“Sou pré-candidato ao Senado na chapa de ACM Neto (UB). Confirmei minha aliança com o líder baiano do União Brasil para disputar a sucessão estadual deste ano, durante coletiva de imprensa, nesta quinta-feira (17/03/2022), ao lado do ex-prefeito de Salvador e de lideranças políticas dos dois partidos, no Hotel Fiesta, em Salvador”, disse João Leão (PP), vice-governador da Bahia.
“Este anúncio marca o fim de um ciclo e o início de um novo caminho. Já listei para Neto alguns projetos que tenho trabalhado nos últimos anos e que casam com uma Bahia forte econômica e socialmente. Falei da ponte Salvador-Itaparica, do polo sucroenergético do São Francisco, dos polos cacaueiro do Serrado e viticultor de Barra, entre outros”, concluiu.
Agradecimento
“Hoje nós recebemos, com muita honra, o apoio do Partido Progressista da Bahia e do nosso futuro senador João Leão. A aliança que está sendo construída nesse momento fortalece o nosso maior objetivo para a Bahia: fazer o melhor governo de todo o Brasil.”, declarou ACM Neto
Oposição
A aliança entre os partidos Progressistas e União Brasil, ou seja, João Leão e ACM Neto, representa a reunião de antigos aliados que se dispersaram com a “Reabertura Democrática’ resultante do fim do Golpe de Estado Civil-Militar (Ditadura Militar no Brasil de 1964 a 1985) e com a retomada da eleição direta para presidente da República. As legendas são, ambas, oriundas do PDS, que foi renomeado PFL e, posteriormente, DEM.
Para além disso, os aliados de direita formaram um palanque anti-Lula e anti-PT na Bahia.
O presidente do UB, deputado federal Luciano Bivar, anunciou que o partido terá candidato próprio à presidência da República. Enquanto o PP, presidido pelo senador licenciado e ministro Ciro Nogueira, declarou que apoia a reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL).
O Partido União Brasil é resultado da fusão do PSL com o DEM. Em 2018, o PSL elegeu Jair Bolsonaro presidente, enquanto ACM Neto, na Bahia, declarou apoio ao extremista de direita.
Para confundir a opinião pública e os jornalistas despreparados que cobrem a cena política, o vice-governador João Leão diz que vai levar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à presidente da República nas Eleições 2022, para o palanque, ou aproximá-lo de ACM Neto, ocorre que a declaração do político demonstra um de três aspectos:
- A Lei Eleitoral veda que o candidato de uma legenda use a imagem e o nome de um político de corrente ideológica adversária a qual participa no pleito, portanto, as declarações de João Leão podem ser lidas como possíveis crimes eleitorais;
- Tenta confundir jornalistas despreparados, a opinião pública e os eleitores sobre a possibilidade de levar Lula para o palanque da direita, ou de aproximá-lo de ACM Neto, quando o candidato à presidente do Partido dos Trabalhadores tem palanque definido na Bahia, com Jerônimo Rodrigues (PT), candidato ao governo do estado e Otto Alencar (PSD), candidato ao Senado Federal; ou
- É possível que demonstre senilidade com as declarações sobre o candidato à presidente Lula.
Fato é que João Leão e ACM Neto formam uma aliança que nega tudo o que o ex-presidente Lula defende e que o PT da Bahia manifesta e isso não pode deixar de ser dito à opinião pública.
Por fim, não é tarde para lembrar que a classe política conservadora traz na memória os anos de opressão que significaram as gestões estaduais lideradas por Antônio Carlos Magalhães (ACM †1927 — ★2007) e seguidores. Fato que apenas teve fim com a vitória de Jaques Wagner (PT), em 2006, para governador da Bahia.
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