Durante sua visita aos Estados Unidos, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em entrevista à CNN, que precisam ser estabelecidas “condições mínimas” para a Rússia a fim de acabar com o conflito na Ucrânia. Lula se reuniu com o presidente dos EUA, Joe Biden, na Casa Branca, nesta sexta-feira (10/02/023).
Lula destacou a importância de criar uma narrativa que permita à Rússia acabar com a guerra na Ucrânia. Ele também deseja discutir uma trégua com outros países importantes, como China, Índia, Indonésia, entre outros, para que o mundo possa se desenvolver em paz.
A pauta da reunião entre Lula e Biden incluiu o conflito na Ucrânia. Segundo o professor Pedro Costa Júnior, analista de relações internacionais e pesquisador da Universidade de São Paulo (USP), os EUA tentarão impor sua agenda de apoio à Ucrânia na pauta. Ele prevê que os EUA vão exigir que Lula não faça declarações ambíguas sobre o conflito e que haverá um “assédio” para que o Brasil se posicione a favor do Ocidente na guerra da Ucrânia.
Durante sua visita ao Brasil, o chanceler alemão Olaf Scholz pediu que o Brasil enviasse munições a Kiev, mas Lula negou a solicitação e propôs a criação de um fórum de paz para ajudar as negociações entre Rússia e Ucrânia. Lula defendeu a construção de um mecanismo de diálogo entre as duas nações e afirmou que sua luta é contra a fome, e não contra a Rússia.








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