A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e o Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro-BA) estão firmemente posicionados contra a privatização da Companhia de Gás da Bahia (Bahiagás). De acordo com essas entidades, a venda da empresa acarretaria prejuízos substanciais para o estado da Bahia.
A Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), por meio da Empresa Baiana de Ativos (Bahiainveste), está encarregada do processo de privatização e contratou o consórcio Genial, que anteriormente liderou a privatização da Eletrobrás e ESGás, para elaborar o modelo de venda da Bahiagás. Desde abril deste ano, o consórcio tem conduzido estudos na Bahiagás, coletando informações e planejando o processo de privatização.
Em 9 de novembro de 2022, o Diário Oficial publicou o aviso de licitação da Bahiagás, indicando o número do processo (procedimento licitatório eletrônico nº 002/2022 – processo SEI nº 113.9827.2022.0000226-26), mas sem revelar o nome da empresa interessada. A Bahiainveste divulgou o procedimento licitatório, sinalizando a venda iminente da empresa.
A Bahiagás, estabelecida em 1991, é a maior distribuidora de gás no Nordeste do Brasil e a segunda maior do país. A empresa desempenha um papel crucial em fornecer gás para áreas que podem não atrair o interesse de empresas privadas. Além disso, a Bahiagás apoia várias iniciativas de infraestrutura e é um dos principais patrocinadores da cena artística e cultural do estado.
Deyvid Bacelar, coordenador-geral da FUP, destaca a importância de evitar repetir os erros do passado. Ele menciona o caso da Refinaria Landulpho Alves (Rlam), que foi privatizada a um preço abaixo do valor de mercado durante o governo Bolsonaro, resultando em combustíveis mais caros na Bahia. Bacelar ressalta que essa decisão impactou negativamente os consumidores baianos, com preços mais altos em comparação com estados como Paraná e Amazonas, onde refinarias da Petrobrás também foram privatizadas.
Após adquirir as ações da Bahiagás que antes pertenciam à Gaspetro, subsidiária da Petrobrás, o governo estadual detém agora 75,5% das ações ordinárias e 58,5% do capital total da companhia. Em apenas 8 meses, a empresa já restituiu aos cofres públicos 18% do capital investido.
Para Bacelar, é incompreensível colocar à venda uma empresa lucrativa e que desempenha um papel essencial no desenvolvimento econômico, social e cultural da Bahia. Ele e o Sindipetro Bahia confiam que o governo estadual tomará uma posição contrária à privatização da Bahiagás, evitando um retrocesso que poderia aumentar os custos do gás para os consumidores.









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