O Plenário do Senado Federal aprovou o Projeto de Lei 1.769/2019, que estabelece percentuais mínimos de cacau na composição de chocolates e seus derivados. A proposta, de autoria do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), agora será encaminhada para análise na Câmara dos Deputados.
O projeto trata da definição de parâmetros para a produção, classificação e rotulagem dos produtos derivados do cacau, como chocolate ao leite, chocolate amargo, chocolate em pó e bombons. Também determina que os rótulos, embalagens e peças publicitárias devem informar, de forma clara, o percentual de sólidos de cacau presentes na fórmula.
A matéria é baseada em uma proposta anterior da ex-senadora Lídice da Mata (BA) e foi relatada na Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC) pelo ex-senador Rodrigo Cunha (Podemos-AL). Na comissão, o texto foi aprovado em julho de 2024, na forma de uma emenda substitutiva apresentada pelo senador Angelo Coronel (PSD-BA).
Parâmetros definidos
O texto aprovado determina que o chocolate amargo ou meio-amargo deve conter no mínimo 35% de sólidos totais de cacau, superando a exigência atual da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que estabelece um mínimo de 25%. Outros derivados também receberam classificações específicas quanto à composição e rotulagem.
Classificações estabelecidas no projeto incluem:
-
Nibs de cacau: cotilédones limpos da amêndoa de cacau.
-
Massa, pasta ou liquor de cacau: produto da transformação das amêndoas limpas e descascadas.
-
Manteiga de cacau: fração lipídica extraída da massa de cacau.
-
Cacau em pó: contém no mínimo 10% de manteiga de cacau e no máximo 9% de umidade.
-
Cacau solúvel: cacau em pó com ingredientes que facilitam a dissolução.
-
Chocolate em pó: mínimo de 32% de sólidos totais de cacau misturados a açúcar ou edulcorante.
-
Chocolate ao leite: mínimo de 25% de sólidos totais de cacau e 14% de sólidos de leite.
-
Chocolate branco: contém pelo menos 20% de manteiga de cacau e 14% de sólidos totais de leite.
-
Bombom ou chocolate recheado: recheado com substâncias comestíveis e cobertura de chocolate.
O senador Zequinha Marinho destacou que o Brasil ocupa a sexta posição entre os maiores produtores de cacau do mundo, com destaque para os estados do Pará e Bahia, responsáveis por aproximadamente 90% da produção nacional.
O objetivo do projeto, segundo seus defensores, é estabelecer critérios claros para o setor chocolateiro nacional, ampliar a transparência para os consumidores e valorizar o produto nacional com base na quantidade efetiva de cacau presente nas fórmulas.
*Com informações da Agência Senado.











Deixe um comentário