Estudantes grevistas ocupam a Reitoria da Universidade Estadual de Feira de Santana, gerando prejuízos acadêmicos e financeiros, diz direção da UEFS

Na noite de terça-feira (10/10/2023), a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), irresignados, estudantes grevistas invadiram a Reitoria da universidade, desencadeando uma série de complicações para a instituição e seus membros.

Em nota, a direção da UEFS relata que a invasão ocorreu após nove horas de negociações entre a Administração Central da UEFS e o movimento estudantil grevista. As partes haviam concordado em criar um termo de compromisso com o intuito de proteger o diálogo democrático e seguir os caminhos da legalidade. No entanto, a invasão e arrombamento da Reitoria representam uma clara violação dos compromissos assumidos no termo, incluindo a promessa de mobilização pacífica e a proteção do patrimônio público e dos trabalhadores da universidade.

A greve estudantil, que teve início após a administração atender às demandas iniciais que envolviam a realização de concursos e contratações de professores, continuou a despeito dos esforços da Administração Central para escutar e atender às demandas estudantis. Essa abertura ao diálogo, feita com respeito aos princípios democráticos e à diversidade de opiniões, não foi suficiente para evitar o agravamento da situação.

Segundo a UEFS, os estudantes não entregaram uma pauta formalizada à gestão, incluindo reivindicações que estão fora da competência da Administração Central da UEFS, tornando as negociações para a retomada das atividades acadêmicas mais difíceis.

Diante da violação, a Administração Central da UEFS fez apelo ao movimento estudantil para desocupar a Reitoria e liberar todas as instalações da universidade. O objetivo é retomar o diálogo em busca de uma UEFS autônoma e democrática, sem comprometer o processo democrático e os compromissos assumidos no termo de compromisso.

No entanto, preocupa a administração da universidade que a postura mais rígida adotada pelos estudantes possa prejudicar a contratação de professores, afetando o andamento das atividades de ensino, pesquisa e extensão nos próximos semestres, afirmou.

A UEFS é uma das universidades estaduais baianas que mais recebeu pleitos atendidos pelo governo estadual, totalizando quase R$13 milhões do orçamento total de aproximadamente R$ 33 milhões.

Prejuízos e consequências, segundo a direção da UEFS

A greve e a ocupação da universidade geram uma série de prejuízos, que incluem:

  1. Prejuízo para a Comunidade: 14 mil estudantes do Ensino Básico ficam impedidos de participar da Feira de Graduação, e a 20ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia é afetada.
  2. Fornecedores e Processos: A universidade não consegue receber materiais e equipamentos, o que gera problemas com fornecedores, processos judiciais, emissão de certidões, além de atrasos em processos de aposentadorias e concessão de benefícios.
  3. Estudantes: Processos de bolsas, convocação de concursos e recebimento de materiais para o almoxarifado da universidade são comprometidos.
  4. Obras: Todas as obras em andamento são paralisadas, incluindo a manutenção da rede elétrica e ampliação da cozinha do restaurante universitário.
  5. Serviços Administrativos: Fiscalização de contratos, manutenção predial, manutenção de equipamentos, transporte de servidores e outros serviços são paralisados.
  6. Atividades Sociais: Aulas do programa Universidade Para Todos (UPT), atividades da Universidade Aberta à Terceira Idade (UATI), Feirinha de Saberes e Sabores, e funcionamento das cantinas são prejudicados.

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