diversidade e inclusão em empresas e organizações, entre outras.











